Clube de companheiras de genero


E já que eu abri o blog. Vamos de novo. Qual é a graça do Belchior ter se mudado de país? Por que é engraçado ele ter bigode? Porque o Sarney também tem? É mesmo necessário falar disso? Revela que aspecto da sua personalidade? Uma pessoa descolada, que entra no clima de qualquer brincadeira? É isso que você quer passar quando fala sem parar em Belchior? Foco, pessoal. Por um mundo com menos piada.

Diferente da Vanusa. Não tem graça ela cantando o hino. Na verdade, é um vídeo que ninguém nem aguenta assistir inteiro. Mas ok. Ela cantou o hino e sei lá o que aprontou (não vi o vídeo). O Belchior não fez nada. É apenas uma tentativa de fazer piadinha com uma celebridade inusitada. Francamente. Mas claro. Não precisa se envergonhar de ter feito. Eu me envergonhei por você.



Escrito por Mary W. às 18h45
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Eu tenho lido um monte de texto que tentam explicar porque os blogs acabaram. Eu acho que os blogs acabaram. Mas talvez não pra sempre etc. O caso é que ficaram desinteressantes mesmo. Ou talvez o meu tenha ficado e eu generalizo. Nesse texto aqui, ele fala um pouco sobre uma suposta elite digital, que migra de ferramenta pra evitar a popularização. Eu não sei se é bem isso. A minha opinião tem mais a ver com a chegada dos jornalistas "de verdade" na blogosfera. Acho que eles alteraram a dinâmica do funcionamento. Antes, eu fazia montes de "amigos" através do blog. Hoje, consigo "leitores". E a vibe mudou totalmente, eu acho. No meu blog, que é misturado. Meio diário, meu opinativo. Fica esquisito. Os comentários e mesmo quando a gente se vê citada. Percebo uma preocupação também em conseguir autorização minha, pra publicar um post em outro lugar. Claro que eu não sou contra dar a fonte das coisas. Mas burocratizou um pouco. Daí mesmo os posts são mais cobrados. E você precisa por link e checar autenticidade das coisas. Nada contra, de novo. Mas trunca o texto. Perde em leveza. Eu me imagino/imaginava conversando com as pessoas, quando escrevia e lia blogs. Hoje tenho que me imaginar debatendo. Eu não gosto. Twitter, a tal da nova ferramenta, só piorou o tráfego do meu blog. Mais gente entra. Qualquer linkada que eu recebo no twitter me dá  trocentos acessos. É o lance mais poderoso que eu já vi. No post do lingerie day. Nossa. Foi insuportável. E eu via a referência e aí gente que eu nunca vi tava falando. Bem e mal. Uma menina disse que tem vontade de vomitar quando vê no google reader que eu atualizei o blog. Veja bem. Pessoa que eu nunca vi. E fala um negócio desse. Ela é tipo uma "leitora" que eu tenho. Que entra aqui pra se irritar. Como algumas pessoas lêem Diogo Mainardi assim. Agora, que interesse posso ter de escrever pra essa menina? Como posso pensá-la como interlocutora? Não posso mesmo. Eu escrevia blog pra camila, pro klein, pra ju, pra xris. Sabia que a renata lia logo cedo. Que o marcus ia discordar. Que a nalu ia comentar. Uma coisa assim. A vibe diarinho estava sempre presente. Parece meio bobo falar isso. Mas perdeu a aura de comunidade, eu acho. Como o orkut. Que ficou chato quando encheu de parente. Aqui é o contrário. Ficou muito solto no mar da internet e blá. E é sobre pessoas, isso tudo. Pessoas se conhecendo. Muito raro hoje em dia alguém me abordar através do blog como se eu fosse uma pessoa. Me abordam mesmo como se eu fosse uma emissora de opiniões etc. Não tem como ser muito fascinante. No começo era outra coisa. Eu fiz amigos de verdade. Eu peguei um monte de link. Ia pras baladas blogueiras e aprontava e tals. Acabou a farra, isso que eu acho. Então é natural que as pessoas "abandonem" seus blogs sem se importar com isso. Porque é farra que a gente quer. E a farra hoje, tá no Twitter.

Não é totalmente verdade isso. E eu tenho que explicar porque ela lê o blog. Rolam uns xavecos ainda através do blog. Com blogueiras incríveis e tal. E eu adoro etc.

Eu li uns outros posts sobre isso mas perdi o link. A gente perde os links no twitter.



Escrito por Mary W. às 18h32
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DA SÉRIE: RIP minhas coisas favoritas

Ah, super triste eu fiquei? Acho que mais ou menos. Eu tava falando pra Roberta no Twitter. Que cheguei no meio da notícia em casa. E pensei que era um bilhete de suicídio. Daí minha mãe falou que ele saiu da banda. Então fiquei aliviada. Eu não quero que os Oasis morram nunca e etc. Eu acho *a* banda. Eu acho que já tava meio desgastada. Eles são meu modelo de pessoas. Eu estou mais do que convencida que o planeta seria melhor se tivesse milhares deles. E assim por diante. Mas eu acho que ele tinha mesmo que sair. A gente tem que se libertar da família um dia. Eu espero que aconteça com você. Eu espero que aconteça comigo. Ele, pra variar, está na vanguarda. Fofo.

Ai. E eu estou bêbada. Que sorte eu dei. Eu estava bêbada no dia que o Oasis acabou. É a melhor homenagem que eu poderia fazer. Eu faria qualquer uma. Gosto mesmo deles.



Escrito por Mary W. às 01h34
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Nossa. Quase esqueci. Do lance. Pedro ganhou um carro. E deveria dar de presente a um dos participantes. Na hora, ele e Carlinhos combinaram. Ele daria pro Carlinhos que devolveria pro Pedro. E o Pedro conta isso em todo lugar. Como se fosse a maior demonstração de lealdade. Em nenhum momento passa pela cabeça dele que isso é desonesto. Que é trapaça. Em nenhum momento. Mesma coisa da troca de votos. Ele nunca notou que era covardia.



Escrito por Mary W. às 16h47
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Eu acho que a Danni Carlos, no domingo, coloca a mão em um milhão e que eu verei consagrada uma tática que muito me agrada. Que é a da improvisação. Sempre gostei de participante que vai ali. Pegando o touro conforme ele chifra. E ela fez isso com exatidão. E tinha tudo pra ser coadjuvante mas se tornou protagonista a partir dos alinhamentos. Primeiro com Luciele. Que foi muito criticada e eu me lembro da Danni indo no quarto pra dizer "tamos juntas". E depois com Dado Dolabela. Alinhamento que teve também caráter humanitário, quando ela percebeu que ele era boi de piranha e resolveu fazer escudo. Sem estar no centro, acabou sendo fundamental pra desenhar o mapa do programa. Protagonismo discreto. Mesmo que ganhe, entretanto, não é a dona do jogo. E nem Dado é. Eu fiquei pensando muito sobre isso, sabe? Nas últimas semanas. E é claro que são *elas*. Quem mandou nesse jogo foi a maravilhosa Mirella e (menos) a inacreditável Samambaia. Num primeiro momento eu pensei que era uma espécie de "o que teria acontecido se Brigadeirão e Analy tivessem mandado Alberto catar coquinho". Depois eu achei que era simplesmente uma inversão. Com Carlinhos fazendo Analy e Pedro sendo o Brigadeirão. Me impregna o BBB 7 porque a gente vê também que o Dado estudou na escola Alemão de bom mocismo. O cafajeste que tem cura, como bem definiu Marília Gabriela. Mas o caso é que a Mirella montou sua gangue. Sentiu lá o ambiente e por afinidade e intuição juntou o pessoal. Que a gente se lembrará sempre como um quarteto. Mas que teve mais gente. Extremamente lúcida na hora de votar e indicar, não se importou muito com a troca de votos entre os dois tontos. O que fudeu a estratégia dela foi o público resolver salvar o Dado. Porque não tinha roça perdida. Você manda Babi, Théo, Fábio. E vai tirando. E todo mundo achou que com o Dado aconteceria isso. Por conta da pessoa que ele é. Já tão carregada de interpretações etc.E a Mirella e a Samambaia passaram noites e noites armando paredões e falando mal de todo mundo. Raro ter visto um fuxico desse tamanho em rede nacional. Os dois tontos, futricavam também. E na hora de indicar, faziam aquele papelão. De trocar votos. Olha. É o pior expediente que eu já vi em todos os reality shows que eu já assisti. É de uma covardia sem parâmetros. E a esquiva revela mesmo a impossibilidade de qualquer protagonismo. Qualquer. O Pedro saiu da Fazenda com fama de capacho. Queria ter saído com fama de engraçado e boa gente. O Carlinhos vai sair com fama de mau caráter. Queria ter saído como alguém que superou adversidades. Fizeram um papel abaixo da crítica. Quando percebiam que Dado já estava devidamente emparedado, trocavam votos e faziam uma gracinha. E todos gargalhavam durante a indicação. Sabiam que estavam fora da roça. E depois continuavam gargalhando, indiferentes à tensão dos indicados. É de uma estupidez esse comportamento. Você tem que, pelo menos, pensar a longo prazo quando está num programa desse. Vontade de morrer eu tenho quando vejo alguém pensando semanalmente a disputa. E a dupla fez isso. E a Mirella acabou fazendo isso. O que é realmente uma pena. Ela não soube escapar da roça em que foi eliminada porque não tinha costurado uma única possibilidade sequer. Foi pega de surpresa mesmo. E saiu. E perdeu o terceiro, o quarto e o quinto lugar. Ficou em sexto. O que é, talvez, a maior injustiça dessa primeira edição. Talvez porque, né? Há sempre chance da pobreza e da vida dura terem seu apelo. E parece que está havendo uma superexposição da mãe do Carlinhos na mídia etc. Mesmo que ele vença (o que acho muito remoto), será pelo voto de quem NÃO viu o programa. Pessoas que entram na roda agora, por conta de estar na reta final e blá. Não conheço nenhuma pessoa que assistiu e que torceu pra ele. Nenhuma. E daí que a gente vê mesmo como essa estratégia de panela é arriscada se você não consegue conciliar algumas coisas. Veja que a Mirella mandou no jogo. Ela definiu os grupos. Ela combinou voto. Ela decidiu quem era Nós e quem era Eles. Mas cometeu o erro fatal, perseguiu um participante. Porque achou que ele era mesmo alvo fácil. Saber o momento de limar o alvo fácil é a genialidade suprema em reality. O grupo do Eles foi, claro, se fortalecendo. Com dois participantes, teve que seguir no calvário. De eliminar um por um de 6 (Jonathan e Fabi inclusos). Aí que eu digo que a improvisação me agrada. Porque Nós não conseguiu pensar em nada. Mesmo quando ficou evidente que o Dado não sairia e que Danni Carlos nem sequer estava na disputa (voltando SEMPRE em primeiro das roças). Talvez porque Mirella, no vacilo, tenha saído primeiro. Quem sobrou não conseguiu pensar. E aí Carlinhos e Pedro viveram uma fantasia. De que não era contra um grupo e uma estratégia que o público estava votando. Eles acharam que eram engraçados e divertidos. E que com eles seria diferente. Tarde demais, né? Não tem como você se descolar. Eles são o grupo maledicente e covarde das madrugadas. Eles tiveram medo o tempo inteiro. E entregaram todo mundo de bandeja. O destempero final da Samambaia e agora do Carlinhos não deixa nenhuma dúvida. Paredão no cu dos outros é refresco. Daí que o Dado cresceu. E a Danni virou a favorita. É preciso que se diga que não é o caso de perdoá-lo das agressões da "vida real". Nem de relativizar comportamento. Tem gente que diz que a Luana Piovani é uma mala mesmo. Nem passa pela minha cabeça isso. Tem que ser julgado, condenado e etc. pela agressão. É um caso de polícia e justiça etc. Mas uma coisa não tem nada a ver com a outra. Ele estar mil vezes mais qualificado que o Carlinhos pra ganhar o prêmio é uma discussão de outra ordem. Há uma chance de humanização através de um programa como esse. Ele aproveitou. Ele não foi desleal. Ele se posicionou sempre. Ele defendeu as alianças. É possível dizer, claro, que eu não posso isolar A Fazenda dos fatos e blá. Desculpa, eu isolo. Se eu for atrás de ficha corrida de participante antes e após. Perde a graça pra mim. Eu não me interesso pela vida dos outros. Meu interesse é TODO pela dinâmica do confinamento. Só isso mesmo. E é claro que tem gente que fica apoplética. Como um cara desses pode virar queridinho? Mas ele foi ao programa pra virar queridinho, ué. O objetivo dele era esse aí. De restaurar a imagem. E já deu todas as mostras de que não vai perder o controle. E o Carlinhos tá dando essa última cartada abaixo da cintura. Que é de xingá-lo sem contexto. O Dado passando e ele grita. "Falso", "agressor". Alguém nos acuda. Só mesmo se tudo o que aconteceu FORA do confinamento for levado em conta, o Dado perde pra ele. Porque na Fazenda, Dado foi melhor. Uma última coisa que eu gostei. O chega pra lá que a Danni deu no Dado. Um lance que se tornou um clássico e que nos remete a Pink e Jean. Porque a Danni percebeu há tempos que estava na final. Já que não polariza. E o problema dela é mesmo tirar o milhão do Dado. E aí armou aquela cena. Que não ficou tão boa porque nem passa pela cabeça do Dado agredi-la ou puxar o tapete dela. Pelo menos não naquele ou nesse momento. Dado tinha que vencer Pedro e tem ainda que vencer Carlinhos. A Danni só tem que vencer o Dado. Ela ficou com mais tempo. E achou que a tática do "tamos juntos" não a beneficiava. Mas ela recuou (o que foi bom também) e eu não sei o que tentará. O Dado tá melhor que a Pink emocionalmente. Não vejo jeito dele partir pra cima dela. Pelo contrário, imagino que o discurso vai ser "ela é minha irmã, se ganhar vou ficar satisfeito". Hoje, se o Carlinhos sair, ela deve contabilizar os votos dele. Acho que já percebeu isso. Que terá apoio dos 12 que saíram. Erro da Francine. Que falou mal da Ana Carolina quando ela saiu. E perdeu os votos da torcida. Eu votei pra Priscila por exemplo. Por conta mesmo da traição da Francine à Ana. O Carlinhos precisa de fato novo. E eu tô gostando que ele tá buscando, mesmo que equivocadamente (isso de xingar etc.). Mas ele optou por NÃO assistir à vitória do Dado. É incrível. Difícil ver isso na reta final. E pode parecer que a Danni, então, ligou o piloto automático, mas eu não acho. Ela sabe que o paredão não é dela e teve um desgaste desnecessário no paredão do Pedro. Que ela pensou que fosse dela. Porque via o Pedro como favorito. Ela intuía o que tava acontecendo, agora tem certeza. Então enquanto Dado e Carlinhos batem boca, ela tá fazendo isso. Tem meu apoio. O que pode acontecer é. Se o Dado sair, ela resolver falar mal dele. Pra mostrar pro público que não é da mesma laia etc. Seria o erro-francine. Mas não quero especular. Estou bastante ansiosa com o resultado dessa noite daí ficou muito sujeita a fazer previsões e outras coisas inúteis.

 

Eu sei que é possível simplesmente assistir reality show com olhos de voyeur e ficar xeretando e julgando. Já entendi que é possível. Já entendi que um grande número de pessoas assiste assim e caga e anda pra dinâmica do confinamento e tal. Eu não assisto assim e realmente não me importo. Se a Priscilla tem fotos amarradas, se a Ana Carolina apresenta programa na Rede TV, se Max e Francine terminaram. Qualquer tonto percebe que reality show com celebridade faz uma inversão interessante. Não transforma em celebridade, como BBB. O contrário, transforma em gente comum. E é tão legal porque a gente vê mesmo essa característica do nosso tempo. Que é a possibilidade de transitar nisso aí de celebridade. Por conta de internet e blá. Tipo aquela menina do twitter que tem mais de milhão de seguidor etc. Ficou célebre porque é comum. E no limite a gente escolhe as nossas celebridades, nesse movimento de independência até pra exercer a futilidade. Que deve ter a ver com o fim das grandes narrativas à medida que os veículos de massa não conseguem mais narrar a realidade pra gente. Me lembro quando o Gugu lançou o Dominó e ficou todo mundo esperando pra ver. Quem seriam os meninos mais bonitos do Brasil. Previamente escolhidos e impostos etc. Mesma coisa concurso de Paquita. Não é possível mais concurso de Paquita, eu acho. Blá. Só pra dizer que eu entendo gente que assiste reality show que nem o nariz. E que por isso não sou tão ingênua e sei que o Carlinhos pode ganhar.

 



Escrito por Mary W. às 15h32
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Tem esse aluno evangélico que sempre vai na minha sala. Eu não sei bem o motivo. Às vezes penso que ele quer me converter. Às vezes penso que ele quer que eu o salve. E ele chegou e eu perguntei das férias. E ele foi com a faculdade num congresso nas férias. Ele faz Biologia. E disse que o congresso estava ótimo e que ele salvou uma moça no congresso. E eu "é?". E era. Ele conseguiu convencê-la a ir no culto com ele. Sim. E ela foi. E depois disse pra ele que tava afim de beber e arranjar encrenca aquela noite. E que durante o culto, desistiu. Eu pensei em dizer que não é assim. Que a gente pensa em beber. Que a encrenca é um colateral. Não é a intenção. Mas só disse "que bom". Eu me esquivo muito desse debate. Porque eu não acho mesmo que tenha chance. Os fatos são conhecidos e não há alteração. Não uma publicação nova nem nada por parte deles. Daí que não é como discutir política. Que de repente tem uma intervenção estatal no mercado e há uma possibilidade de rediscutir. Então eu não ligo pra isso tanto. Me irrita muito mas não penso em militar a causa. Daí eu disse "que bom". E ele continuou me contando das férias. Não sei mesmo por que. E ele leu um livro ótimo nas férias. 10 cristãos que mudaram o mundo. Por aí o título. E me contou de um homem que orava bastante e tava num navio. E ele precisa chegar não sei onde até as 5 da tarde. E o capitão disse que não seria possível. Por causa da névoa. E o homem disse "espera aí". E orou. E Deus dissipou a névoa em 5 minutos. Aí eu falei que essas histórias funcionavam como emblemas. E que 5 minutos não eram necessariamente 5 minutos. Que ele tinha que dar uma transcendida. Mas ele me garantiu que eram 5 minutos. E me disse que tinha uma outra história melhor. Nem duvidei. Daí ele me disse que a Inglaterra estava muito conturbada na época da revolução industrial. E que havia possibilidade de uma guerra civil. E que um homem chamado John Wesley resolveu orar. E orava 5 horas por dia. E que ele livrou a Inglaterra da guerra. Eu nem sabia continuar esse assunto. Mas o aluno sabia. E ele disse. Na França ninguém orou e eles tiveram a guerra. Daí não dá, né? E eu falei "que bom que teve a 'guerra' na França". E tentei falar um pouco da importância da revolução francesa. E ele disse que a Inglaterra se tornou um país próspero. Porque Deus abençoou a Inglaterra. Nem sei por que mesmo. Eu voltei a falar. Que se não fosse a revolução francesa seríamos ainda súditos. Estava tão claro que nada poderia sair dessa conversa. Mas eu tenho uma sala e uma mesa. E tem uma cadeira em frente à minha mesa. E eu faço o quê se alguém chega e senta? Mando catar coquinho? Minha irmã disse que eu deveria ter dito "não perde tempo aqui comigo, filho, vai orar". Já tinha desandado o assunto, eu sei. Mas a coisa enveredou, não sei como, pro negócio do milagre. E de cura etc. Como a senhora explica um aleijado andar? e eu perguntei se ele conhecia um caso desse. Ele disse que sim. Eu perguntei quem. E ele não conhecia. Falou que o pastor viu não sei onde. Você já viu? Não, ele não tinha visto. Mas sabia que existia. Daí ele falou "mas a senhora soube o que aconteceu com a filha do pastor". Evidente que eu não sabia. E ela sofreu um acidente. E ficou de cadeira de rodas. E depois passou a usar muleta. E dava dó dela, no culto. Que ela tinha que ficar deitada. Até que um dia, um outro pastor estava visitando a igreja. E a menina andando com muita dificuldade. E ele colocou a mão na cintura dela e ela sarou. E eu disse que isso parecia mais com tratamento do que com milagre. Que a menina foi melhorando. E ele disse que não. E eu disse que tinha então sido uma maldade. Que esse milagre deveria ter sido feito no tempo da cadeira de roda. Que teria poupado a menina. Daí ele disse que tal pastor estava viajando. E eu brinquei "vamos substituir os médicos do mundo todo por pastores". E ele me olhou sério. E disse que a igreja dele tinha mesmo essa proposta. De criar cargos para pastores no SUS. Mas que nenhum governante levava a sério. Porque o governo, a senhora sabe, não quer resolver de verdade os problemas da população.

E na minha cabeça só veio isso. Magic man done it.

Teve um momento criacionismo também. Ele disse assim que era a única parte da religião que o deixava em dúvida. E que então ele resolveu ler bastante sobre. E percebeu que não tem jeito. É Adão e Eva mesmo. E falou que acredita em dinossauro mas que a Terra tinha 10 ou 12 mil anos. Não lembro direito.



Escrito por Mary W. às 17h03
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A gente fica soletrando. E depois fica desenhando. Porque, né? A gente se acostuma com os mecanismos sutis de dominação. Daí tenta MOSTRAR pros tontos. Que tem as duas palavrinhas decoradinhas. Papagaios que são. Você aperta e eles grunhem "Saúde pública, saúde pública". Mas pra que desenhar? Pra que soletrar? O fascismo não é sutil. Ele se arreganha na sua frente. A gente vê o terror o tempo todo. Orwell teve saco de nos assustar com os detalhes. Novilíngua, novihistória, novicu. Nem lembro o nome. Daquilo. Que apagava fotos históricas. Deletava personagens e cenas. E aí então. Interferem em Coco Channel. Em quem ela foi. Querem recontar a história duma notória tabagista. Tirar o cigarro. Terninho pode. No dia que o número 5 fizer mal pra saúde (ui), fazem o quê? Rebatizam o perfume. Cara. Não dá. E não adianta, né? Quem nunca soube o que é fascismo, não é agora que vai entender.

Já se perseguiu tanta gente por nada nesse mundo. Não é possível que as pessoas não vejam o que está sendo montado. Ah, é burrice. Sempre infinita. Sempre universal.

E a gente vê toda a história, né? Do comecinho. De como se constróem os demônios. Aprendeu, imbecil?

 

Minha irmã aqui falando comigo. E a gente olhando os cartazes. Tipo o original. O que é? Uma mulher que dorme mal. Fumando no meio da noite. Ou antes mesmo de tirar o pijama. Tem um vulcão dentro dela. Não dá pra saber se é para o mal. Como é um gênio consagrado, o vulcão tá ali. Mas gênios se fodem, né? Fica a dúvida e blá. E o cigarro tem essa coisa de compulsão. Fuma pra não enlouquecer. Ressalta a genialidade. Que a gente sempre espera ser descontrolada.

E o outro. Uma mulher com um caderninho. E uma caneta. Pra que? Pra anotar. O que? Não sei.  Ela não está trabalhando. Ela acordou ou nem dormiu. Ela não tá legal. Ela está olhando pra alguém. Ela está olhando pro nada. Mas ela NÃO está lendo. Ela não está fazendo isso. Ela não está concentrada. Ela está fixada. Meu Deus.

Nem vou falar que alguém fez o cartaz. E então tem autoria. Nem vou falar que o cigarro é um artefato inerente a ela. A gente vê esse cuidado na foto. De acoplar à mão. Como extensão. Nem vou falar. Vou só dizer que a tranqueirada muda tudo. Você não pode colocar o que bem entende na mão e no colo dos outros. 



Escrito por Mary W. às 00h52
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*O* livro do meu inverno

Porque eu fiquei super empolgada, sabe? Eu já amava o blog e tenho tanta curiosidade a respeito do autor. Daí prometi que iria na noite de autógrafos e não consegui. Nada tem saído como eu planejo. Tão dura que está minha vida. E eu li nas férias. Quando a gente precisa ler algo assim. Eu precisava. De algo que me deixasse uau e feliz de ser a maluca que eu sou. A narradora do livro é TÃO maluca, sabe? E tão eu. Fiquei bastante satisfeita dela ilustrar um tipo de sensação que eu tenho muito. Que é uma espécie de ciúme diferente. Ela é a esposa. E tem a melhor amiga do marido. E ela enlouquece. Veja que ele nem quer comer a melhor amiga nem nada. Deveria ser, inclusive, o contrário. A melhor amiga com ciúme, né? Da outra, que conseguiu fisgar. Mas não há espaço para caretices no maravilhoso mundo de Alex Castro. E a esposa que tem esse ciúme. Que é o pior de todos. Que é o ciúme da intimidade. O ciúme da afinidade. Não adianta, né? Lutar com isso. Quando você vê quem você ama tão cúmplice de outra pessoa. Sem nem comer nem nada. O contrário também é super bom. Já aconteceu comigo. De você encontrar alguém que amou com outra pessoa e perceber. Que não há afinidade ou intimidade que incomode. E você pensa "ah, coitada, está tentando tocar a vida com o que de melhor apareceu". Por que as coisas mudaram, né? Teve mesmo a tal da descoberta/invenção da subjetividade. E não há status de relacionamento. Casada. Namorada. Não há status que dê conta do indivíduo. Em tempos líquidos, o ciúme é bem outro. Só que a gente (eu?) acaba torcendo pela heroína. Vi dizerem que não há. Pra mim, sempre há. Quem conta a história, manda na história. E eu só escuto quem conta. Não quero perceber contradições ou intuir o outro lado. A narradora é a chefe do puteiro. E pra mim está bom. E você lê duma vez. E você ri bastante. E pode até chorar, porque é um livro que causa mesmo identificação. As neuroses são tão nossas. E tem um momento antológico. Das melhores coisas que eu já li. Que é o suicídio da Libeca. Rapaz. Eu quis mesmo ler em voz alta. Outra coisa curiosa. Salingeriana que sou. Nunca esqueço do Holden dizendo que livro bom é aquele que quando termina você tem vontade de ligar pro autor. Eu não tenho, o telefone do autor. Mas tenho o e-mail. E escrevi. E rá. Ele me respondeu.

Pode ser encomendado aqui

 

O e-mail pro autor:

"Eu nem sei o que dizer dessa leitura que me absorveu completamente e que eu considerei adorável. Claro que eu quero fazer um post apontando problemas também, mas não consigo vê-los agora. Porque eu adorei ler o livro. E terminei com cara de ué. Queria ver Raquel casar e tudo mais. Depois eu li o final [o posfácio "História do Livro"] e nem sei o que pensar. Porque muita coisa foi respondida ali (e acho que só um estudante de literatura poderia mesmo ter coragem e interesse de fazer aquele "a história do livro"). Eu nao vi furo na história, nao percebi contradição. Acreditei mesmo na Carla e queria até que ela envenenasse a Júlia. "Mata logo", eu fiquei pensando a maior parte do tempo. ... Porque você pode estar falando de você e da Isabel mas eu acho que você consegue captar tão bem todo um grupo de pessoas da nossa geração e transforma isso em ficção e fica gostoso demais de ler a gente, a partir do olhar puto da Carla. Achei genial mesmo. Eu adoro livro em narrado em primeira pessoa. Não tenho o que retocar aí. Porque é mesmo meu tipo de livro. Eu nao faço pergunta pra narrador mesmo. ... ["Mulher de um Homem Só"] é um livro que eu adoraria e recomendaria. Cheguei a querer mostrar mesmo pro meu melhor amigo a parte do suicídio da Libeca. Que é ALGO. É a melhor parte do livro, disparado. Não tenho muito o que dizer. São sensações de leitora mesmo. Depois de ler alguma coisa que adorou e que gostaria que mais gente lesse. Coisas outras eu gostaria de falar com vc. E que adorei, tipo o cara ser médico e coisas assim. ... Eu amei mesmo. E quando cheguei no final, nessa frase, "Não vai ser o grande romance da vida de ninguém, não vai entrar na História da Literatura, mas é o melhor que pude fazer," comecei a chorar. Foi tão bonito você dizer isso. Adoro você. Adoro seu livro. Me conquistou totalmente. Tem *a* qualidade. É super legal. Obrigada mesmo."

 



Escrito por Mary W. às 16h32
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Eu nunca me esqueci da seguinte informação: Brigitte fumava Gitanes. Marlene, Gauloise. (eu inventei, uma vez, um flog só pra colocar foto das minhas mulheres preferidas fumando e bebendo, mas logo desencanei).

 

Eu sei que não adianta falar sobre. Considero a guerra perdida. Blá e blá. E me preocupa mesmo a tal da liberdade individual. Embora tenha notado que mais do que a fumaça, o meu gesto de acender um cigarro, incomoda. A posse do meu maço, incomoda. Por tudo o que já foi dito. A ditadura da saúde. Uma vontade que eu me lasque. Aqueles que me olham torto, sabem. Que eu terei cânceres variados. Mas, né? Demorados também são os tais cânceres. Porque o que eles queriam é que eu acendesse e vomitasse ali. Meu pulmão em praça pública. Eles não podem esperar pra que eu me foda. Então gozam com a lei. Porque eu sei que não é com a minha saúde a preocupação. É com o meu prazer. Uns artigos dos politicamente incorretos andaram falando. Que nós, fumantes, somos mais interessantes. É uma bobagem, claro. Ainda que a gente consiga respirar um pouco mais. Porque estamos vacinados contra a paranóia geral. Quem é mais livre, é mais interessante. Mas isso não é uma regra geral nem nada. Acontece que eu acho que entendo o que os tais colunistas polêmicos querem dizer. Não é que nós sejamos mais interessantes. É que fazemos parte de um universo mais interessante. Que é o da boemia. Claro que ninguém defende a boemia. A gente dribla, né? Porque estamos discutindo com pessoas que tem absoluto descaso por esse universo. De beira de calçada. De quase sarjeta. Nós estamos falando de lugares escuros, esfumaçados. De bebida barata e pouco recomendável. De tomar friagem, de resolver problemas mundiais na madrugada. De transcendência o tempo todo. De sexo prosmícuo. De decadência. De coisas que elevam e degradam. De anjos caídos mesmo. E isso não pode ser argumento a favor do cigarro. Porque há quem combata isso com paixão. Seria o chamado tiro no pé. E eu poderia falar romanticamente da boemia. Mas nem vou. Porque mesmo o pior dela me interessa. Então não é que sejamos melhores. Somos boêmios apenas. E quem se incomoda com cigarro. Quem tem rinite. Quem é alérgico. Não nasceu pra essa vida. E agora se sentem poderosos e com direito de frequentá-la. Nos expulsando dela. Daí lamento. Ela não existe sem nós. Não há boemia sem tabaco. Não há jogo de futebol sem bola. Não há churrasco sem carvão. Pode ser que arrumemos um jeito. Pode ser que não. Mas nós, boêmios, somos minoria. Nós não sentimos sono. Nós vamos trabalhar direto, saindo da balada. Vocês não conseguem. Vocês bocejam. Vocês não entendem. Por que estamos discutindo algo, que não levará a lugar nenhum. Que vocês entendessem a beleza da fumaça, seria pedir muito. Volta as aulas. Não fumei nenhum cigarro. Porque ninguém "sai" pra fumar. Os não-fumantes não entendem, burros que são. Nós fumamos nas brechas. Não há um momento do cigarro. Ele atravessa a nossa vida. Vocês esperam a sexta-feira pra transgredir. A gente transgredia toda hora. Mas claro. Há a inveja, Fábio, nessa vida. E vocês, que nunca transgridem, me impediram de fazê-lo. Agora ficam vaidosos. E felizes. Porque a minha vida está quase tão chata quanto a sua.

 

A expressão mais besta ever. Ambiente livre de tabaco. Ui ui ui.

 

Claro que o profano, muitas vezes, ganha do sagrado. Então algumas pessoas falam de saúde pública. Veja bem que um tecnicismo é evocado. Eu estou falando de viver o céu e o inferno numa noite. E alguém me vem com dados do ministério da saúde. Meu Deus. A conversa não pode mesmo acontecer. As vibes são muito diferentes.



Escrito por Mary W. às 15h17
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Eu não tinha lido os comments do post da Cynthia, por isso não tava muito a par do rumo que a prosa tomou. E aí como gostei demais da foto da moça fazendo a barba, postei. E falei oh, adorei por causa disso, mas a obra significa aquilo. Não necessariamente eu valido que depilação é opressão. E eu resolvi dar uma opinião sobre isso aí de se burca é submissão, minissaria também é. Porque na verdade, é. E o post da Cynthia toca nisso aí. Mais do que toca, resolve. Na minha opinião. Porque ela não fala de minissaia, mas fala de saia nos ambientes jurídicos. E aí ela já mostra, eu acho. Que nós também temos uma história de opressão através do vestuário. E estamos resolvendo essa história, aos poucos. E nós temos um mito a respeito do nosso movimento, né? Que diz respeito a termos queimado sutiãs. E falaram de tudo nos comments dela. De vestido de noiva e salto alto. E só uma pessoa completamente goiaba negaria que são mais do que peças de vestuário, historicamente. Mas, né? Nós tivemos a Segunda Onda e pegamos as rédeas dessa história. Isso que fica pra mim. Nós tivemos a Segunda Onda. E quando eu afirmo categoricamente que as mulheres do Islã precisam, elas mesmas, resolverem quando e por que vão deixar de usar burca. Bem. Veja. Parece que eu estou esperando que elas tenham uma Segunda Onda também. E isso que é mais etnocêntrico. Eu pretender que o feminismo de lá se "desenvolva" como o daqui. E talvez não vá. Ter Segunda Onda por lá. E a tentação de fazer um post todo rimado é imensa. O caso é que houve a rejeição do nosso vestuário por aqui. E por isso mesmo o preconceito. As feministas são feias. As feministas são sapatão. Foi esse momento, né? De colocar tudo sob suspeita. Todas as peças do vestuário. Todo o universo feminino. E aí tivemos a Terceira Onda. Ou temos. Que é uma reconciliação. Mais do que isso. É uma apropriação. Passa a ser nosso aquilo que nos era imposto. E eu queria, por puro deleite pessoal, ver as muçulmanas se apropriando dos véus. De qualquer tipo. E fazendo miséria. E dando novos usos. Eu vejo um pouco isso. Aquele filme do Abbas. O "Dez". Ah, que genial aquela mulher. Ela fica andando de carro o filme todo. E tem lugar que só entra de hijab. E ela tira hijab do porta-luva, informa pra outra que não sei onde eles alugam hijab por hora. Tipo, né? Precisa de gravata? Eu tenho uma aqui no porta-mala. As mulheres resistem, eu penso. A gente é que não vê a resistência. Então isso não geraria problema teórico. Se as muçulmanas da França resolvessem entre elas como e onde usariam quais tipos de véus etc. Mas não é assim. Porque parece fortemente que há uma imposição. Lembra da novela da Glória Perez? Que a mãe e a menina não contavam pro pai que ela tinha menstruado? Pra não ter que botar o véu. Eu sei que nem todo véu é burca e sei que há diferenças. Mas me parece que o Sarkozy quer proibir véu. E recuou e proibiu burca. Ah, ele proibiu símbolos religiosos. Sei. Ele fez uma lei na medida pra proibir véu em escola isso sim. Daí a questão é mesmo. Quem é ele pra proibir? A França pode? Exigir um tipo de comportamento no seu território? Ninguém gosta de burca. Mas é a questão mesmo. E precisa ser respondida teoricamente mesmo. Senão é vale-tudo, né? E a Cynthia tenta uma resposta. Que acho que nem ela considera ser a definitiva, mas que aponta um norte. Melhor do que eu tenho condição de fazer. Por isso que minha contribuição (sic) é quanto a isso aí. De comparar burca com minissaria e afins. Acho, sim, que são comparáveis. Mas acho, principalmente, que a Terceira Onda Feminista está no comando desses símbolos. Houve o rechaço necessário e depois a reconciliação. As Riot Grrrls, por exemplo, levaram para o palco todos os adornos que faziam com que uma mulher fosse considerada prostituta. Bota de vinil, lingerie sensual, sutiã de renda, cinta-liga, espartilho. E ainda escreviam SLUT no braço. Qualquer clip da Courtney Love é uma aula de ressignificação. Elas também usaram muito o inverso. Fitinhas, lacinhos, babadinhos. Tudo ressignificado e utilizado com extrema consciência. Infelizmente, a burca ainda não tá nessa fase (embora algumas artistas muçulmanas estejam fazendo coisas interessantes, e eu inclusive já postei algumas coisas aqui etc). Quanto ao Sarkozy poder fazer isso. Tô meio que pensando pelo caminho da Cynthia, mas não é sossegado pra mim.

 

Ah, claro. A Madonna já vinha fazendo isso. Longe de mim tirar dele esse cetro. É só que ela não usava de forma ativista.

 

Não acho necessária a discussão, aqui, sobre Courtney Love ser ou não Riot Grrrl. Mas pra registrar. Sim, eu sei que ela nega. 

 

PS: Pra continuar na cultura pop. Eu gostei demais de O Diabo Veste Prada e cheguei a postar loas ao filme etc. E ele é genial porque fala mesmo disso aí. De como é problemática a apropriação. Pelo menos na alta costura. E embora eu veja a indústria da moda submetendo as mulheres, há fluidez. A "política" de presença é cada vez mais forte dentro dessa indústria, embora possa ser alegado que as mulheres ali seguem a lógica patriarcal. Seria presença. Mas eu nunca acho que presença seja . Como já disse mil vezes, em mil posts etc.



Escrito por Mary W. às 14h22
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