Clube de companheiras de genero


Será que é mesmo necessário fazer piada de tudo? Será que realmente precisa mostrar que tem senso de humor o tempo inteiro? Será que tem alguma graça a gripe suína? Qual é? O menino que morreu nos EUA? O fato de não ter cura? O contágio se dar pelo toque e pela respiração? Não basta de idiocracia? Levar as coisas com humor significa estupidez? A obrigação de rir de tudo não alienaria? É uma coisa séria e triste. Vamos lidar assim.

Tô há uma semana sem twitter, né? Tá insuportável a gripe lá. Ainda bem que são apenas 140 caracteres. Limita a imbecilidade na marra.


Nossa, tina. Que mico o Zé Serra pagou. Pelamor. Acho que é a declaração mais estúpida que eu já vi, de um político.



Escrito por Mary W. às 18h42
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Eu gostei tanto de Gran Torino que nem tem como dizer. Porque o filme todo traz aquela idéia de sonho americano já quase desperto, que lembra mesmo os quadros do Edward Hopper. Tudo está lá. O subúrbio, o herói de guerra, os carros da Ford. E tudo desbotado. Mas extremamente comovente. Parece Hopper mesmo. Uma coisa o visual do filme. E aí tem a invasão chinesa* no subúrbio. Que, parece, cada vez mais se torna um bairro de imigrantes. E o herói de guerra intolerante está lá e tal. E não vai embora nem nada. E daí aparecem brigas de gangue com entonação étnica etc. A gente sabe que tem gangue de negros e latinos e chineses e russos e italianos e coisa e tal. Vários filmes falam disso. Um monte de livro fala disso. Mas a questão é o quanto é difícil para um americano típico ter que tolerar. O mundo mudar. E ter que assistir a isso tudo a partir da convivência com estrangeiros. E é claro que há uma mistura de sensações. E as transformações dos valores morais que ele vivencia são logo etnocentrizadas e tal e coisa. Não é o mundo que mudou, os chineses é que são um povinho etc. Mas só que ele é vizinho dos "chineses". E então a convivência se impõe. E longe de começar a relativizar as diferenças, ele começa a ter uma profunda identificação. Não com aquela cultura nem nada. Mas com aquelas pessoas. Algo apenas humanista mesmo. E simplesmente empático. E assim a gente vai assistindo a uma resposta rude e sincera aos problemas colocados pela tal da globalização. E Clint Eastwood, pra variar e como sempre, coloca o Ser acima da sociedade e da cultura. E a "solução" é absolutamente crível e o final, embora não pareça, é feliz. Porque deixa intacta a questão da diversidade. Que ele realmente consegue varrer do filme. O que é o realmente incrível porque o TEMA do filme é esse. E ele some e enfim. Enfim. A reintrodução do sujeito, nesse filme específico, é maravilhosa. As relações sempre serão entre as pessoas, nunca entre as culturas. E o caso é que é possível ser ético sempre e isso não equivale a desrespeitar ou não levar em conta. Filme mais humanista ever. Acaba sendo feel good movie, mesmo que não queira.

*Na verdade, são da etnia Hmong e blá.

No final do filme, ele está sem espingarda. Mas ela é importante durante o filme. Eu não me conformo de Clint Eastwood não conseguir resolver isso. Tipo, quando aperta, ele saca a arma. E eu acho desnecessário. Acho mesmo que ele arrumaria uma outra solução. Mas não arruma. Isso me cansa um pouco nele. Mas nesse filme, não me cansou. Em nenhum momento eu me cansei desse filme.

 

 



Escrito por Mary W. às 17h35
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Adivinha quem está sem internet? A promotoria. Daí, né? O baronato indignado resolveu se mexer e pedir explicação pra Telefônica. E os escritórios de contanbilidade tendo chilique. E o meu chilique virou quase nada perto do chilique judiciário e comercial. E um tal de representação e não sei que mais. E aí, voltou?, você pode perguntar. Não, não voltou.



Escrito por Mary W. às 17h34
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Foi assim. Eu falei com a rhodes, assisti o show do Killers no Coachella. E plaft. A internet caiu. E nunca mais voltou. Preste atenção. Não está instável. Não funciona mais. Hoje é o quarto dia de apagão total. E a Telefônica está dando um prazo de 10 dias pra voltar a funcionar. Juro por Deus. Eu já chorei com atendente. Já xinguei atendente. Um deles me telefonou, porque queria me provar que sim, ele estava me escutando. Sim, ele estava tentando resolver meu problema. Foi com esse que eu chorei. Homens não aguentam lágrimas, sabemos. Nele que eu confiei, entretanto. Porque eu dizia entre as lágrimas. Que eu não queria fazer teste no modem, que eu não queria informar o nome do titular da linha. Eu só queria a verdade. E ele me disse que realmente está em manutenção. E que não há qualquer informação a respeito do problema e de quando volta e nem nada. É no interior de São Paulo. Bem no interior. E então ninguém se importa. Eu estou conseguindo usar a internet agora, pela primeira vez, em quatro dias. E nem sinal de notícia sobre isso. E se fosse em NY? Imagina? Estaria estampado na página da UOL. Porque, imagino, um novaiorquino conectado vale mais do que eu.

Queria mandar beijo pra camila, que afinal \o/

E dizer que tirei 99,9 na prova escrita de inglês. Você não acredita o que eu errei. Não acredita:

___ June 15th.

É o dia de um show. Super específico, né? IN, né? Mas eu coloquei ON. Nem é matéria isso. Tipo era um detalhe da prova. Fico indignada de errar uma parada dessa. A professora falou assim. Arredonda, tá?

A prova será sobre 20 mil léguas Submarina. Uma versão redux do livro. Achei TÃO maneiro.

Eu tô fã dessa professora. Mas demais mesmo. Ela deu uma aula hoje e falou sobre as gírias que aparecem em Gran Torino. Achei tão legal esse filme. Sério. Acho o melhor do século XXI ou uma coisa assim. Fazia tempo que um filme não dava conta da realidade. Esse deu. Conta de tudo.

Eu assisti Coralina também. QUE FOFO.

Vou sair do armário logo. Estou apaixonada pelo Ronaldo. Prontofalei etc.

Força, Botafogo.



Escrito por Mary W. às 21h34
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Gorro de lã, o retorno. E começou a discussão. Onde será o jogo da final? No Pacembu? No interior? Ninguém sabe. E por quê?

PORQUE O CORINTHIANS NÃO TEM ESTÁDIO.

 

Difícil, agora, é torcer para esse antipático time do Santos. Não vou com a cara de ninguém do elenco. E ainda tem essa chatice de novo Pelé. Várias coisas me irritam no mundo. Várias. Mas esse negócio de não sei quem é o novo Pelé. É top. Realmente me deixa de mau humor.

Blábláblá. Vou falar o que eu quero faz tempo. Onde que o Hernanes é craque? A crônica esportiva trata como se fosse *o* camisa 10. Vamos combinar que não é.



Escrito por Mary W. às 19h12
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Chilique no chiqueiro. E o Parque Antártica inteiro gritando:

Diego, Diego

Ganhou meu coração pra sempre. Alçado à condição de ídolo. E uma das minhas palmeirenses favoritas, encerra a questão:

camila diz:
luxemburgo é tão 94..



Escrito por Mary W. às 21h34
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22/12 a 20/1

CAPRICÓRNIO

 

* Costumo repetir o que não aconteceu.

* Dificilmente o vento encontra um tradutor competente que não o transforme em brisa ou em dilúvio.

* Procuro uma rua sem saída para subir os olhos.

* Quando não há ninguém para incomodar, arruma-se encrenca com a própria estima.

* Sobre o surgimento de Adão: "como pode um homem sem infância?"

* Meu pai se barbeava sem espelho. Minha mãe se penteava sem espelho. Sou filho da cegueira.

 

Fabricio Carpinejar

E eu nem seguia o Acuio no twitter.

 



Escrito por Mary W. às 20h09
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Como diria Werner Herzog. Vocês não conseguem ouvir? Esses gritos amedrontadores que habitualmente chamam de silêncio?

Puta que o pariu que ninguém vai mesmo defender o Jackson Lago.

Li que o Sarney não foi na posse. Torceu o pé.

 

John Cutrim

Roberto Lobato

Ricardo Santos



Escrito por Mary W. às 18h22
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Eu adoro essas coisas. De alguém arriscar perder dinheiro por conta de torcer tanto e tals. E adorei tudo o que o Xico Sá escreveu:

Repare, amigo, que história. O pessoal do Camarão do Léo, restaurante popular do Recife, desafiou os secadores, aqueles que estavam torcendo pelo Palmeiras contra o Sport, e fez uma promoção anteontem. Se o rubro-negro perdesse, os fregueses ganhavam um prato de graça para acompanhar a cerva. Cerca de 2.500 pessoas lotaram a casa, ponto de encontros futebolísticos, para ver o jogo, como conta o blog de Marcelo Cavancante no JC Online. Quando o juiz uruguaio deu aquele pênalti "mandrake", Léo, torcedor doente do Sport e dono do pedaço, sentiu que o prejuízo poderia ser dos maiores, mas seguiu com a sua crença e a promessa. Valeu a pena a fé cega no time e a aposta. Os secadores do Santa Cruz e do Náutico pagaram o camarão ao alho e óleo que consumiram e o Leão segue firme na Libertadores. E que os cartolas do Recife tenham juízo e abaixem o diabo desses ingressos para que o velho Adelmar Costa Carvalho volte a ser a Ilha de Lost, onde os rivais não reencontram o caminho de volta.


Quanto ao Christian ter mandado a torcida do São Paulo se fuder, durante a comemoração do gol. Acho que tem que ser coibido isso. Por conta de violência nos estádios mesmo. Mas não deve nunca chegar à justiça comum. Dá cartão amarelo. No caso vermelho, pela tal obscenidade do gesto. Existe um lance de punir comemoração inadequada. O outro lá que mostrou camiseta, acabou sendo expulso. Cobra uma multa talvez. Mas eu acho melhor resolver dentro do campo mesmo. Tipo naquela esfera ali. Não gosto da idéia de sair do campo, um lance que é de campo.

A maior ofensa que a torcida do São Paulo recebeu foi do Diego. Na época que jogava no Santos, ao lado do Robinho. Que ele comemorou um gol pisando no escudo do São Paulo. Em pleno Morumbi. Ninguém nem cogitou cobrar dele cesta básica ou trabalho voluntário. E todo são paulino que eu conheço ficou mais ofendido com aquilo que com o vai se fuder do Christian. O Diego se fudeu anyway. Porque depois o Ricardinho virou o jogo e se ajoelhou no escudo tricolor e o Santos perdeu o jogo. E ufa. Porque eu não ia aguentar perder nessa circunstância etc. No vídeo do youtube o moleque fala e é a pura verdade. O narrador do jogo e o comentarista nem entenderam o que estava acontecendo no Morumbi. A torcida enlouquendo. E eles falando de penâlti e não sei que.

Meus primos corinthianos dizem que eu sou o pior tipo de torcedora. Que eu não incentivo meu time. Que eu nunca confio no meu time. Sempre acho que vai perder e quando ganha eu fico aliviada etc. Que é muito fácil torcer assim. Pura verdade. Tô com certeza absoluta que não seremos campeões paulistas. Embora parte da minha atenção e esforço esteja voltada pro jogo de domingo.

Recomendo fortemente o vídeo. Acontece tanta coisa nele. Kaká faz o penâlti e é expulso. Diego cobra e o Rogério defende. O juiz ladrão manda voltar. O Rogério tem um CHILIQUE. Rogério toma o gol. Diego pisa no escudo. A torcida está puta por causa da comemoração. Os jogadores putos com a comemoração. E a Sportv discutindo volta/não volta o penânti. Algo o vídeo. ALGO.



Escrito por Mary W. às 15h29
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Painel do Leitor da Folha

Escolas

"A Secretaria de Estado da Educação lamenta não ter recebido da Folha os nomes das supostas 1.027 crianças que estariam fora da escola ("SP tem pelo menos mil crianças fora da escola", Cotidiano, 12/4).
Apenas com a lista de nomes seria possível apurar a veracidade da afirmação. A secretaria informa que possui cerca de 10,3 mil vagas disponíveis nas regiões apontadas como deficitárias pela reportagem.
O governo de São Paulo não admite que nenhuma criança fique sem estudar e colabora permanentemente com os conselhos tutelares para solucionar qualquer caso.
Além disso, a lista a que se refere a reportagem foi elaborada em janeiro de 2009, e muitos casos certamente já estão resolvidos."
ROGER FERREIRA, assessoria de comunicação da Secretaria da Educação (São paulo, SP)

A primeira sensação que me veio foi de vergonha alheia. Veja bem o que a Secretaria da Educação está pedindo pra Folha. O jornalista ensinou como funciona o ECA e o Conselho Tutelar pra Secretaria da Educação, na resposta.

Resposta do jornalista Fábio Takahashi - A lista foi feita pelos conselhos tutelares da cidade, com base nas reclamações dos pais. Conforme foi explicado à secretaria, os conselhos afirmaram à Folha que não poderiam intermediar a entrega da listagem pois o Estatuto da Criança e do Adolescente determina que só as partes interessadas podem ter acesso à documentação. A lista foi fechada na semana passada, e não em janeiro.

 



Escrito por Mary W. às 18h01
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Ironicamente quem me explicou o significado de anéis burocráticos de poder foi Fernando Henrique Cardoso. No seu magistral livro O Modelo Político Brasileiro. Uma vez indiquei pra uma turma. O xerox da faculdade tava muito caro. Pediram que eu deixasse no centro da cidade. Tava com pressa, deixei o livro e disse que voltaria pra buscar. Quando voltei, o xerox tinha fechado. Nunca mais vi o livro. Como diz a minha tia favorita (que é bibliotecária). Um livro roubado é um livro lido. Então não encano muito. Mas o FHC diz que a classe média mata o Brasil, no livro. Através desses anéis burocráticos de poder. São na maioria das vezes funcionários públicos, corporativos e que lutam fundamentalmente para manter seus privilégios. Que insistem em chamar de direitos. O que eu vejo, hoje, da luta entre PSDB e PT é isso. Cada um gritando pelo direito do seu anel burocrático ocupar o Estado. No tempo do FHC eu vi acadêmicos que enriqueceram, por exemplo. Pra ficar na imagem de que manda o grupo ao qual eu pertenço. Um monte de projetos. As ações ministeriais sendo terceirizadas. E intelectuais aposentados montando na grana*. Agora acusam o governo do Lula da mesma coisa. De sindicalistas e guerrilheiros estarem ocupando o Estado e blá. É pura invejinha mútua. E incomoda no lance petista porque tem um forte viés de preconceito de classe. Como se algumas pessoas não pudessem ocupar altos cargos etc. Ã verdade é que é uma luta de anéis burocráticos mesmo. A impressão de que esses anéis multiplicam os privilégios conforme ganham a eleição e se tornam. Porque eles já estão no Estado anyway. Na boa. Tô de saco muito cheio. Por mais clichê que possa soar. A corrupção me extenuou. Totalmente.

 



Escrito por Mary W. às 17h53
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Twitter da Soninha - esse ícone maffesoliano

 

Parece que tem um cara chamado Victor Martins* que tá envolvido em problemas. Da ordem de corrupção ou uma coisa assim. O caso é que ele é apresentado pela direita como irmão do ministro da Comunicação Social do governo Lula. A esquerda não deixou barato e avisou que ele é irmão de um ex-diretor da rede Globo. Franklin Martins, como todos sabem, é essa pessoa. O tom ameaçador da esquerda é o seguinte. Ah, vocês vão investigar a Globo é? E blá. A Eliane Catanhede, hoje, na Folha, afirma que o Gilmar Mendes presta um belo serviço ao Lula. Porque faz o que o presidente gostaria de fazer mas não pode fazer. Porque não pega bem etc. Ela cita alguns exemplos. No blog do Paulo Henrique Amorim, tem um post de fevereiro. E que eu não tinha lido. No post, tem uma denúncia contra José Serra. É um vídeo. Do governandor participando do Comício da Central do Brasil, em 64. Eu não entendi nada. Porque eu achava que ter participado do comício era algo que engrandecia. E pensava que o PHA compartilhava dessa idéia comigo. Como ele denuncia a participação, a gente fica sem saber o que pensar. Embora entenda exatamente o que está acontecendo. Mesma coisa pra reportagem da Dilma. Que, diga-se, não tem qualquer vergonha do seu passado de guerrilheira e o reafirma sempre etc. Mas todos ficam incomodados quando esse passado é mencionado. Ter sido parte da VAR-Palmares engrandece qualquer biografia. Mas aí acabamos fazendo aquele movimento, que é tão político. E que é chamado de jogo duplo. Eu sei que é bom, mas imagino que o eleitor médio (quem quer seja) ache ruim. E daí fico preocupada. Porque as discussões políticas são menos importantes do que os resultados eleitorais. O jogo duplo é super comum, sabemos. E estamos ficando super à vontade dentro dele. Minha postura com a Hillary é mais ou menos assim. Eu sei que ela é mais progressista do que aparenta e entendo que ela esconda seu progressismo para conseguir um mandato. Acho que isso tem sido comentado nacional e internacionalmente. É super caro ao Michel Maffesoli esse tema. E eu estou mesmo mergulhada nesse autor, então não tenho como respirar outra coisa. Eu tinha jurado não participar mais disso (do jogo duplo). E participei na eleiçao americana. E depois teve aquilo. É casado? Tem filho? E me pegou bem no contrapé. Também fica difícil não participar. E um pouco utópico também. E eu sei e estou tentando fazer uma profunda reavaliação no meu posicionamento político. Não é teórica essa reavaliação. É como cidadã mesmo etc. Mas não é esse mesmo o caso. É outro. Desde que a Folha chamou de ditabranda, a ditadura, que eu tô pensando no mito da democracia racial aplicado à toda vida pública brasileira. Acho que podemos e devemos ver as intenções ideológicas desse revisionismo. Mas a questão pra mim é que ele cabe. Tanto que muita gente apareceu pra chamá-la de branda. Um desejo mesmo que ela tenha sido branda. Pra não bagunçar muito. Nossa história de harmonia mesmo sob a escravidão. Mesmo sob um governo militar. Junto aparece uma tentativa da direita, hoje. De tentar igualar os atos dos guerrilheiros com o dos torturadores. O que não deixa de ser uma tentativa de harmonização. E todos querem parecer brandos. Os dois lados. Porque a gente sabe que o brasileiro vive o mito. E quem endurece demais desconecta-se da identidade nacional. Isso que tá me parecendo. Daí que essa batata quente parece que tem dois lados. O primeiro que todo mundo quer parecer brando, como eu já disse. E o segundo é que sabemos que essa brandura é um entrave institucional. Então um joga no colo do outro a tentativa de harmonização. Todos sabem que Gilmar Mendes é abaixo da crítica. E o que ele mais faz é mudar tudo para que nada mude etc. Mas a direita diz que ele harmoniza para os interesses da esquerda. E a esquerda diz o contrário. Blá. Não há mais possibilidade de se posicionar. Eu não consigo, com as informações que tenho. O que eu posso fazer é seguir alguém que eu confio e me posicionar como esse alguém. Eu não dou conta mais de ter opinião. E a opção "desencana disso, ninguém presta; tanto faz, sua vida não muda" não serve pra mim. E eu estou mesmo pensando em uma nova politização porque é sobre isso que estou lendo etc. A verdade é que o Lula encheu meu saco. E tô cada vez mais percebendo que é por causa disso aí. Dele encarnar o mito da democracia racial. Quando você pensa que a dialética vai se estabelecer, pá. O Lula já fez a síntese. Talvez a gota d'água tenha sido a participação dele no G-20. Sentadinho do lado da rainha. E ver todo mundo achando o máximo o Lula sentar-se ao lado da rainha. Todo mundo. Vírgula. A direita não gostou. E falou sobre o primeiro-mundo usar a gente e tal. Oi? Onde é que o pessoal tá trocando de discurso? Quero trocar o meu também. Jogo duplo all the time. Então parece que vamos ter uma uma eleição Dilma X Serra. E os dois tem um passado revolucionário. De militância revolucionária. E é conhecido esse passado. O Serra** na Ação Popular e a Dilma na VAR-Palmares. E eles são conhecidos, até hoje, pela mão de ferro. Blá. A eleição é histórica de qualquer maneira. Os dois candidatos vem da luta radical contra a ditadura. Os dois abrem mão dessa harmonização excessiva. Eu não vejo nenhum deles com capacidade de encarnar o mito. Não vejo mesmo. Então são dois candidatos desconectados do imaginário brasileiro, eu acho. E que podem vir a se posicionar com autenticidade. Eu não os vejo ainda fazendo isso. Por conta da base partidária mesmo. Mas pode ser que venham a fazer etc.

Eu sei que tá confuso esse post.

Eu penso bastante em qual mito seria o contraponto do mito da democracia racial. Não consigo identificar. Mas tem um discurso senso comum que me parece estar conectado com isso. Que algumas pessoas dizem que o Brasil não foi pra frente porque aqui não teve nenhuma guerra, que se tivéssemos tido seríamos mais aguerridos e patriotas etc. Existe esse discurso. Já vi várias vezes. Mas não consigo encaixar ele na identidade nacional.

 


*Não consigo linkar o caso. Sério. Todos os links são descaradamente ideológicos.

**E eu vejo um enorme jogo duplo no posicionamento dele e daqueles que o apóiam. Todo mundo sabe quem ele é. A biografia que tem. E ninguém se importa muito porque ele representa hoje algo que não é/era. Mesmo em posicionamento. Ele sempre foi o mais interventor dos tucanos etc.

 



Escrito por Mary W. às 16h15
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Meu problema com o inglês. Não é um. São vários. Hoje eu tenho prova. Mas veja que eu tô estudando. E aí encontro exercícios e tal. E faço. E um apresenta várias opções de shows e você tem que escolher, baseado em coisas e blá. Não é difícil. E então um show de música cubana e a propaganda do show. E termina assim, a propaganda.

This has something for everyone.

Eu acho super difícil isso. Porque eu entendo o que quer dizer. Mas eu sinto que na minha vida nunca vou dar conta de construir uma frase assim. Tudo é diferente do que eu faria. Eu jamais diria isso assim. E não entendo porque alguém escolhe dizer assim. Considerando que é um livro didático. É uma construção super simples. Meu Deus, como eu acho difícil.



Escrito por Mary W. às 15h43
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Isso aí, né? A classe política brasileira tomando sabão da Adriane Galisteu. (me contaram que ela foi no programa Raul Gil e disse assim "e ainda temos que chamar essa gente de excelência". hé)

 

 


Adriane Galisteu e Fábio Faria na praça Roosevelt

ADRIANE GALISTEU
"Pago impostos e vejo meu nome envolvido nisso!"

Adriane Galisteu achou "o fim do mundo" descobrir que seu ex-namorado, o deputado Fábio Faria (PMN-RN), havia pagado passagens aéreas para ela, sua mãe e um amigo com verba de sua cota de bilhetes da Câmara dos Deputados:

 

FOLHA - O que achou de ter viajado com passagens pagas pela Câmara?
ADRIANE GALISTEU -
Achei o fim do mundo. Estou longe de ser uma mulher ingênua, mas jamais vou saber a procedência de um presente. Minha mãe me ensinou a não perguntar isso para as pessoas e a responsabilidade é toda dele.

FOLHA - Ele diz que já devolveu o dinheiro à Câmara.
ADRIANE -
Não falo com essa pessoa há muito tempo, mas ele merece um votinho de confiança bem pequeno. Espero que ele resolva isso por bem, senão vai ter que resolver por mal! [Em nota divulgada por sua assessoria, o deputado afirma que reembolsou a Câmara pelas passagens].

FOLHA - Um empresário, como ele, precisaria usar verba oficial para bancar uma viagem?
ADRIANE -
Imagino que não! Namorei por pouco tempo, então não tenho noção do dinheiro que ele tem. Em todos os meus namoros, sempre presenteei e ganhei presentes sem ter que me preocupar com isso. Mas nunca tinha namorado um político. É duro, né?

FOLHA - Namoraria outro político?
ADRIANE -
Estou muito bem no meu mundinho, me deixa aqui.

FOLHA - Deputado tem muita mordomia no Brasil?
ADRIANE -
Desde que a capital do Brasil era o Rio, já tinha uma lei em que o deputado tinha uma passagem para [ênfase na palavra] ele usar. Se um dia eles resolverem fazer alguma viagem que seja pelo bem do país, de interesse popular, aí sim poderiam ganhar a passagem. Mas só para ele e para mais ninguém. Pago meus impostos, e muito caro, e agora vejo meu nome envolvido nisso!



Escrito por Mary W. às 12h22
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Ufa. Vai poder fumar no motel. Tem um vídeo nesse link aí. E o Rui Falcão fala sobre a delação. Sobre ser uma lei que incita a delação. Acho importante registrar isso. Ainda que a maioria das pessoas não consiga mais ver problema nenhum em ser dedo-duro. Deve até achar bonito etc. O bando de tonto.

Michel Maffesoli é o caso. E ele diz:

"Os "caçadores de absoluto", que querem fazer da sociedade um conjunto perfeito, para os quais nenhuma zona de sombra poderia ser tolerada, que legiferam e planejam a sociedade nos mínimos detalhes, são os mais seguros instigadores das revoluções. Ao tornarem a vida cotidiana asséptica, preparam, com certeza, o terreno da efervescência social. Por saírem desse processo, os revolucionários, uma vez instalados no poder, convertem-se nos mais furiosos legisladores".

José Serra funciona aí. Fúria legisladora. A Dilma eu não sei. Mas ela tem fama de mão-de-ferro too.



Escrito por Mary W. às 16h23
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Estou chocado, mas pronto.


De repente Bosco na minha vida. Preciso processar a imagem dele. Decidir se é bonito ou feio. Se gosto ou não gosto. Se xingo ou mando beijo. Rogério deixou o CT gritando e chorando. Tô passada com tudo isso. A gente nem bem se recupera de uma coisa, já vem outra. O Muricy disse assim. "Quatro meses passam rapidinho". Ele fala cada uma. Ele falou uma hoje na Folha. Que nem vou postar. Porque, né? Enfim. Bem nessa fase brincalhona dele. Fico com o fantasma da aposentadoria dele também na cabeça. Não sei ser sãopaulina sem Rogério Ceni.

como fas///


Bosco. Sei. Por mim chamava o Zetti. Sério. Não curto goleiro reserva. Prefiro um goleiro aposentado que um goleiro reserva. Que eu pague a língua etc.



Escrito por Mary W. às 21h25
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Injusto o lance. Porque os blogs que eu mais ando lendo nem aparecem aí do lado etc:

O primeiro blog que eu ando viciada é do Sergio Leo. Acabei viciando por causa de um link que recebi, do grupo de história da arte da Fal. Eu fiz o curso e embora tenha acabado já, ainda há alguma discussão no grupo. E aí no começo do ano recebi o link. Mas não é um blog sobre arte. É um blog. Super bom. E acho que todo mundo já conhece. Ele acabou me ajudando bastante, na discussão sobre a matéria da Folha. Que falava da atuação guerrilheira da Dilma e tal. Ele consegue fazer análises tão cuidadosas. O artigo que me levou ao blog. Sobre arte contemporânea. É ALGO. Mesmo.

Outro blog que eu ando lendo bastante é o da Marjorie Rodrigues. Não gosto muito de comentar blogs feministas. Porque fica parecendo que é coorporativo. E que é a temática que une e tal. Mas não é o caso. Ela escreve super bem. Super. Não é desnessariamente polêmica. E faz aquela coisa da vigilância contra os preconceitos. De estar atenta etc. Eu acho que conheci o blog por conta do post do Dia da Mulher. Que o post dela foi considerado algo e tal. Eu gostei do post. E fui no blog. Hoje gosto mais do blog que do post.

O blog da Aline eu já citei e tem algum tempo que está linkado. Eu comecei a entrar mais de uma vez por dia depois da discussão a respeito da excomunhão e não sei quê. Ela tem um saco infinito para debater. Então é legal de acompanhar os comments também. Ela é extremamente inteligente. Extremamente. Então sempre você sai da leitura pensando uau.

O outro é do Alex. Que eu conhecia mas não acompanhava. Quando eu digo acompanhar, é ler comments e tudo que acontece no blog. É algo o blog dele. Porque ele é bastante irritante, quando escreve. Perdi as contas de quantos comments ameacei deixar lá, encrencando. Ele muitas vezes é genial escrevendo. E é super provocativo. Eu adoro porque ele tem estilo mesmo. E constrói argumentação de um jeito pouco convencional. Enfim. Tem que ler.

 

Os quatro blogs são bastante conhecidos. Eu já conhecia etc. Mas só agora estou realmente apaixonada. E os quatro são bem inteligentes. Mas cada inteligência tem um ritmo, sabe? É realmente encantador.



Escrito por Mary W. às 15h50
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Embora eu seja pouco crítica ao governo Lula, ele não me agrada não. Meu voto consciente na eleiçao passada seria nulo e isso não aconteceu porque realmente considero a aliança PSDB/DEM um retrocesso. O Lula faz um bom governo. Mas é só. Não é do meu agrado porque é aliado às forças mais conservadoras que se tem notícia. É simples assim. E o meu desapontamento é o mesmo de antes. Não acho que é um governo de esquerda. Eu sou mais de esquerda que esse governo. Nesse momento, ando bastante desapontada. Não consigo engolir o empenho para que Sarney fosse presidente do senado. E fico realmente desolada em ter o Collor como aliado. Tudo piora bastante com o lance da filha do Tião Vianna no México. Gastando horrores de telefone. Depois eu soube que foram apenas 14 mil. Mas ele fez uma ceninha. Disse que fez um empréstimo pra pagar. E esse empréstimo seria em 72x. Achei essa declaração das 72x tão equivocada. Eu não pensaria em cassá-lo pelo telefone no México. Tiraria dele o mandato, entretanto, pela mentira das 72x. Como ele funcionava como uma espécie de bastião da moralidade petista, considero que estamos no inferno astral do segundo mandato. Pra mim, sem sombra de dúvida, é o pior momento desde o mensalão. A campanha da Dilma vai prum lado completamente equivocado, na minha opinião. O esforço para atrair aliados é muito grande e deve dar em quase nada. O Rio de Janeiro seria o lastro do PMDB. E o Sergio Cabral com esse papo de construir o muro na favela. Olha. Eu li e entendi tudo. Eu vi especialistas falando que será melhor pra favela. Etc etc. Só que quando o Conde falou nisso, a esquerdinha caiu de pau. E agora, porque é aliado do Lula, todos fingem que a questão é técnica. Não é. E a gente não pode esquecer que o desinteresse da população pela política tem tudo a ver com isso. Quando você atola todas as discussões com pareceres técnicos, a impressão de que todos os políticos são iguais fica muito forte. Que mais? Ah. Lula ser *o cara* segundo o Obama. Acho que é mesmo. E tenho certeza que nos BRICs, somos o país que tem melhores condições e blá. Acredito mesmo que daremos o salto. E tem muito mérito do Lula no salto. Mas não é de esquerda, o salto. Isso que eu quero dizer. De concreto, sobre todo esse momento político ruim que eu julgo estarmos vivendo. O fim do senado federal. Acho mesmo que é momento de extinguir. Ninguém tolera o poder legislativo. O Clóvis Rossi tem falado bastante sobre isso. Sobre deputados e senadores viverem como uma casta. Sem qualquer relação com a realidade do país. Fazendo as leis que eles próprios seguirão, votando em plenário os próprios benefícios. Cagando e andando pra opinião pública. Lendo Michel Maffesoli a gente perde qualquer esperança em coisas como "a população vai aprender a votar". Não vai. A política virou uma encenação repetitiva. A população não olha para ela. A não ser para derramar escárnio. A gente passa a entender o CQC. A ridicularização é o caminho que encontramos. Nos resignamos em relação ao sistema democrático. E intuitivamente sabemos que é melhor assim. Mas, por favor, não nos faça levar a sério. Isso eu que acho. Não é o Maffesoli. O próprio jornalismo político. Hoje tem efeito de cobertura esportiva. Acaba o jogo, não importa o que foi dito. O que rolou nos bastidores. Li que o PSOL não sabe onde enfia o Protógenes. Se sair candidato a deputado, complica Ivan Valente e Chico Alencar. Já que o PSOL tem potencial para eleger apenas um deputado nos dois principais estados. mimimi. E o eleitor? Não tá nem ligando pra partido. Imagina o que é legenda quando vê falar que o Clodovil tem um suplente que teve meia dúzia de votos. E é pra dizer nossa, que sorte do cara, arrumou a vida. A discussão entre aqueles que apóiam o governo e aqueles que são oposição ao governo. É completamente vazia de idéias. Sobrevive apenas de acusação mútua. Impressionante como empobreceu mesmo. Os argumentos considerados inteligentes geralmente tem a ver com alguma informação técnica. Ela de novo. Onde FHC errou. Onde Lula acertou. Mas tudo isso num plano de execução mesmo. Não vejo grandes cortes no debate. E me assusta muito o grau de abstração. O que mais se discute, por exemplo. As operações da Polícia Federal. E tudo que os lulistas falam é que nunca se combateu tanto a corrupção. Ok. Não tiro o mérito. Mas é muito rápido o negócio. Uma ação da PF serve para provar a tese de que o PT/a esquerda/whatever tem compromisso com a transparência e que colocou em andamento um dos pilares do programa de governo. Aí a oposição fala em abuso na operação da PF. E então evoca Estado Policial e a suposta simpatia das esquerdas pelas ditaduras. E a gente, empiricamente, não vê uma coisa nem outra. Tá muito difícil pra mim limpar análise, sabe? Porque eu leio demais e converso pouco. Então racionalizações e abstrações rapidamente substituem as minhas análises. Eu leio todas essas construções e elas fazem sentido. E aí eu fico apegada demais aos argumentos. Quem tem os melhores argumentos, quem desconstrói melhor. A análise vai pro brejo. Por que são visões ideologicamente carregadas, né? E então o debate ideológico substitui mesmo as ações e as análises. Enfim. Só pra me posicionar sobre essas coisas. Que fica parecendo que eu não tô vendo. Tô vendo sim. E não tô gostando não.

Eu acho que a esquerda brasileira tá prestando um desserviço ao abdicar de apontar as profundas crises institucionais que vivemos. E entrar num debate sério a respeito de como limitar e fiscalizar o poder legislativo. Todo mundo sabe que vereadores e senadores são inúteis. Ou podem se tornar inúteis, se fizermos algumas alterações. Reforma do estado. O que a gente tem visto é que quando aparece escândalo, todo mundo olha a sigla do deputado. Sinceramente, meu incômodo é bem maior.

Esse post é meio infantil. Quase de propósito. Não quero mesmo teorizar sobre essas coisas. Justamente pra NÃO tampar meu incômodo.

 



Escrito por Mary W. às 00h20
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Escorrendo pó-de-arroz, a gente tem que admitir. Que é bom pro São Paulo jogar pela vitória. Porque o Muricy realmente não consegue. Podendo empatar, tentar vencer. É sempre essa retranca nonsense. Erro de arbitragem eu nem comento. Acho que ou não joga mais. E perde o campeonato por W.O. Ou atura. Não vejo muito outro jeito. O problema maior, nesse jogo, foi a retranca mesmo. Porque aí fica esse negócio de aproveitar contra-ataque. E quem "aproveita", no esquema do Muricy, é o Jorge Wagner. Que é excelente jogador, acima da média e etc. Mas fica completamente perdido. Ele que perdeu as bolas mais decisivas, justamente porque não sabe o que fazer. Porque o time está retrancado. Não tem um esquema tático, como o Cleber Machado e o Caio acreditam. Retranca é retranca. Então o Jorge Wagner não fica fazendo função de armar contra-ataque e voltando pra marcar. Ele fica acuado. E perde bola normal. Perde bola pra beque. Mas o beque tá na área do São Paulo, né? Porque o time tá retrancado. Daí a intermediária vira meio-campo. E meio-campo vira pequena área. E assim por diante. Qualquer tentativa de jogada, vira um perigo. Por conta disso. Do jogo se desenvolver INTEIRO no campo do São Paulo. Os quase-frangos do Rogério. Tô achando fofo. Sério. Ele bate roupa, solta bola. Oi? Principiante? Tô achando meio divertido isso. Ganhou o duelo com o Ronaldo, ao defender aquele chute. Super feio o Ronaldo fazer aquela falta no André. Deveria ter sido expulso, todo mundo disse. Porque foi desleal. Isso é sempre feio. Sempre, sempre. Dagoberto conseguiu dar um pouco de ânimo pro jogo. Quem fez o gou foi um zagueiro. O Hernanes nem jogou. Ele fica sem lugar também. Porque dizem muito que ele é um craque. E talvez seja. Mas ele é super tático também. O meio-campo não existe no esquema do Muricy. Aquilo que eu falei do Jorge Wagner. Se for armar retranca, eu acho melhor sacar os laterais. Sério mesmo. Lateral é defensor desde que exista dinamismo no jogo. Senão é embolador. Aquele tal de Júnio eu nem sei direito quem é. E nem reparei muito. Então não sei dizer o que aconteceu com ele na retranca de hoje.

Além de injusto, o fato do André Dias ter sido expulso tem um quê de ironia. Ele tomou o pisão desonesto do Ronaldo. Não revidou. E nunca revida. Ele é um desses zagueiros super éticos e tal. Ele é bem ídolo meu mesmo. Mas nem vou mesmo comentar arbitragem.



Escrito por Mary W. às 20h28
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Esse campeonato é uma bosta. Ninguém precisa de mais um título de campeão paulista. No fundo parece um treino. Mas. Meu Deus. Chega no final, todo mundo tenso. Toma jeito, Rogério. Boa sorte, Borges. André. Confio tanto em você. Muricy, sua múmia, coloca o Dagoberto. Família inteira aqui pra assistir. Tem tanto corinthiano na minha família. Um exagero. Um desperdício.

Ronaldo. Perca um pênalti.

 



Escrito por Mary W. às 16h53
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Acho que nada precisa ser dito sobre a lei anti-fumo. Eu fumo, todo mundo sabe. E ela me atrapalha bastante, pessoalmente. Mas vejo como irreversível mesmo, esse movimento. O cigarro perdeu a guerra. Está suficientemente demonizado e todos comemoram mesmo a expulsão dele de qualquer espaço. Não vejo como reverter isso. Também não acho que um apelo às liberdades individuais possa fazer sentido. Embora esse apelo seja bastante forte pra mim. Eu acredito bastante em liberdade individual, mesmo sendo tão esquerdinha. Mas a tutela do Estado não é uma questão para as pessoas, eu noto. Se o governo toma uma medida que te agrada, você comemora. Então quem odeia cigarro, ficou feliz. Se o governo inventa algo que te prejudica, você fica brava. E é assim que vai. Não vejo mesmo um debate aí. Apenas um punhado de posicionamentos pessoais que não conseguem passar para a esfera da abstração. Nem falo mais nada então. Porque fica mesmo parecendo que eu apóio câncer de pulmão. Mais. Que eu quero câncer de pulmão para todos. E sempre existe alguém que conhece alguém que morreu dos males do fumo. E volta aquele negócio. De travar o debate. Para que você não pareça insensível à morte. É uma canseira. Então fica assim. Quem não vê nada demais nisso. No governo querer determinar quando e onde acenderei meu cigarro. Quem não vê, não vê. Realmente está difícil. Pra mim o debate foi substituído por resmungos. E já faz tempo.

Sério. Eu evito conversar dessas leis porque tô com pavor dos relatos de parentes mortos. Meu pai que morreu de enfizema. Minha avó que teve ataque cardíaco. Meu depoimento é legítimo porque já passei por isso. Por isso o quê? Dá vontade de perguntar. Mas aí, né? Parece que eu cago pra morte do seu tio. E eu nem cago. No fundo, sinto muito e tal.

Eu preciso dizer entretanto que acho genial. Essa pirueta que foi dada. Quem combatia o tabagismo, antes, ficava apelando pra minha saúde. Até se tocarem, né? Que se eu banco morrer mais cedo, problema meu. Daí deram essa pirueta. E ficam falando do fumante passivo. Porque daí afastaria a questão da liberdade individual. E ela já está afastada, eu acho. Porque todo tonto que discute isso já vai de cara falar do fumante passivo. Eles pensam que eu não noto. Eles pensam que eu acredito. Evidência científica meu cu. Tá tão na cara que é armadilha isso. E tira a "jornada pessoal" da coisa toda. Eu me vicio. Eu me incomodo. Eu páro de fumar. Não é mais assim. O negócio é grande. Tão grande que há leis federais, estaduais e municipais. Não tem mais fumante. Tem o fumo. Não é possível que só eu considere um saco. E nem vou falar da legitimação da chatice. Porque antes se você não queria que alguém fumasse na sua frente. Você tinha que mostrar. O grande pau no cu que era. Agora esconde. Atrás da legislação. Parei.

Ah, eu sei. Que você tem uma vizinha que morreu de tanto ser fumante passiva.



Escrito por Mary W. às 12h17
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Quando eu falo de feminino, quase sempre, tem a marca da Camile Paglia. Uma notória anti-feminista. Que escreveu um dos mais irritantes livros da história da humanidade. A partir de uma dualidade, ela constrói o feminino e o masculino. Considerando que os homens inventaram a cultura para fugir do domínio que as mulheres tem da natureza, faz a oposição entre ctônico e o celeste. Com o ventre, somos as deusas da terra. Os homens transcendem e inventam o reino dos céus. Quem inventou, manda. Então eles são os deuses celestes. Com o recuo da importância da natureza, o domínio masculino se expande. Para Paglia é aí que perdemos a guerra dos sexos. Essa visão é refutada pelas feministas até de ponta cabeça. Eu discordo completamente dela e o Bourdieu tem um excelente tratado sobre a escolha dos órgãos do corpo. Aqueles que escolhemos para simbolizar. E como essa escolha é carregada de dominação etc. Mas eu não nego Camile Paglia porque eu acredito que ela tem razão numa coisa. Que a força feminina aparece através do sexo. Por razões que não as dela (Paglia), eu acredito nisso. Que as mulheres aprenderam a usar o sexo de forma mais sofisticada que os homens. Até porque não tinham outra coisa pra usar. E quando você junta um bando de pessoas genuinamente estúpidas, como no BBB, o que aparece são artifícios primitivos, eu acho. Como o público também é bastante estúpido, esses artifícios acabam sendo a única moeda de identificação. E aí eu vejo nas três, representação do uso do sexo como ferramenta ctônica. Elas encarnam três representações clássicas do feminino, que a Paglia cita. Eu não achei exatamente as três. Folheei o livro e não achei o nome que ela dá pra representação da Fran. Mas a Priscila e a Ana são fáceis de visualizar. Acho que todo mundo sacou o quanto a Ana eliminou o sexo da equação. Colocou um rapaz sem nome ("o lindo") numa esfera bastante platônica. E em nenhum momento ela deu pinta de que iria esmorecer e se jogar nos braços de alguém. Camile Paglia chama Ana Carolina de Ninfa Frígida. Esse eliminar o sexo, sabemos, é um avesso. Por isso a imagem da histeria, nela, é forte pra mim. As cenas da birra dela, quando a Naná foi eliminada, falam por si mesmas. O interessante desse sexo ausente na Ana Carolina, pra mim, é que os homens ficam sem saber como lidar com ela. Ninguém sabia o que fazer com Ana. Como enfrentá-la. A sedução masculina funciona muito bem para submeter as mulheres. Há um triunfo do macho. O macho triunfante da Ana, entretanto, era uma abstração. "O Lindo". Ela desmontou as mulheres também. Que não sabiam como competir com ela. Milena, Francine e Priscila se acomodaram porque, na luta pelo macho, salvaram-se todas. Ana não se interessou pela luta. Mas isso não aconteceu de forma independente. Ela não superou o macho. Antes, fez a histérica o programa todo. Daí caímos no oposto. EXATAMENTE oposto da Ana. Que é a Priscila. A Paglia chama e faz o contraponto. Ela é a Femme Fatale. Em oposição à Ninfa Frígida. A representação envolve a Medusa e a vagina dentada. A mãe que engole o filho.  Eu acho que o Emanuel fez maravilhosamente esse papel. De engolido pela Priscila. Foi a humilhação do masculino. Veja que é o MAIOR temor do masculino, a vagina dentada. É contra ela, segundo a Paglia, que os homens criam a cultura e o reino celeste. E a Priscila panz. Chega de femme fatale e traz o celeste Emanuel pro ventre, o chama de volta à terra. Ao lodo, como prefere a Paglia. Eu não lembro o nome que a Paglia dá pra Fran. Mas explico o que acontece com o feminino nela. Ela domestica o sexo. Tornando-o menos assustador. Ela não faz com o Max o que a Priscila faz com o Emanuel. É o sexo doméstico. Do casamento. O sexo familiar. Com hora marcada e sem qualquer risco. Ela estaria entregue. Mas não é o caso. Porque eu sinto que ela tinha domínio dessa função do sexo. Ela poderia ser tão femme fatale quanto Priscila. Ela que nos explicou como se faz sexo anal, ué. Mas ela não quis assustar ninguém. Ciente do que fazer com o sexo (arma que as três usam com exatidão), ela rompeu com o assustador. Com um erro. Das três, a que mais errou. Porque a mãe castradora está na Fran. E aparecia, nos rompantes de ciúme dela. Deixando aberto o flanco. Do que havia ali. Do útero que havia ali. Da vagina dentada que havia ali.

Uma coisa assim. Escrevi meio de chofre. Pra aline mesmo.

 



Escrito por Mary W. às 03h49
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Eu não acredito em cultura superior e em cultura inferior. Eu acredito que a densidade está no olhar e não naquilo que é olhado. Se você não conseguiu ver a histeria sendo expulsa no domingo. Se você não percebe que a saída da Ana Carolina foi a morte do feminino. Foi a proibição do feminino. E não de qualquer feminino. Daquele feminino que só existe a partir da descrição masculina. Se você não percebeu, você torceu pra Priscila. Porque você é idiota e simplesmente se recusa a perceber. Que já estava proibido. Que essa opressão é a fundamental. Aquela que não importa. Aquela que parece não ter nada a ver com sexo. Você que quando lista os motivos pelos quais não gosta da Ana, descreve o feminino em excesso. Você que não permite mesmo. Que ele apareça no excesso. As três tinham excesso de feminino. Dá vontade de escrever uma tese. Mas nem vou. Por que, né? Ninguém entende. E é uma luta que se dá assim. Arduamente. E que aparece em qualquer lugar. Inclusive no programa de televisão que deveria apenas derreter meu cerébro. In utero, Ana Carolina. Se as lágrimas são para mulheres, reivindicaremos todas.

Última cena que eu vi. Os machos todos comemorando a espécie. Newton, Emanuel, André. Todo mundo gozando. Mas o que incomoda mesmo é a contaminação. Eu percebi o movimento masculino contra a Ana. Mas que as mulheres se contaminassem. Eu não esperava. E sempre rola. E sempre me surpreende. E assim por diante.

Ah. Você viu só uma menina mimada indo embora. Você viu apenas a próxima capa da Playboy. Aí fica difícil. Não tenho culpa se você não enxerga. Saramago que entende dessa cegueira.



Escrito por Mary W. às 01h07
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Sensacional. Vi na Marina.

Eu não assisto Lost. Mas todo mundo que eu gosto é viciado nisso. E o legal tá aí. Eu, que nem assisto, saco tanto o que tá acontecendo quanto eles.



Escrito por Mary W. às 17h25
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Caravaggio. A Negação de São Pedro.

A gente fica sem saber o que fazer nessa trágica (ou dramática) semana. Se choraminga por Ana Carolina ou se desce a lenha em Jesus Cristo. Tantos martírios, hein? Começando no domingo de Ramos. O caso é que eu queria escrever um artigo pro jornal sobre Jesus Cristo. Mas tem uma série de proibições. A maior delas é minha mãe. Que não quer que eu seja muito encrenqueira no jornal. Daí eu pensei em escrever sobre a mitologia cristã. A partir de uma experiência incrível que eu tive na terapia. Quando a minha psicóloga pediu que eu contasse a ela o que tinha acontecido com Jesus e foi pincelando o quanto de Pedro, Nossa Senhora, Maria Madalena tinha em mim. Quem eram eles mitologicamente e o quanto estavam na gente. Eu acho que contei aqui que acabei até chorando quando falei do Pedro, negando Jesus três vezes e depois tendo que erguer uma Igreja pra se livrar da culpa. E falei sobre as coisas que eu nego e enfim. Daí eu tô lendo um outro livro do Michel Maffesoli, melhor ainda que o primeiro. E em determinado momento ele fala assim,

Em todas as situações possíveis, ocorre o eterno triunfo do realista e racional São Paulo contra o sonhador e místico João!

Eu fico absolutamente doida quando leio uma coisa dessa. Absolutamente doida. Ainda mais quando o sonhador e o místico são eliminados com 58% da preferência popular. O que o Maffesoli tá falando, entretando, nada tem a ver com Big Brother, *o* programa. Tem um pouco a ver, entretanto, com Big Brother, o paradigma. Que ele chega a citar, uma vez que está bastante interessado na Razão como uma espécie de Espírito Santo. E fala bastante de totalitarismo de estado. Ele diz que o cristianismo é o grande responsável pela eliminação dos valores politeístas e faz isso principalmente através do circuito dos tempos. Ele explica que o tempo ciclíco é fundamental para que os valores sejam plurais. Porque o ciclo presume que há a imperfeição. Que os mitos pagãos trazem uma multiplicidade de lições e que os ensinamentos deles não dão conta de toda a existência, mas de aspectos da existência. O pagão é trágico, ele explica, e o trágico é sempre aleatório. E que é Santo Agostinho que inaugura o tempo unilateral*. Com isso, ele quebra o círculo. E o drama toma o lugar do trágico**. Maffesoli, parece, considera que o aspecto fundamental do drama está em conhecer o sentido da marcha e que o céu depende de um caminho que deve ser previamente traçado e que é racional e que não admite retrocesso. Retrocesso que está na essência do círculo. Não é muito nova essa discussão e eu imagino que todo mundo já tenha trombado com ela nessa vida. O bom desse livro genial é que ele organiza um pouco. Como os bons sociológos fazem. Digressão não tá no métier dos caras. O que eu não sabia MESMO. Dessa substituição do Poli pelo Uno. Do ciclo pela linearidade. Eu não sabia que isso acontece no pensamento de Santo Agostinho por causa de Jesus Cristo. O tempo não pode ser cíclico. Sabe por quê? Porque Jesus só morre uma vez. E é a partir desse dado que é preciso pensar a aventura humana na Terra. E que, então, vestimos mesmo a idéia de evolução e progresso. Porque nos foi ensinado o caminho da evolução, pelo próprio Jesus Cristo. E evoluir é construir a caminhada de forma que cheguemos ao paraíso celeste e nos sentemos ao lado dele. Isso poderia ser até ok. Você vai evoluindo do jeito que dá. Mas não é assim. A caminhada é pré-determinada. Há um conjunto de provações a ser seguido. E há racionalidade na busca dessa recompensa, que é sentar-se ao lado dele. Para Michel Maffesoli está aí. A semente do totalitarismo. Porque há um caminho certo. E quem tem visão deve nos conduzir por esse caminho. Quem tem visão? Primeiro os padres. Depois, os políticos. Há uma crença totalizadora que é substituída por um saber, também totalizador. E o Grande Deus monoteísta é substituído pelo planejamento estatal ou pelo mercado. Enfim. Daí o Maffesoli começa a descer a lenha na Razão mesmo. E esquece um pouco de Jesus Cristo. Ele fala como o cristianismo pedagogiza todas as experiências. A fim de extrair delas progresso e evolução. E viramos pedagogizados e pedagogizantes. Porque Cristo nos ensina e ensinou e continuará ensinando. Tô bolada demais com esse papo todo. E não sei qual caminho pego no meu artigo pro jornal (que tem que ser escrito hoje). Se o mitológico lá. Ou esse aí, meio confuso, mas adorável.

O livro é A Transfiguração do Político. Bem melhor que o excelente A Parte do Diabo.

Maffesoli é considerado meio de direita pelo que eu posso perceber.

Eu sei o que você está pensando. Que Big Brother é cíclico. Lamento. Não é mais. Ana Carolina só pode ser eliminada uma vez. Curve-se diante deste momento histórico, fariseu.

*Eu conheci um cara que fazia mestrado estudando o tempo de Santo Agostinho naquele filme do Dia da Marmota. Feitiço do Tempo é o nome em português. Filmaço.

**Eu sei que é uma discussão que eu sempre apresento aqui. Embora nunca vá pra frente com ela. O caso é que muito me interessa, mas pouco eu tenho a dizer. Porque sei pouco mesmo do assunto. Paglia, o demônio, fala dela bastante nas Personas Sexuais.

E eu com uns livros de Jesus. E minha avó na sala. E eu digo vó, a santa ceia aconteceu quinta-feira?. E ela diz que sim. E aproveita para lamentar. Que tudo tenha corrido tão mal. E eu lamento também. Embora saiba que é essencial. Que tenha acabado tão mal. E eu digo. Tinha que ser feriado na quinta também. E ele fica brava. Outro feriado? Esse é o país dos feriados, por isso não vai pra frente. Eu TENTO ser religiosa. Mas minha família não tem vibe.



Escrito por Mary W. às 16h38
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Talvez perder sempre seja parte do charme. Talvez sejam as lágrimas mais desinteressadas que eu já derrubei. Um mar de lágrimas, pra ser bem sincera. Talvez eu consiga um lugar no chat da Globo. Fim de Ana Carolina. Fim do programa. Fim das transmissões.

Obrigada, Pavuna. Obrigado, Brasil. Vocês continuam imbatíveis.

Tributos devem ser feitos. Até terça-feira. TV, eu não ligo mais. Torço para que caia a tal bomba no PROJAC. Se a Ana pedir voto, entretanto, o farei. Se apenas declarar torcida, não. Se pedir, voto.



Escrito por Mary W. às 00h03
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Apareci aqui só pra dizer*. Que eu acho mesmo que foi um dos grandes momentos do Big Brother 9**. A simpatia que a Fran fez pra Ana dormir. Pra mim é a síntese de algo que eu acho fundamental pra ganhar esse jogo. Que é ter com quem contracenar. E isso demanda bastante generosidade das partes. E é também arriscado. Porque de repente alguém se destaca, protagoniza e o outro vira coadjuvante. Como aconteceu com Max e Flávio. Que eles contracenaram e o Flávio perdeu. E não aconteceu com Max e Fran. Porque eles não assumem esse risco e acabam não contracenando mesmo. Pelo contrário, eles tentam puxar o tapete um do outro o tempo inteiro. E foi assim o programa todo. A Ana contacenou com a Naná, mas a força dela tá mais em antagonizar mesmo. Mas eu sinto que ela e a Fran se permitem isso. Talvez porque não atuem no mesmo gênero. Ana usa a cena pra fazer drama e a Fran pra fazer comédia. Então não invade. E a cena da simpatia pra dormir foi emblemática. Uma generosidade que lembrou muito Jean e Pink. A Sabrina tinha essa generosidade com o Dhomini também. Faz sua cena, eu deixo. Eu gostei demais. Considero momento antológico e pedagógico. De estratégias para se ganhar o milhão. O jogo é de convivência, a estratégia é individual. No mais. Grande Priscila também. Falando sozinha. Dizendo que só a liderança a salvaria. Porque todos a consideram a mais fraca e a escolheriam como adversária. Acho perfeito ela adotar o discurso de "azarão". O Max pisa demais na bola. Eu realmente não entendo a popularidade dele. Dizer que deixou a Priscila vencer a prova do líder. Socorro. Se ele é jogador, como pode ter esses arroubos? Não cola, não convence. Etc. Enfim. Só pra registrar. Que depois de altos e baixos, Fran e Ana mostram. Que foram ali pra chegar em primeiro. Adoro.

 

*Eu tô bem velha, sabe? E aí tive que fazer um trabalho essa semana. Longo. Porque tem a ver com organizar 5 mil provas. E as estagiárias ficaram direto. Não pararam para o almoço. E eu resolvi ficar direto também. Pra ir pra casa mais cedo e tals. Aconteceu. Terminei às 2 e meia da tarde. E não tive que ficar até às 5. Só que as meninas tem 20 anos. E eu tenho 36. E é um trabalho super repetitivo. De grampear, separar, contar. E nossa. Uma coisa que nunca tinha rolado comigo. Eu tive um revertério muscular mesmo. Não tava conseguindo sentar nem deitar. Só ficar em pé. Mesmo agora. Venho aqui e já tá doendo. Tô tomando um monte de coisa. Comprimido, injeção e massagem. Anyway é a primeira coisa de velho que eu tenho na vida. Travei.

**Como pode ser que a Ana saia daqui a pouco. Vou registrar. Meu humor deve se alterar bastante se ela for eliminada. Eu acho que a nona edição foi a melhor até hoje. Acho mesmo que o elenco é fortíssimo. E que não rolou "injustiça". Chegou na final quem tinha que chegar.



Escrito por Mary W. às 19h25
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Erwin Olaf

 

Eu vou ter que falar isso uma hora ou outra. Então melhor eu falar logo. Deixo claro que eu não me orgulho do meu radicalismo. Antes, considero que é um dos pilares da minha infelicidade. Mas se a gente não pode evitar. E se eu não posso consultar a Cam para detalhes técnico. Vou dizer logo. Corrupção é algo tão masculino. É tão masculino que recebe o nome de crime do colarinho branco. Eu nem camisa branca tenho. NENHUMA. Daí que não é comigo isso. Então tem todos esses corruptos soltos por aí. E eles pegam uma mulher pra cristo na história toda. Depois de uma avalanche de corruptos sem condenação. Sai pra ela a sentença de 94 anos. Pior. Ela trabalha num ramo super feminino. Se tivesse contrabandeado sêmen de cavalo de raça, era pioneira. Mas ela contrabandeia roupa de grife. Daí aquela representação medonha. Da loja dela com aquelas madames que são uó. Mas é um universo feminino. Da elite podre. Mas é feminino. Então o que mais me incomoda, além de tudo que já foi dito por aqueles que execram a condenação, é isso. Eu achei a escolha da setenciada algo extremamente sexista. Por considerar que a condenaçao é simbólica. E isso eu considero mesmo, independente de eu ser a feminista biruta. Por considerar a escolha simbólica, senti a fragilidade feminina aí. Se o bode expiatório vai ser da elite, que seja mulher. E mulher num sentido amplo, porque ela trabalha para o feminino. Um feminino que eu combato, mas que ainda assim é um feminino.

 

Eu sei tudo. Que crimes não tem viés e que tanto homens quanto mulheres devem pagar. Blá. Me incomoda. E acho sexista. prontofalei. Ufa.

 

A pior história da Daslu quem me contou foi a perdida. Acho que a irmã dela fez um trabalho de faculdade sobre as bordadeiras de Minas Gerais. Um comunidade lá. Super pobre que sobrevivia dos bordados. E a Daslu que encomendava o bordado. Pagava tipo 5 reais e revendia por 500. Uma coisa assim. Completamente maluca e cruel e sem qualquer vestígio de compromisso com o trabalho do Outro.

 

 

 

 



Escrito por Mary W. às 04h28
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Eu coloquei senha no blog ontem porque cheguei da faculdade e tinha um comentário extremamente violento aqui. Sobre BBB. Oriundo, eu imagino, dos leitores do blog temático que eu fazia. Eu descurti de fazer. Pode parecer esnobe isso que eu vou dizer. Mas eu acho que o charme da internet é justamente o tal do nicho. E aquele blog era algo muito próximo do massificado. Torna-se sufocante porque mesmo que a gente mal leia os comments, percebe. Que ninguém tá entendendo o que você está falando e que tudo está sendo apropriado que nem o nariz. Daí a fer me ligou e disse algo. Que eu tenho que parar de compartilhar esse meu gosto por BBB. Porque absolutamente nenhuma pessoa no mundo assiste ao mesmo programa que eu. É uma experiência solitária. Isso eu já sentia. Ela verbalizou. E desencanei de vez. Sabe o pessoal que acredita que Elvis tá vivo e é o messias? Então. É uma posição bastante peculiar e que não encontra eco no mundo. O programa que eu assisto parece feito só pra mim. Uma das birutices que a gente tem. E que abandona ou aprende a lidar. O resultado prático é que eu vou moderar comments até que o programa acabe.

 



Escrito por Mary W. às 04h28
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