A feminista


Acho que a favorita é a Fran.

 

A inteligência da Ana Carolina me emociona. Sério.

 

Flávio a massacrou ontem à noite. Com crueldade. Ela rebateu tudo. Depois, desabou. Claro. Calma, fia. Tá acabando.



Escrito por Mary W. às 07h33
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Escrito por Mary W. às 10h51
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E a Priscila dizendo que a liderança da Ana explicava os gritos que eles ouviram quando estavam no quarto branco. Francine corrige. Eles gritaram mesmo foi quando ela indicou o Flávio. Depois, tomando cerveja no quarto do líder. O blábláblá. Priscila dizendo que não dá pra saber quem sai etc. Francine ataca novamente. Pres'tenção, a menina voltou de seis paredão, ele briga com ela tudo dia, quem cê acha que sai?. Depois. Na sala de jantar. Os quatro tontos remanescentes do famigerado grupo B. E o Flávio lança a questã. Por que vocês acham que a Josi saiu se ela ganhou da Naná? A Fran e a Pri trocam olhares. E a Priscila sinaliza pra Fran não falar nada. E a Fran desconversa. Talvez a Josi não fosse tão forte. Max nem se digna a responder. Eu não gosto do Max. Mas o entendo perfeitamente. Ele ficou bem puto com o terceiro paredão da Ana, eu me lembro. Acho que é o erro que todos temos certeza que não iremos cometer. Se estivermos no BBB, NÃO vamos perseguir ninguém. E sempre acontece. E ele percebeu que ia acontecer. No terceiro paredão dela, ficou bolado. Não conseguiu evitar.

Ah. Outra da Fran. A Ana dizendo que o tio veio dos EUA e que tinha um amigo do Amazonas também, na platéia. E a Fran. É que eles vieram pra final já. Hahahahahahahaha.

 

Eu não a considero favorita ainda.

Tô dando unfollow em quem fala mal da Ana Carolina no twitter. Tipo em quem eu não conheço e fala mal da Ana Carolina.



Escrito por Mary W. às 04h46
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Achei genial isso.

 

E isso também. Embora não tenha certeza que entendi.



Escrito por Mary W. às 04h19
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Pépé Smit

O Giddens deu uma entrevista na Folha hoje. Sobre aquecimento global. Parece que é o assunto atual dele e blá. Eu gosto demais dos grandes sociólogos porque eles botam a bola no chão e dão uma limpada na área mesmo. Para que a discussão comece. E ele não fala nada demais na entrevista. Pelo menos nada que eu já não soubesse. Mas um ponto dela merece ser mencionado. Porque trata de movimentos sociais. Que é a minha área dentro das ciências sociais. E embora eu seja meio enjoada do assunto, sempre presto atenção quando aparece. E ontem eu fiquei pensando muito nisso. De como os movimentos sociais se apropriam de bandeiras. E de como alguns grupos se apropriam dos movimentos. E volta aquela discussão, que é caríssima pra mim. De que os movimentos sociais não existem de fato, seriam uma construção da sociologia. Não é um assunto que eu consigo discutir, mas gosto de ler sobre. É preciso um conhecimento que eu realmente não tenho pra falar sobre isso. E não dá nada de ordem prática, porque uma vez construídos, os atores agem como se tivessem existência autêntica. De modos que. O que o Giddens falou foi completamente outra coisa.

FOLHA - O sr. fala que o movimento verde sequestrou o debate sobre mudança climática e que é preciso sair dessa armadilha. Como assim?
GIDDENS - O movimento verde começou da metade para o final do século 19, fortemente influenciado pela ideia romântica de uma crítica do industrialismo, a nostalgia de uma terra que não havia sido modificada pelas indústrias. Sua força motriz era a conservação, a proteção da natureza e do ambiente. Realmente deveríamos ter deixado a natureza em paz, só que agora é tarde demais, e maior intervenção na natureza será absolutamente necessária. A mudança climática é muito diferente das preocupações tradicionais dos verdes e, para lidar com ela, temos de nos livrar de alguns dos preconceitos que os verdes -não todos, mas alguns- têm, de não interferir muito na natureza, de um princípio da precaução. O caminho para lidar com a mudança climática deve ser de ousadia, inovação, o máximo uso da tecnologia. Não quero descartar completamente o movimento verde, pois tem um importante papel de trazer esses assuntos para a agenda, e isso tem valor. No entanto, se você olhar para o manifesto dos verdes globais, muito pouca coisa tem a ver com mudança climática. E um dos problemas é que alguns grupos se veem como operando fora da política, extremamente críticos das atividades das grandes corporações. Mas o vital agora para a mudança climática é trazer para o centro do debate algo que 60%, 70% da população possa compreender.

Eu me interesso muito por esses sequestros. Porque cria isso de uma casta privilegiada, que pode falar sobre o assunto. Que tem legitimidade. Que é parte da solução. E o mundo todo, menos a casta, é parte do problema. A maior chatice do mundo é isso aí. Vira uma espécie de super representação mesmo. E quando você percebe, faz refém e está refém. Eu me lembro de quando comecei a estudar movimento feminista. E como movimento progressista, ele achou lugar, claro, dentro dos partidos socialistas. E a questão central era se existia algo de especificamente feminino, que justificasse uma luta. Senão era o caso de considerar que a emancipação do proletariado acabaria por emancipar também as mulheres. Uma discussão já velha e, acho, plenamente conhecida. Alexandra Kollontai, Juliet Mitchell e Zuleika Alembert foram as três autoras que me situaram nesse debate aí. A Simone de Beauvoir, entretanto, já tinha tentado delimitar o especificamente feminino. Mostrando por que e como ele é construído. E insinuando que essa construção é opressora. Não porque é imposta, mas porque os elementos dela são castradores e tal. Os elementos da construção. Daí eu aprendi a tentar pensar assim. Embora seja muito difícil. Você perceber o especificamente feminino dentro das relações. E para que haja uma luta esse especificamente feminino tem que estar sendo usado de forma a hierarquizar as relações entre portadores de pênis e portadoras de vagina. Me imbuí disso aí, de sacar essas coisas. Não é muito fácil de percebê-las, embora às vezes elas se manifestem de maneira caricata. O que é complicador pra mim. Eu considero que machismo escancarado mais atrapalha do que ajuda a luta. Porque torna invisível o machismo que interessa, esse da estrutura*. Mas mesmo esses casos que eu cito no rodapé. Ainda não são sutis suficientes. Pelo menos praquilo que eu entendi que a Simone de Beauvoir quer dizer. Que tudo isso já foi suficientemente naturalizado, a ponto de que não percebamos o grau da contaminação etc. Mas aí teve uma ala do movimento feminista que conseguiu ser ainda mais concreta que o comercial do Doritos. Teve uma ala que respondeu assim. Quando perguntada a respeito do especificamente feminino. "A gravidez". Isso que essa ala respondeu. Que era o especificamente feminino. E se tornou uma ala bastante forte e conseguiu coisas incríveis. Ao optar por centrar-se na especificidade biológica das mulheres. Hoje, o movimento feminista é em grande medida um movimento que trabalha na saúde pública. Ironizando eu chamo pra mim mesma de "feminismo da saúde". Mesmo a violência doméstica é tratada como questão de saúde pública. E o aborto também etc. E são super sérias essas ONGs e esse movimento feminista. Realmente atuam e ajudam mulheres que não sabem lidar com a sua especifidade biológica. Não sabem fazer sexo seguro, não sabem conduzir uma gravidez tampouco sabem algo sobre amamentação. Cobra-se bastante dos governos e a coisa vai. Laudos médicos baseiam as reivindicações. Ampliação da licença-maternidade? Justificada a partir de laudo médico. Tudo assim. Não sei onde eu tô querendo chegar com isso que eu tô falando. Do sequestro, o Giddens tava falando. Então. É isso. Os movimentos sociais acabam mesmo sequestrando e quando você percebe, eles estão dando a medida do discurso e das ações. No congresso ano passado, em BH, um cara só falou de aborto. E no último dia. E as discussões do anfiteatro eram todas teóricas. Bem teóricas. Porque era um congresso acadêmico, ué. E uma menina levantou. Ela fazia parte da ONG tal e estava acompanhando todos os dias. E ela queria protestar porque ninguém estava falando do processo que as mulheres que tinham abortado estavam sofrendo no Mato Grosso do Sul e não sei quê. Eu achei bem pertinente ela falar isso, vou te falar logo. Por que, né? Tava na imprensa e tudo o mais. Mas você percebe como elas sequestram? Tinha até uma intelectual da Argentina lá. Falando de representatividade feminina no parlamento argentino. Eu tava até ANOTANDO o que a mulher tava falando, no meu caderninho. E a outra pega o microfone e saca essa metralhadora e sequestra todo mundo. E o movimento ambiental tá nessa também, me parece. Achei o fundo do poço essa hora do planeta. Que nem sabia direito o que era e só fui saber porque vi no blog dela**, um post. Se aproxima demais do folclore, essa proposta. Eu disse num comentário lá que o movimento ambiental não sai da fase de sensibilização. Que tem dificuldade de partir para a ação. E mesmo essas ações propostas são mais sensibilizadoras mesmo. E o Giddens fala que os movimentos tem pelo menos o mérito de colocar temas na agenda. Mas essa ação foi muito infeliz. Porque foi o contrário, eu acho. Eu me arrependi do comentário. Primeiro porque me parece que tudo hoje é sensibilizador. E só. Acho que os publicitários ganharam mesmo a guerra da informação. E nada mais está na esfera do pensamento. Abrace o planeta e salve o panda. Então nem tem como imaginar que vá vir dos novos movimentos sociais algo que não seja sensibilizador. E aí é um tiro no pé porque reduz demais. Isso da hora do planeta. O assunto mais sério do mundo. Que fez o senhor Anthony Giddens se debruçar sobre ele durante dois anos. E a solução é apagar a luz por uma hora. Percebe? Que não bate? Com o tamanho da desgraça? Mesma coisa a coitada da Beauvoir. Que suou pra tentar esboçar as estruturas patriarcais. E pá. O feminino vira assunto de saúde pública.


*O caso do Doritos é até interessante (embora eu considere homofobia escrachada). Mas a gente percebe que as pessoas não notam mesmo os preconceitos da estrutura. Teve um comment na nota a respeito da Lindsay Lohan que também falou um lance assim. Não vi nada demais. E acho que foi a Ângela que soletrou aonde estava o machismo. Enfim. Escrachado para mim, invisível para os outros. Todo o estudo do feminismo acaba meio centrado nisso. Então não há razão para grandes exasperações. Se o mundo não fosse assim, estaríamos estudando outras coisas e blá.

**Aliás. Devo um post só pra recomendar o blog dela. Nossa. Bons textos todo dia etc.



Escrito por Mary W. às 03h54
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O Freakonomics entrevistou o Nate Silver:

 

P.: Qual o melhor investimento que você fez para chegar onde está hoje?
R.: Aprender a jogar Texas Hold 'Em (uma variação popular de pôquer).


Hé.

 

Se algum dia eu ficar bem famosa vou inventar essas coisas também. De dizer que jogar The Sims me deu uma compreensão maior de microssociologia do que todos os livros do Simmel etc.



Escrito por Mary W. às 05h36
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Eu acho um absurdo essa condenação de 94 anos de prisão da dona da Daslu. Tipo. ABSURDO mesmo. Não reflete nem de longe o meu* senso de Justiça. Quando eu comparo com outros crimes então. Nossa. Não existe uma instituição que fala menos a minha língua do que o poder Judiciário. Eu realmente não faço parte desse contrato.

*E claro que não é "meu" no sentido de individual. É meu no sentido de quem eu me tornei a partir do que me foi ensinado e blá. Eu sei que senso de Justiça não é algo pessoal.

E saber que os 94 anos vão virar 6 meses de serviço comunitário quando chegar na última instância só aumenta meu desprezo por essa sentença.

 

Me avisa? Quem for o visitante 250 mil?



Escrito por Mary W. às 05h33
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Eu tive uma semana muito difícil, sabe? No domingo morreram dois colegas meus, da faculdade. Um deles, já coroa, de acidente de carro, enquanto ia buscar um palestrante na cidade grande que tem aqui perto. A outra, uma menina, de 29 anos. De aneurisma. A mãe dela é amiga íntima da minha mãe. E ela era bem amiga da minha irmã e da minha prima preferida. Ela foi minha vizinha durante toda a vida e era uma pessoa que eu curtia bastante. Tipo me divertia mesmo com ela. Que era bem cachaceira e altos baladeira. No final do ano passado ela se casou. E foi *o* evento. Eu postei sobre. Principalmente o chá de cozinha. Que foi o melhor que eu já fui. A mãe dela tem em comum com a minha o lance artesanal. De dar um toque artístico em qualquer coisa que se apresente. Daí que foi o casamento mais cuidadoso que eu já vi e minha mãe fez várias coisas, de lembrancinhas e tal. Daí que eu participei bastante de tudo. Inclusive trabalhando um pouco com a minha mãe. Pro casamento dela. Que era *a* mimadinha. Daí o marido foi viajar e ela foi dormir na mãe dela. E ficaram até de madrugada vendo TV. E ela falou no telefone com o cara. E dormiu. De manhãzinha a irmã chegou da balada e a cachorrinha começou a latir. Ela falou pra cachorra ficar quieta. Meio-dia o pai dela ligou, pra levá-la pra almoçar. E a mãe foi acordá-la. Eles são divorciados. E a cachorrinha tava em cima dela, lambendo e arranhando. Tentando, né? Mas ela tava morta já. Dava aula na faculdade, ela. Eu não me lembro mesmo de ter ido num velório mais comovente. Ou de ter me chocado tanto. É uma gente que eu gosto muito, a família dela. Me corta o coração vê-los tão tristes. Mas é dela que eu tenho mais dó. Nem que exista.  Céu, anjos e harpas. Tenho certeza que ela não queria mesmo ir embora agora.



Escrito por Mary W. às 15h25
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Bóris

 

 

 

 

Ele quebrou o peitoral em junho de 2007. E o veterinário disse que não tinha como ele sobreviver. Minha irmã foi em todos os fóruns da internet e todo mundo disse que beija-flor não sobrevivia assim. Em casa e sem voar. Mas ele superou a própria espécie. Ontem eu achei que ele estava cantando alto demais. Minha mãe ficou impressionda porque ele tomou três seringas de néctar. Veja o quanto ele tentou.

A Tonton ficou parada em frente à porta do quarto da minha mãe. Chorando. E não entrava de jeito nenhum. Minha irmã pegou ela no colo e entrou. Mas ela saiu correndo. Eu estava no trabalho. Quando cheguei ele já tinha sido enterrado. Num vaso comprado pra ele.



Escrito por Mary W. às 11h35
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Mônica Bergamo


PRECISA-SE

Longe das telas desde 2007, período no qual foi presa, passou por uma clínica de reabilitação e começou a namorar uma mulher, a atriz Lindsay Lohan contou à revista americana "Nylon" que é "assustador" estar desempregada há tanto tempo. "Tenho uma casa para sustentar agora", disse ela, que mora com a namorada, a DJ Samantha Ronson. Recentemente, Lindsay tentou, mas não conseguiu um papel em "Alice no País das Maravilhas", de Tim Burton.

 

Segundo a colunista, são os três problemas de Lindsay Lohan. Da parte que me toca, só me falta ser presa. Rehab? Já fiz.



Escrito por Mary W. às 17h12
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Sabe qual é o problema com essa pretensa politização? De humoristas tipo CQC? É que com o mote de atacar todo mundo, não ataca ninguém. Então é muito cômodo. Porque é muito complicado. Você se posicionar de fato. Fazer uma denúncia contra um fato específico e aí fazer humor ou qualquer coisa que seja com ela. Mas eles vão no Congresso e dizem que "político é corrupto". Até eu, né? Mas vai criticar um deputado específico cujos negócios uma hora se cruzam com os interesses do site, emissora de TV ou qualquer coisa que esteja ligada com eles. Então a crítica genérica é sempre bem vinda. Parece lavar a alma e não lava coisa nenhuma. Não é nada. É mais alienante ainda.

E aí o Danilo Gentilli paga de corajoso por enfiar um microfone na cara do Arlindo Chinaglia e perguntar sobre sonegação. Ah. Zé Serra passando na rua, até eu já xinguei.

 



Escrito por Mary W. às 18h49
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Eu nunca assisti CQC mas intuía que era algo ruim no estilo Pânico. Que eu demorei pra assistir também e quando vi, perdi um pouco mais de fé na humanidade. Nomes como Rafinha Bastos e Danilo Gentilli nem faziam sentido pra mim. Eu achava que era o programa do Marcelo Tas, que também não considero grande coisa. Enfim. Ontem eu li no blog da Marjorie que houve uma resposta ao comercial da Skol gravado pelos dois. De um outro comediante stand up e aí linkava pro blog do Gravataí e lá tem o resumo da ópera. Eu não achei grande coisa a resposta. Mas não tinha visto os comerciais. Porque não vejo TV. E nossa. Não é que são ruins. São CONSTRANGEDORES. Não tem graça nenhuma mesmo. Não se trata de politicamente correto ou incorreto. É simplesmente péssimo. Daí nos comments dos vídeos dizem que os comediantes são ótimos e que o formato os engessou. Então fui procurar os vídeos deles sem gesso. E nossa. O mais assistido do Rafinha Bastos é um sobre casamento. Nem vou usar como parâmetro. Porque é sexista e pode ser que eu tenha mau humor com isso e tal. Daí peguei um outro também dos mais assistidos. Sobre violência. E ele abre dizendo que pensou em ir pro Rio de Janeiro e quando olhou sua carteira tinha sumido. Que o crime lá é organizado e que quanto ele foi assaltado, lhe entregaram um recibo. Daí comenta sobre uma bala perdida em Buenos Aires. E acrescenta que não tem bala perdida lá. Toda bala que mata um argentino foi muito bem utilizada. Socorro. Não é possível que a chata seja eu. O tal do Danilo Gentilli. Não sei. Mas parece que a graça dele é ter sotaque caipira. As pessoas ainda não se acostumaram como o nosso "R". E toda vez que alguém com esse sotaque aparece já vira logo simpático e engraçado. Até quando essa piada? Sou caipira e meio tonto? As entrevistas que ele faz em Brasília. Nossa. Nível Homer Simpson de politização. E ainda usa uma manifestação dos funcionários dos Correios pra fazer gracinha. Não é possível que isso tenha virado hype.

Eu não linkei nada porque já entendi. Que pra publicidade mesmo quando você fala mal, o importante é dar link. Claro que um link meu não é nada perto do sucesso avassalador que eles fazem. Mas decidi mesmo parar de contribuir com o tal de fale mal, mas fale de mim etc.



Escrito por Mary W. às 18h19
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Achei tão legal. Quando o líder entra no quarto, geralmente há uma brincadeira de coroação. E um amigo coloca o colar no pescoço do líder etc. E não tinha ninguém pra colocar o colar na Josi. E eu achei algo a cena. Porque ela pareceu mais forte que os outros nessa solidão. Achei algo mesmo.

O grande momento será ver. Se a Milena vota na Ana Carolina ou se vai ter medinho.

Big phone vai dar uma imunidade. Isso vai ser *a* encheção. Que a Ana não atenda. Porque vai ser legal ver como o emparedado vai se comportar no confessionário.

Vomitei.



Escrito por Mary W. às 18h04
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É muito complicado pra mim lidar com inclusão social. Porque, com bastante propriedade, a pedagogia colocou a inclusão como ponto de honra. E a sala de aula é um ambiente que vai além do aprendizado então. Acho que todo mundo percebe e concorda com isso. Daí que todos que quiserem participar de uma sala de aula, podem. Então eu tenho um aluno cego. Ok. E daí ele tem problema pra fazer o exercício da minha disciplina. Porque é online e o portal usado pela faculdade não tem qualquer serviço nesse sentido. Daí a gente tem que ver como faz. É nosso problema incluí-lo. Então minha chefe foi na associação de deficientes visuais. E transformou o material prum software feito exclusivamente para cegos. E o aluno disse que preferia o material em mp3. Porque a gente entrega a aula em vídeo. E ele, com certa razão, disse que mp3 é mais prático, que roda em mais equipamentos e tal. É verdade. Daí que nós entregamos um cd-rom pra cada aluno. E pra ele entregamos quatro. De tanta coisa. Ele estava super hostil no começo. E agora tá super contente. Que é uma coisa que meus alunos deficientes têm. Um profundo mau humor no começo. E a certeza absoluta de que ninguém fará porra nenhuma para incluí-los. Eu tive uma aluna deficiente auditiva que no começo também era só hostilidade. Até chegar o intérprete etc. Ela é super inteligente, essa ex-aluna. Formou-se e passou direto no mestrado numa universidade pública. Mas ela era profundamente brava. E dava tapas na carteira toda vez que eu falava alguma coisa virada pra lousa. Eu lido com essa inclusão. De deficientes visuais e auditivos. E estou mais do que convencida que sou eu mesma que tem que fazer, junto com a faculdade. A adequação do material didático*. Mas então começou com o governo Lula mesmo. Uma outra inclusão. Que vem a reboque da democratização do ensino superior. Que é a tal da Universidade da Terceira Idade. Consiste em estimular véios e véias a ir pra faculdade. E eles vão. E verbalizam. Que pra eles funciona como uma terapia. Que antes a vida era tão solitária. E eles fazem tudo quanto é curso. E daí você tem na sala de aula uma pessoa que está ali for fun. Isso já me enche sobremaneira. Porque eu sei que o nível de ensino está bem ruim. Mas a gente tenta, né? O professor de bioquímica, por exemplo. Ele dá aula de bioquímica. Ele não finge nada. É bioquímica. E não é divertido. Não é passatempo. É uma matéria puxada, com monitores e laboratório e grupos de estudo. Enfim. Eu não sei qual é a função da escola. Acho complicadíssimo definir. Mas a gente trabalha, na faculdade, com um horizonte de formar o profissional. Não sei se é o melhor horizonte. Não sei se o profissional se forma sozinho e a faculdade deve ser uma espécie de vitrine de conhecimentos variados. Não sei. Mas eu sei que pessoas mais velhas são bastante radicais dentro da sala de aula. Ou tem um nível altíssimo, a ponto de irritar a molecada. Ou tem um nível baixíssimo, a ponto de astravancar o desenvolvimento da disciplina. Fora os casos. Como uma aluna bem mais velha que perdeu o marido. E entrou em depressão. E daí o irmão resolveu pagar a faculdade pra ela. E ela usava então a faculdade pra sair da depressão. E tirava as piores notas do mundo. Mas era sempre um caso delicado. Porque véia e doente. E talvez ela nunca use o diploma (psicologia). Mas ela tem. Claro que não é o único diploma mal dado do mundo. Mas. O foco dela me deixava emputecida. E agora apareceu outra. Acabou de ter um AVC**. E está toda torta. Falando mal e sem conseguir mexer as mãos. E alguém disse pra ela que fazer faculdade poderia ser bom para a recuperação. E ela está lá. Ela nunca mexeu num computador. Mas isso não é problema. Aprende-se. O caso é que ela não consegue segurar o mouse. Tem aula de computação até de magrugada na faculdade que eu dou aula. Porque eles querem mesmo fazer esse negócio de aula semipresencial. E ela vai nas aulas de computação. Ela tá adorando a faculdade. E fica lá. Alguém faz pra ela os exercícios, me contaram, porque ela realmente não dá conta. Não tenho a menor paciência com isso. Sério. Me sinto mal. Tenho culpa. Sei que não é legal. Mas minha vontade suprema é dizer "minha senhora, vai se recuperar na sua casa".  

*E eu tenho um outro aluno deficiente visual. Que se recusa a aprender braile. Já falei até com especialista sobre isso. E me disseram que aí ele tem que largar a faculdade. Porque ele é ágrafo se não sabe braile e que não pode estudar se não tem intenção de aprender.

**É pois é. Eu sei.



Escrito por Mary W. às 17h33
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Toda vez que alguém importante morre de AVC, eu fico um pouco aliviada. Porque eu penso que não foi caso de ter mais dinheiro. E que meu pai morreu porque as pessoas morrem disso mesmo etc. Toda pessoa que morre disso e sai no noticiário me causa essa sensação. E eu não falo muito sobre, claro. Por que, né? É a morte da outra pessoa. É o gran finale dela e eu não tenho que enfiar meu pai em tudo quanto é conversa do mundo. Mas, sinceramente, é nisso que eu penso.

Eu não gostava nada do Clodovil. Por conta da posição dele a respeito de homossexualidade. Que ele dizia que ser gay não é pecado, só não pode praticar. E então ele tinha optado pela abstinência. Vi ele falando isso várias vezes e parece mesmo que ele não fazia sexo. Fiquei um pouco simpática a ele quando o Pânico começou a encher o saco. Então ele foi eleito deputado com uma votação absurda, graças a isso do Pânico.  Foi uma eleição que me irritou enormemente.  Levou um monte de tonto com ele pra Câmara e agora vejo o substituto que ele nos deixou. 7 mil votos. Então tá.

Outra coisa que não tem apelo pra mim é o fato dele ser polêmico e "dizer o que pensa". Não tem apelo nenhum mesmo.



Escrito por Mary W. às 13h07
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Eu sempre me envolvo com BBB. Mas considero que Pink e Manuela são absolutas no quesito querer invadir a tela, dar sopapos nos participantes, voltar rapidamente e soltar uma bomba no Brasil. Se eu fosse heroína de HQ isso que eu ia fazer. Justiça em reality show. Eu precisaria de uma capa. Porque ó. É muita injustiça. Daí a necessidade de voar. De um lado pro outro. Com o coração fatiado e na grelha, eu vi a Naná indo embora. E a birra da Ana Carolina, batendo pé na cama inclusive. Foi algo. Desde que. Leka saiu e André Gabbeh ficou apoplético. A apoplexia do André foi bem descrita na Contracampo. Quase um filme de arte. O silêncio angustiado. Um silêncio que significou uma palestra. Considero mesmo o que melhor já foi escrito sobre *o* programa. O caso é que à Pink e Manuela soma-se Ana Carolina. Já pra mim inesquecível. As três juntas são o que de melhor eu já vi na TV. Estou muito, muito tocada com tudo isso. Muito, muito triste de perder mais um programa. Enfim. O trivial. Sensações de março.

 

Não parou ainda de chorar.



Escrito por Mary W. às 02h02
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Tô no laboratório. E dois alunos vieram aqui pra arrumar o power point de um seminário que eles vão apresentar. E montes de cadáveres. E ossadas. E eu pergunto. Holocausto? e o aluno me responde não, II Guerra.

Tipo. Ele está indo apresentar um seminário sobre.



Escrito por Mary W. às 20h42
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Olha o tamanho do Lula. Não dá pra ver. Mas aquele minúsculo ali é o Obama. A notícia, obviamente, deve ser o Fernando Rodrigues.

 

Lembrei do Gregory Peck, né? Quando ficou pronto o cartaz de A Princesa e o Plebeu. E não tinha Audrey Hepburn no cartaz. E ele mandou colocar. E disseram que ela era estreiante e tal. E ele mandou colocar. E depois ria e dizia. Que se livrou de pagar um mico. Imagina. Audrey fora do cartaz. Fernando Rodrigues é mais ousado. Tira Lula e Obama do cartaz. E manda esse olhar canastrão ainda por cima.



Escrito por Mary W. às 04h43
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Então tem esse orkut para lésbicas. E faz mais de mês que eu tô tentando entrar. A camila. é testemunha já que ela muito tem me ajudado a preencher o tal perfil. E toda vez que eu preenchia, elas negavam minha inscrição. Eu tentei de tudo. Coloquei diversas papagaiadas. Porque me recusavam alegando que minha descrição não tava boa. Daí eu colocava as coisas lá. Tipo aquelas tonteiras que alguns colocam em orkut. Sou indescritível, palavras não dão conta do meu ser. Toda sorte de bobageira eu escrevi nesse bendito perfil. Coisas que queriam dizer o quanto. Eu sou uma camaleoa e nada pode me rotular. E elas negando a minha entrada. Daí radicalizei. E coloquei assim, no perfil:

 

Capricorniana
São Paulina

 

Pasmem. Me aceitaram. Qual o critério desse povo, jamais saberemos. E um mundo sem critério parece fazer sentido para todos. Menos pra mim, é claro.

 

Mesma coisa que Par Perfeito isso aí de orkut lésbico. Idêntico. Nem sei que tanto eu me esforcei pra entrar.

 

Eu achei esse vídeo tãããão bonitinho. E eu já tinha ouvido falar dessa tal Regina Spektor. Mas uau. Não esperava que ela batesse esse bolão.



Escrito por Mary W. às 01h20
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Eu li num livro uma vez. Um moço analisando novela. E ele tentava provar pra gente. Que assistir novela é muito pobre. E então ele disse aquilo que eu nunca esqueci. Que a estrutura da novela evitava o auto-conhecimento de quem assistia. Porque a identificação era tão imediata que a seguir era sentarmos em cima do rabo e ficar julgando os demais personagens e as demais situações. Eu gosto muito de Big Brother Brasil. E uma das coisas que eu mais admiro no programa (embora me irrite) é que cada telespectador pode assistir o BBB que quiser. Há diversos níveis de sofisticação, pra apreciar. Não me coloco no topo dessa hierarquia. E nem é por modéstia. É mais porque não me interessa muito mesmo. Tentar captar a natureza humana nem nada. Eu gosto como artefato cultural mesmo. Produzido por uma cultura de massas que a gente sabe que é engessada, eu nunca acho o programa repetitivo. Embora eu esteja exausta esse ano. Por causa disso da novela. Da experiência pobre de assistir novela. E as pessoas só conseguem ver novela no Brasil. Isso é bastante interessante, se você for pensar. Porque mostra como o nosso olhar é marcado por um elemento da cultura. E como que a novela é quase que um fato social total etc. Daí que tem um lance genial acontecendo no BBB, na minha opinião. Que tem a ver com a participação da Ana Carolina. E ninguém consegue olhar a participação dela. Todos se filiam ou não a ela no esquema novelesco de identificação ou repúdio. Não existe alternativa. Não existe a possibilidade de outro olhar. E qualquer discussão a respeito é resolvida com "ela é insuportável". Insuportável pra novela, eu penso. Ou como vizinha (que o vizinho é na verdade o representado na novela e tals). Então não tem jeito algum. Se ela é mimada, merece lição etc. Me canso. E penso e discordo do que o Fernando disse.


vire e mexe encontro análises relacionadas ao programa referindo-se a trama, enredo, intriga, drama ... ou mesmo narrativa, individuais ou não... e, ao mesmo tempo, a questão do 'jogo'... que, até onde compreendo, não necessita, necessariamente, possuir uma narrativa. Acho que eu precisaria estudar Wittgenstein para poder afirmar mais precisamente.

Mas bem, pelo que leio e vejo... e pensando na narrativa... acredito que o jogo não está no programa e em seus personagens, simplesmente... mas na produção, como narrador, e o público, como si próprio. Seguindo os passo de Paul Ricoeur, que para desenvolver a linha guia entre Tempo e Narrativa parte do conceito de intriga (ou trama, ou enredo) da Poética de Aristóteles, a produção assume todos os papéis de 'armador da intriga', ou seja, quem realmente opera e dá sentido à personagens e ações.

Eu discordo tanto disso, embora apenas intuitivamente. Porque eu não consigo mesmo achar que a produção é o narrador. Aquela coisa dos personagens em busca do autor. E acham. Mas eu considero largamente que o narrador é o público. Que conta a história que quiser. Tipo fica muito aberto mesmo. E tem uma moça chamada Susan, que faz o blog oficial da Uol. Nossa, ela vê histórias de amor em todos os programas. E histórias de amor verdadeiro. E talvez seja o blog mais popular sobre isso. E aí entra o meu ponto. Que o público médio brasileiro só sabe contar novela. Não existe possibilidade de outra estrutura pra ele. Porque é a única que ele conhece mesmo. Então tudo vira novela. E vários pensadores já falaram sobre isso e eu estou longe de inventar a roda aqui. Mas me espanta, na novelização imediata que o brasileiro faz, que qualquer esforço no sentido de construir uma história alternativa, seja rechaçado. Como se houvesse uma história mesmo. Em que a identificação é pá puf. E todo o resto só existisse pra atrapalhar essa identificação. Nada mais pode acontecer. E qualquer reviravolta só serve se for pra reforçar o enredo hegemônico.


A produção arma a intriga, ela controla e cria as possibilidades dessa 'possível narrativa'... e assim como faz com os personagens da casa, faz com o personagem público... por isso que, também, vejo muita reclamação devido a 'manipulação' da produção. A revolta, para mim, é a clara impressão que o público tem que lhe foi tirado o seu papel, de sua clara participação, de sua possibilidade de jogo ou de simplesmente seguir uma narrativa...

Eu discordo disso pela mesma linha, que eu realmente acredito que a produção perde o controle. E toda reclamação de manipulação, eu acho, acontece quando a produção chacoalha a novela. E eu não sei se o público acha que seu papel foi tirado. Claramente, a Ana Carolina, esse ano, criou uma trama paralela muito atraente. E sozinha. Que fisgou um número impressionante de pessoas. Insuficiente, claro, para ganhar do enredo principal Max/Francine. Mas ela criou sozinha uma trama. E a produção teve que ir a reboque. E o público que se acomodou com a identificação imediata que teve com Max/Francine, reclama. Porque não se livrou de Ana Carolina ainda.

Eu acho também que o formato se perdeu um pouco. Mas isso deve mais ao fato de que todos sabem como se sair bem dentro dele. Os participantes, eu digo. Daí todos se estapeiam pra estrelar a novela. E cada vez mais o público sabe que eles estão se estapeando pra isso. Mas aí que reside o nó da minha análise. Eu não entendo porque o público simplesmente não se importa com isso. E continua aderindo àqueles que realizam isso da melhor forma. Eu entendo que um reality é baseado no você finge que eu não sei que você e eu finjo que você não está fingindo. E que no meio de tudo isso, a "verdade" se perde bonitamente. E é o que eu MAIS gosto mesmo no programa. Que a noção de fingimento se perca. Que ser eu mesmo não signifique nada.

Enfim. Considero as possibilidades sempre infinitas pra reality show. Porque se trata mesmo de decidir o que olhar. E como olhar. Afasto, claro, a possibilidade de "educar" o público. Nem acho mesmo que alguém precise de educação. Fiquei só com o comentário do Fernando na cabeça. E ficarei ainda. Porque embora eu considere que os realities tragam algo além. Que não podem ser estudados, talvez, da forma consagrada. Quando eu tento explicar a minha frustração com os demais olhares, eu apelo pra novela. Que talvez seja a estrutura mais tradicional de todas etc.



Escrito por Mary W. às 00h51
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Eu não tô curtindo muito o inglês mais. A turma. Tem um moleque que fala muito. Mas muito mesmo. E entrou uma aluna nova que é *a* gata. E ele piorou muito depois que ela entrou. Fica falando compulsivamente. E faz questão de não falar em inglês. Mesmo o que é mais fácil. Pra fazer graça pra ela, eu imagino. Daí ele tumultua demais a aula. Embora seja uma turma mais velha que a outra, pra mim não rende. Tudo dispersa. Hoje tinha lá uns anúncios de shows. Com hora, local etc. E daí você tinha que marcar no mapa e na agenda o show. Isso tem que ser feito rápido e blá. E os shows estavam classificados. E um show de bossa nova estava classificado como jazz. E aí o povo pra se mostrar entendido começa a dizer que bossa nova não é jazz. Tipo discordando de livro didático. Ok. Mas eles fazem isso em português e, sinceramente, não me interessa. Estou querendo defender a bossa nova enquanto gênero autônomo em inglês. Não dando, nessa aula, calo a boca. Então a professora, que é realmente algo, o material que ela prepara é sempre melhor que o do livro etc. Então ela levou Thriller, do Michael Jackson. O clip e a gente tinha que transcrever trechos e coisas assim. Um monte de coisa. Eu adorei fazer isso. Tem Vincent Price no meio e blá. Daí foi. E então adentramos o universo de terror. Lobisomen, fantasma, zumbi etc. E teve um caso famoso aqui na minha cidade. De um lobisomen que assombrava um bairro classe média. Várias pessoas viam o lobisomen. Ocasionalmente ele atacava. E o radialista mais famoso da cidade decidiu embarcar nessa cruzada. E ele ia pro bairro à noite e transmitia o programa, que era uma caçada. A cidade viveu isso muito intensamente. E quase todo mundo curtiu. Menos meu pai que ficava puto. Enfim. A professora levou essa história, tão conhecida de todos, pra aula. Cara. Pra gente discutir em inglês, né? Nossa. Ficou todo mundo falando dessa porra em PORTUGUÊS. E ninguém parava. E juro que perdemos meia hora nisso. Meu cu.

Eu realmente não queria fazer aquele papel CDF, sabe? De dizer estou aqui pra aprender inglês e não pra saber da sua vida. Não vou fazer, mas fico com vontade.



Escrito por Mary W. às 19h02
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36 milhões de visitas.

Mallu Magalhães deve ter se rasgado. E eu arranjei o que fazer segunda-feira. Flogão da Cumbio, por supuesto.

Os floggers não são "como hippies ou punks, que tinham ideais de lutar para mudar o mundo", disse Maria Jose Hooft, que escreveu um livro, "Tribus Urbanas", sobre as subculturas jovens na Argentina. "Os floggers não querem mudar o mundo. Eles querem sobreviver, e querem desfrutar seu tempo o melhor que puderem."



Escrito por Mary W. às 10h44
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Linkaram o post ali, do Doritos, na comunidade do TDUD. E aí eu vi no sitemeter e fui ver. Basicamente, na comunidade, dizem que não viram nada demais no comercial. Que YMCA é uma música cafona e que a dancinha é cafona. E que dá vergonha alheia mesmo porque sempre aparece alguém cafona pra dançar quando a música começa. Eu até deixei um comentário, mas acabei apagando. Não existe ninguém no mundo, hoje, menos disposta a debater uma coisa qualquer que eu. Então o que acontece é que, num fórum super bombado, onde a presença maciça é de viados metidos a descolados, eles não sabem.

1) o que significa YMCA.

2) que Village People faz uma provocação clara e inequívoca na música.

3) que a música foi apropriada pelo movimento gay e tornou-se um dos elementos mais conhecidos e pitorescos da subcultura GLS.

Veja que não estamos discutindo o significado e a simbologia de Werner ou da obra de Goethe. Não se trata aqui de falar de Dante e do significado das portas do inferno. Estamos falando do grupo mais bicha de todos os tempos tirando um sarro gigante do moralismo religioso através da Associação Cristã de Moços. Que publicitários não saibam isso, já que eles lidam diretamente com imaginário, me parece grotesco. Que os consumidores não saibam isso me causa uma profunda sensação de eu sou uma ilha. Veja que quando a pergunta é "será que Village People é gay?" estamos entrando num terreno de ignorância a respeito do que aconteceu no mundo recentemente. Ninguém tá falando de mitologia grega. É uma coisa contemporânea. Quem dá aula, sabe. Que a falta de informação dos alunos acerca de ciências e história é alarmante. Mas tudo pode piorar. Conhecimento de cultura pop massificada virou artigo de luxo. Citar pica-pau torna-se algo sofisticado. Sinceramente, cago para onde o mundo vai parar. Idiocracia é sempre a minha aposta. E já faz tempo.

Fui lá na comunidade agora. Eles estão explicando pra gente o que é homofobia. Oh, deuses. 



Escrito por Mary W. às 20h46
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Porque eu estou com uma ressaca histórica, fiquei prostrada em frente à TV. Lendo a revista Veja enquanto o Faustão falava aquele monte de bobagem nonsense. Então Victor Belfort está lá no Faustão. E para educar a população o Faustão tenta perguntar pro Belfort a respeito de violência. Tenta. Porque não conseguiu. Eu intuo que o Faustão queria perguntar sobre esses moleques que lutam jiu jitsu e que arranjam briga na rua e blá. Mas ele não conseguiu articular a perguntar. Victor Belfort, por sua vez, não conseguiu articular a resposta. Só falava que esporte é disciplina e respeito. Uma coisa assim. Falar de idéias é difícil mesmo. Conselho que não é meu. Acho que é do Schopenhauer. Converse sobre fatos, que é mais simples. Discutir conceitos é para poucos, contar histórias é mais democrático. E o Belfort tentou contar uma história. Que ele foi numa churrascaria com o filho dele. E o menino começou a apanhar. O filho do Belfort. E nada mais me lembro. Uma série de frases desconexas. Sobre o pai do moleque que batia. E sobre o filho não revidar. E depois revidar. Revida, não revida. Sei lá. Não sei nem onde é a tal churrascaria. Rio? São Paulo? E o que se deu lá, ninguém JAMAIS saberá. Porque Victor Belfort não dá conta de narrar. E os dois ali. Com audiência de 12 milhões de pessoas (segundo a Veja), falando nada.

 



Escrito por Mary W. às 20h42
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BBB tomando todo meu tempo. Batalha contra estupidez. Volto quando milhão Santa Catarina. Até lá telegrafo. Vote fazendo favor. Nada tão importante pra mim. Obrigada. Confio. Luta continua. Deus se existe abençoa.



Escrito por Mary W. às 00h48
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Quando eu era pequena todo mundo me explicava que eu não era carioca, mas eu nem ligava. Eu torcia pro Flamengo por causa do Zico e ponto. E não me conformava mesmo que alguém ignorasse Zico e torcesse pra outro time porque ele me parecia tão acima dos outros jogadores etc. Daí eu cresci um pouco e minha vocação pó-de-arroz foi se afirmando. Então tomei nojo desses times de massa e de arquibancada chacoalhando. Mas o Zico eu nunca esqueci e só fui ter um ídolo dessa proporção quando os jedis derrotaram Darth Vader e um deles resolveu ser goleiro. Não bastando, virou artilheiro. Enfim. Paradigmas? Quebramos. As metas mais bem guardadas do mundo. Daí tava fazendo as unhas, agora a pouco, e a Marina chegou anunciando. Ela é sãopaulina, e não poderia ser diferente. E aí ela anuncia. Vou virar corinthiana. Lasquei meu esmalte. Tá loca?, perguntei. Eu quero ser corinthiana, repetiu. Por que isso agora?, é a pergunta meio que óbvia. Por causa do Ronaldo.

JU-RO POR DE-US.

*O* decadente. Só prova uma coisa pra mim. Esses gols todos que ele anda fazendo. Meu olho gordo não pega mesmo. Porque o tanto de urucubaca que eu jogo. Nossa. Era pra ele andar tropeçando.

Que bonitinha essa foto.

 

E como a semana parece dedicada a promover a intolerância. Vai aí mais uma contribuição no sentido de mantenha o mundo um lugar estúpido. (E fique claro, aí, que nem estou falando mal da Gaviões. Quero que a Independentes se foda na mesma medida etc).

 



Escrito por Mary W. às 14h05
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\o/

 

 

Agora vai, hein? Que Beatles o quê.  Que Rolling Stones o quê. Nunca houve banda como essa. Maiores do mundo :)



Escrito por Mary W. às 15h45
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Uma coisa que pode não significar nada ou pode significar algo. Eu trabalho hoje, basicamente com inclusão digital. O maior problema dos meus alunos com a minha disciplina é o fato dela ser online. Não é um facilitador pra eles. Pelo contrário. Eu conto 20% de alunos que tem problema para lidar com a ferramenta computador. Isso num universo de 1000 por ano. Duzentos então. Que são aqueles que me procuram com dúvidas estúpidas. Que não conseguem abrir um arquivo porque não tem o Acrobat instalado. Coisas assim. Eu investigo quando tô com saco e sei mais ou menos que é gente de classe média baixa que fez questão de comprar o computador e colocar internet JUSTAMENTE pra auxiliar no estudo dos filhos. Não é muita informação ser de classe média baixa porque praticamente todos os meus alunos são. Gente mais velha também vive aí, no categoria dúvidas estúpidas. E o espírito é o mesmo. Comprou o computador porque sabe que é importante praticamente. Tipo pra manter-se na posição ou subir na pirâmide. Essas pessoas mais velhas dão TANTO trabalho que eu nem vou começar o resmungo. Pra não atrapalhar o sociológico wannabe do post. O interessante, obviamente, é que essas pessoas querem muito aprender. Então me procuram muito. Eu tenho até um cursinho montado pra elas. Explicando o que é. Software, hardware, TICs e o escambau. Só que. Qualquer movimento brusco que você faz, quebra as pernas desse povo. Tipo então entra a aula no ar (de 15 em 15 dias). E aí eu resolvo colocar um vídeo sobre o assunto na aula. E eu fiz isso nessa aula. E não tem como hospedar no Portal, o vídeo. Então coloco no youtube. E tem que clicar e abre em outra janela. Rapaz. Isso causa um transtorno realmente grande. Parece que você mudou as regras. Eles verbalizam isso. Agora inventou isso de youtube. Eles falam assim. Bem agora que eu tava aprendendo, inventaram isso. O sujeito indeterminado sempre sou eu. Daí você vê que o uso e o acesso deles tá tão longe do seu uso e acesso. Que tipo falta muito para que eles sejam digitais. Pra eles o computador é uma imensa apostila que faz barulho. Ou sei lá. Daí tem outro número. Aqueles que NÃO acessam de jeito nenhum. Ano passado, 25% dos alunos não fizeram qualquer atividade online. E ficaram de exame e tomaram pau e agora estão de dp e a dp é online. Enfim. É super complicado pra mim claro. Porque é alguém que chega aqui e diz que não sabe mexer no portal. Eu sento o cara num pc e digo conecta aí com o seu RA e vamos juntos, passo a passo. E ele fica me olhando. E segura o mouse como se fosse tacar em alguém. E eu penso fo-deu. A gente aí monta um horário pra pessoa. E tem monitor que faz isso aí de ensinar. Adianta bosta. Eles raramente voltam. Esses eu investigo mesmo. Mora onde, fulano? Faz o quê? E a mãe?. Claro, a maioria é da zona rural. Ou pai e mãe são da zona rural. Daí que eu tenho esse número aí. Que quase metade dos meus alunos tem algum problema como fas com computador. E aconteceu uma parada genial. Por isso que eu tô falando. 25% ano passado de não-acesso. E esse ano, o primeiro relatório chegou ontem. E tivemos, na primeira atividade, 22,5% de não-acessos. Eu fiquei uau. Porque veja que é um número que tende a diminuir até. Primeira atividade, tem gente que corre atrás ainda. O número do ano passado é a média do ano inteiro. Daí primeiro eu pensei que é geracional o motivo. Que quanto mais novos, menos problemas eles tem e tal. Mas parece errado isso. Porque daí diríamos que o analfabetismo digital tende a desaparecer à medida que os velhos forem morrendo. Não é verdade por conta do outro analfabetismo mesmo. Que é uma torneira que não fecha, segundo o Cristovam Buarque. E eu sei que pobrema social não se resolve na base do deixe estar que se acomoda. Daí minha chefe me deu os parabéns. Ela falou, nossa, como foi bom o trabalho esse ano, veja só os números e tal. Agradeço, mas é mentira. Tipo eu trabalho bastante nisso aí. Mas esse aluno que não acessa não tem jeito de fazer um bom trabalho. Porque ele não dá conta de acompanhar nada. Ele não sabe o que significa clica aqui, baixa esse arquivo, abre a janela. Nem entra aí no contexto de internet ele consegue entender. Daí que não depende de mim mesmo. E meu trabalho individual é muito bom. Estamos em três professores agora e os números da minha disciplina são sempre melhores. Tipo nunca fiquei nem em segundo lugar em nenhum quesito. Mas esse aí de não-acesso é bem fixo e não depende mesmo. Então só restaram eles, né?

Um beijo, presidente Lula.

Um beijo, governador Zé Serra.

 

Nossa. Olha o cara. Meus dois livros preferidos na vida, acho. E eu não tinha nenhum dos dois no pc.



Escrito por Mary W. às 14h43
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E como parece que é mesmo a semana da cruzada. Nem posto no outro blog porque sinceramente não é meu tipo de "campanha". Mas aí a Ana Maria Braga perguntou pros BBBs o que eles achavam do caso da menina de 9 anos. E todos se posicionaram e o Max preferiu não fazê-lo. Assunto para o outro blog o quanto ele não se posiciona nunca. Mas ele é um rapaz descolado. Artista plástico. E a gente não espera. Que depois de acabado o Mais Você ele vai dizer. Que estupro acontece mesmo no Nordeste. Porque é um lance cultural. Estupro. É cultura. E coisa de pobre, course.

Sabe. Eu acho que as pessoas não podem abrir a boca. Porque delas só sai sexismo e homofobia. Racismo e intolerância. Por isso que a gente vai mesmo desistindo de conviver. Eu acolho um pré-cconceito. Ignorante. Quando a pessoa parece realmente nunca ter pensado a respeito. E ter sido criada num caldo em que a exclusão é parte da explicação do mundo. E essa pessoa precisa fazer todo um trabalho de reflexão e blá. Mas preconceito quando vem embalado em opinião e argumento. Nossa. Mas faz querer aquilo. Aquece logo, planeta. Invade logo, água. Não deu certo a experiência humana na Terra.

E tudo o que eu vi essa semana foi isso. Preconceito muito bem embalado.

Junguianamente eu acredito que todas essas manifestações de intolerância de gênero tem a ver com o dia internacional da mulher. Há essa imensa reação.



Escrito por Mary W. às 05h17
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A Cam me contou a novidade. Que há, agora, um departamento de humor no Vaticano. A aberração é tão sem sentido, que eu realmente ri disso tudo. Mostra mais da igreja como ela é e tal. Mas aí eu vi na Marjorie. Que alguém falou que Betty Friedan sempre defendeu isso. Que eletrodomésticos libertaram a mulher. A própria Marjorie e a  Cynthia, rapidamente, já explicaram o que a Friedan tinha a dizer. Mas como eu já tinha escrito isso, resolvi postar. Como tô realmente ocupada essa semana, peço desculpa. Por não transformar em post. Daí fica em texto então. Porque ela já morreu, né? Na memória dElas, não deixo pisar. Por aquele motivo. Enquanto viveu, lutou por você. Etc etc etc.

 

 

Com um terreno amplamente favorável para a mística feminina, no qual a sociedade exaltava as importantes funções da mulher em casa, junto da família, apenas um papel feminino não foi explorado pela imprensa e  pela academia. É precisamente neste aspecto que Friedan compreende como a mística adquiria deu poder, ou seja, quem estava por trás dela. A principal função da mulher como dona de casa é fazer compras para a família: ela é a principal cliente, em todos os setores.

Ao visitar um instituto de orientação motivacional* , a autora se deparou com fatos contundentes: eram inúmeras as  vantagens de se manter a mulher no lar, já que a falta de personalidade e o  vazio existencial  traduziam-se em consumo desenfreado; se corretamente manobradas, as donas de casa são capazes de obter "senso de identidade, objetivos, criatividade, auto realização e até satisfação sexual por meio da aquisição de objetos"** . O instituto especializara-se em estudos destinados à indústria e ao comércio e mantinha  em seus arquivos cerca de 300.000 entrevistas minuciosas com donas-de-casa americanas.

O início dessas pesquisas aconteceu com o fim da guerra, pois o material bélico teria que ser substituído por bens de consumo gerais. Com uma amostragem de 4500 mulheres de classe média, educação ginasial e universitária, classificadas como: A Verdadeira Dona de Casa, A Mulher Profissional e a  Dona de Casa Equilibrada, chegou-se à seguinte conclusão:

No primeiro tipo, se encontravam aquelas cujo único interesse é o trabalho doméstico, manter a casa organizada e confortável, se julgam indispensáveis: 51% das mulheres se encaixavam neste perfil, número que estava em franco declínio. Consistiam no maior mercado de objetos domésticos, porém relutavam em  aceitar novidades por temer que seu trabalho se tornasse obsoleto.

No segundo tipo, concentrava-se uma minoria que, mesmo que não trabalhasse fora de casa, desejava fazê-lo, tinha uma postura crítica em relação ao trabalho doméstico, considerando-o perda de tempo. Do ponto de vista do mercado, eram nocivas e os anunciantes foram avisados de que esse grupo não devia se ampliar.

No terceiro tipo, estava um grupo emergente, mulheres que possuíam algum interesse externo ou haviam trabalhado antes de se tornarem donas de casa. É o tipo ideal do ponto de vista do mercado, pois está em ascensão, e aceita prontamente a ajuda de eletrodomésticos.

O estudo conclui, então, que a  Dona de Casa Equilibrada representa o mercado de maior potencial, e o fabricante deveria incentivar seu crescimento, convencendo as mulheres das vantagens de se pertencer a esse grupo.

*Instituto de Pesquisa Motivacional , Westchester.
** Friedan, obra citada. p.182 . "E vi  a americana como vítima  de um terrível  dom , o poder aquisitivo."



Escrito por Mary W. às 02h49
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Todo mundo vive falando da crise do jornalismo por aí. E a crise da publicidade ninguém menciona. Como se fosse natural que pra vender qualquer coisa, apelar fosse uma estratégia. Eu entrei em contato só a semana passada com um conceito publicitário que eu não conhecia. Chama-se Diversão! (entretenimento, funny), o tal conceito. Escrito assim mesmo. Com esses parênteses todos. Aparentemente é um coringa que permite ao publicitário se aventurar em caminhos preconceituosos com o pretexto de arrancar gargalhadas de alguém. No Brasil, é arrojado ser politicamente incorreto. É corajoso ser machista e homofóbico. Porque se a Elma Chips coloca um saco de Doritos na minha cara, para poupar meus amigos da informação que eu sou lésbica. Se ela faz isso e se eu reclamo. Eu, supostamente, estou patrulhando. E não tenho senso de humor. E nada pode ser feito. Porque não pega mal pra Doritos tudo isso. Toda essa reclamação. Pelo contrário. Cada vez que alguém clica e assiste esse vídeo, a empresa considera que abalou bangu. E assim por diante.

Tô tão ocupada que nem li tudo a respeito. Só me senti *a* pior com isso. Multinacional ensacando a minha cara. Me faltava mesmo.



Escrito por Mary W. às 17h58
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Eu vi o post no Feito à mão e fiquei doida de vontade de postar um trecho do livro Idade Média, Idade dos Homens. Porque eu me lembrei que nesse livro há relatos de cartas e anotações dos padres para as mulheres casadas na Idade Média. E eu queria postar uma. Aí fui procurar esse livro, no sábado. E não achei. E revirei tudo. Daí eu tava na biblioteca de casa e era do meu pai essa biblioteca. Ele que bolou a planta. E ele que fuçava e arrumava numa ordem toda maluca. Cronológica de aquisição, era a ordem dele. Daí eu pedi pra ele. Porque já rolou isso depois que ele morreu. Eu ficar doida atrás de um livro. E de repente panz. O livro aparece. Daí eu disse assim. Pai, se você está mesmo em algum lugar, faça o livro do Duby aparecer e eu saberei que da outra vez não foi coincidência. E hoje eu chego aqui na faculdade e o livro estava em cima da minha mesa, na minha sala.

 

Pode ser que eu tenha esquecido de propósito que o livro tava aqui, eu sei. Pra poder fazer essa papagaida aí. Eu sei que pode ser isso. E que eu não ando mesmo muito bem em relação à morte dele e que pro meu inconsciente me dar balão, não custa. Mas aconteceu isso. E eu nem tinha pensado nesse livro. Só pensei quando li o post. Enfim. Eu sei das coisas. Dos nervos e tal.



Escrito por Mary W. às 10h30
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Tanta preguiça do mundo que eu já nem sei o que fazer com a minha torcida. Pra que acabe logo.

Dia paradigmático do formato twitter, acho. Foi muito mais ágil acompanhar a manifestação contra a ditabranda por lá. Foi melhor que acompanhar pelos blogs. Vídeo, áudio, imagem, texto. Tudo.

A pessoa que eu mais gosto de seguir no twitter é a Lucila.



Escrito por Mary W. às 16h48
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Nossa. Como eu odeio caretice. Sério. Não tô podendo mais. A gente olha e oh, o mundo avançou tanto. E dali a pouco parece que não avançou nada.

 

Eu acho que não posso falar sobre médico e crianças e sei lá mais quem terem sido excomungados. Minha opinião sobre isso, noto depois do auê, é muito polêmica. Eu realmente não sabia que era. E não quero, claro, ser a polemista num assunto tão dolorido. Mas francamente, né? Vamos pensar mais. Porque eu já sabia que aborto dava excomunhão. Então, né? Episódio didático, né? A Igreja NÃO serve pra mim. Porque assim é a igreja. Ela É assim. Tipo aquele grupo patético. De Católicas Pelo Aborto. Oi? Vou entrar então pro Feministas Pela Violência Doméstica. A gente precisa se posicionar pelo menos um pouco nessa vida. Pelo menos um pouco. Todo mundo acha bonitinho vestido de noiva e batizado. Pois é. Vamos cair fora das igrejas. E quando elas nos expulsam a gente vê melhor que ela não serve pra gente. Veja que eu não digo que não serve pra mim. Digo que não serve pra ninguém. E fica essa caretice agora. Do pessoal querendo que a igreja aceite de volta. Ai. Igreja a gente não reforma. A gente explode. Uma coisa assim. Melhor não conversar esse assunto.

 



Escrito por Mary W. às 21h17
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O Villa, que escreveu o artigo ontem na Folha, foi meu professor na faculdade. Ela dava aula de História e, ao contrário do quis parecer na Folha, não tem trabalho na área de ditadura. Ele é um dos maiores especialistas brasileiros em Guerra de Canudos. Eu nunca fiz disciplina com ele, na graduação. Me arrependo, porque queria saber mais história. Acaba que o curso de ciências sociais, como contempla as três (política, sociologia e antropologia), fica muito aberto. E eu só queria saber de fazer matérias chamadas Memória e Imaginário e coisas assim. Eu fiz a optativa de ditadura, entretanto. Mas não foi o Villa que ministrou. PORQUE ELE NÃO É DA ÁREA. O João Roberto que dava essa matéria. O Villa dava aula de movimentos sociais rurais tipo Canudos. Na disciplina de Movimentos Sociais e blábláblá (esqueci o nome inteiro da matéria), ele fez uma participação especial. Deu uma das aulas, pra falar de Canudos. A professora era a Norma. E ela quase me fez chorar no seminário. Daquele livro do Alain Touraine, Palavra e Sangue. O Villa tem uma memória fenomenal. Dessas de poder participar de circo mesmo. E uma profunda cara de tonto. Eu nunca gostei dele. Nunca me interessei mesmo em fazer nenhuma disciplina que ele oferecia. Esse jeito de tonto dele não era tão ruim. Tinha um quê de carisma. Dá um pouco de pena dele. Daí, Canudos entrou na moda. Por causa da minissérie e tals. E o Villa começou a ficar "famoso". Até no ele foi. Não parou mais. Vive escrevendo na Folha, dá entrevista pra Veja. E ele adora. Tipo ele tem essa vaidade. Alguns amigos meus eram DOIDOS pelo Villa. Doidos. A fer, que vive comentando aqui, era uma. Acho que ela fez todas as disciplinas que o Villa oferecia. Eu fui da turma da fer na graduação. E a gente não poderia ter feito um curso mais diferente. Eu fazendo todas as softs da paróquia. E a fer fez TODAS as optativas de economia e história. Que são *as* hards. Eu não fiz nenhuma de economia. Nenhuma mesmo. Eu mal fiz as obrigatórias. E a única vez que eu fiquei de "recuperação" na minha vida foi de Economia Clássica. Com um biruta chamado Ramón. Que era espanhol e tinha lutado na Guerra Civil e tudo. E depois foi pra União Soviética "estudar". Ou aparelhar-se. Ou sei lá. E então conheceu a Marly. Professora de história e que também estava por lá se aparelhando. Na verdade ela cumpriu o exílio lá. E ele veio embora pro Brasil com ela. Pra tentar uma revolução e tal. Eu vivo citando a Marly por aqui. Porque ela é o ser humano mais inteligente que eu conheci. Por isso também que eu não vi a fuça do Villa durante a graduação . Eu fazia as matérias obrigatórias com a Marly. Acho que era isso pelo menos. Eu fiz 4 matérias com ela. E duas com o marido. Havia um forte boato no campus que Marly e Ramón eram stalinistas. Ela morria de rir quando perguntada sobre. Acontece que eles estudaram na URSS com o assassino do Trótski. Sério. Era da classe deles o cara. E a gente ficava óóó com qualquer coisa comunista. Menos com economia clássica comunista. Que eu quase tomei pau. Daí cheguei na sala do Ramón. De recuperação. E ele bien, puedes fichar El Capital. E eu fiz q. E perguntei. Inteiro? E ele ficou em dúvida. E disse. No, no, solo el primer tomo. E eu fichei in-tei-ri-nho. E ele marcou no dia 14 de janeiro, pra pegar o fichamento e fazer a prova. É o dia do meu aniversário. E eu cheguei na hora marcada. E ele pegou o fichamento, que tava super bem feito, da minha mão. Jogou numa gaveta. E me desejou boas férias. E eu não acreditei que perdi realmente tempo lendo O Capital nas férias. E fichando. Daí que eu ficava mais com esse povo. Não ficava muito com o Villa, na graduação. Eu era meio da turma da Marly. Ela foi minha orientadora de tudo que eu fiz na vida e eu entrei no mestrado na "cota" dela. Ela me adorava. Eu a amo com a mais profunda reverência. Daí só fui cruzar o Villa no mestrado. E nem foi uma matéria. Foi um módulo que ele deu, de metodologia. Ele deu pra gente Método Historiográfico. Eu o achava profundamente tonto. E eu guardei da matéria pouca coisa. Me lembro dele contando que escreveu um livro sobre Pancho Villa. E que todos ficavam perguntando se eles eram parentes. E ficava falando sobre como foi que ele se destacou em Canudos. O que ele fez de diferente com os documentos, que estavam todos ali. Esse trabalho de olhar e reorganizar dados dando a eles uma relevância insuspeita. Você não tem noção do QUANTO a pesquisa de Canudos dele é importante no mundo inteiro. A Marly gostava do Villa. Era isso que eu queria dizer. Deu pra sacar quem é a Marly acho. E eu já contei mil coisas dela aqui. Inclusive como ela escapou de ser presa e tal. E ela gostava dele. Ela se divertia com ele. E quando alguém ia falar mal do cara pra ela, dizia "ele é o nosso Robespierre, tenha paciência".  Daí quando eu vi a carta da orientadora do Villa na Folha de hoje. Lembrei da Marly.

Ditadura
"Estranha a ideia de que uma discussão conceitual poderia propiciar uma revisão da nossa história mais recente. Eis que aqui, abaixo do Equador, uma ditadura tem tantas especificidades que até parece razoável perguntar por que os intelectuais se omitiram quando colegas foram aposentados compulsoriamente. Infelizmente, quem está escrevendo uma ópera-bufa é o meu amigo Marco Antonio Villa ("Ditadura à brasileira", ontem). Historiador de mão cheia, que conheço em primeira mão por ter sido sua orientadora, sei que ele bem sabe que os intelectuais não estavam omissos. Alguns estavam produzindo os atos institucionais que permitiram as aposentadorias. Muitos outros apoiavam ou incentivavam a ditadura e as aposentadorias. Outros tantos reagiram. Sergio Buarque de Hollanda, por exemplo, queria realizar uma passeata de protesto até a reitoria. O grupo de professores que trabalhava com meu pai, Florestan Fernandes, quis apresentar uma renúncia coletiva. Nem passeata nem renúncia foram aceitas por Florestan. Macaco velho que ele era, aprendeu com as lições da Universidade de Brasília e se opôs veementemente a qualquer reação que, naquele momento, ajudaria a ditadura a destruir um trabalho coletivo construído em anos de dedicação à universidade. Foi assim que esses intelectuais compulsoriamente aposentados contribuíram para manter o padrão de qualidade da universidade onde Villa fez sua graduação e pós-graduação." HELOÍSA FERNANDES , socióloga, professora aposentada do Departamento de Sociologia da USP (São Paulo, SP)


Pra mim o que fica do artigo. Lendo a carta e lembrando do tom divertido com que a seríssima professora Marly falava dele é isso. Ele é um moleque. Não entra no debate acadêmico de fato. Porque só faz molecagem. Estudou Canudos como ninguém. E agora vive de colher esse louro. Nem vou falar sobre ele ter OMITIDO Canudos na minibiografia ao pé do artigo. Preferiu dizer que escreveu Geisel, um perfil. Que vergonha.

Parece até que ele escreve um artigo desse pra irritar. Pessoas como Heloísa Fernandes e Marly Vianna.

 

Engraçado que até hoje. Meu trabalho é mais soft e o da fer é mais hard.



Escrito por Mary W. às 15h30
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Cotovelos em chamas. O Hernanes tá PREFERINDO passar a bola pro Washington. Tipo é a primeira opção dele. Eu ainda não consigo comemorar gou do Washington. Os três pontos, comemoro. Rogério Ceni voltou mostrando serviço. E o Muricy continua com medo de goleada. Ele fica tenso quando o São Paulo tá ganhando e ataca.

Assim. Goleada na Libertadores. Sorry, periferia.



Escrito por Mary W. às 03h34
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Tostão falou que Ronaldo entrou no gramado mas não voltou pro futebol. Sócrates disse achar a volta precipitada. E aí o Juca:

Menos mal.

Não enlouqueci.

Vai se fuder, né? Quando o Corinthians contratou ele não escreveu um artigo sobre. Ele fez um POEMA. Uma ode. E agora finge senso crítico. E no primeiro post a respeito disse que o Douglas perdeu a chance de entrar pra história do futebol. HISTÓRIA DO FUTEBOL. Ele precisa decidir se analisa o negócio ou torce pelo negócio. Esquizofrenia o blog dele desde essa contratação.

E quanto à precipitação. Já li em trocentos lugares que o técnico resolveu colocar em campo pra ver se ele se manca. E assume um pouco da responsabilidade. E se esforça e treina direito. E blá.

O post sobre o Douglas não passar a bola tem a melhor caixa de comments ever.

[elbarros1] [Brasil]
Qta falação pra tão insignificante assunto. Os campeonatos no Brasil estão falidos. E viva ao sensacionalismo e ao fantismo. Agora a imprensa esportiva que está quase se confundindo à imprensa marron vai ter assunto pra falar por várias semanas.Pobre Douglas, vai ficar na história pq não passou a bola pro gordo fazer o gol. jogadores do corintians Passem a bola pro gordo senão serão malhados pela imprensa o resto da suas vidas.

[hearns] [SP br]
O Douglas é um pangaré, e o Ronaldo um paquiderme ... Só podia dar no q deu : bola fora. E o juizão AJUDOU dando um penalti que não existiu.O Douglas é um pangaré, e o Ronaldo um paquiderme ... Só podia dar no q deu : bola fora. E o juizão AJUDOU dando um penalti que não existiu.

 



Escrito por Mary W. às 03h31
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Não só acertou todos os passes. O Ronaldo fes gou na estréia. Ou passou a bola pro outro fazer. Eu não preciso dizer aqui o quanto eu sou implicada com o Ronaldo. Porque eu sou e vivo dizendo. Mas ontem foi foda. Os repórteres NÃO deixam ele trabalhar. No começo do jogo. Os demais jogadores NÃO conseguiam chegar no banco de reservas. Porque o Ronaldo foi primeiro e os jornalistas tomaram conta. Daí aquela encheção da Globo. De só filmar ele e as reações dele a tudo. Deu dó. Então ele foi aquecer. Save Our Souls. Ele corria e um monte de fotógrafo corria com ele. Quando avisa que ele vai entrar. Seguranças tem que ser ativados!!! E não sem motivo. Entrevistaram o cara na beira do campo. Quando ele IA ENTRAR no jogo. Ele, numa vibe sábio chinês disse. Comento a minha estréia depois que eu jogar.

NÉ???????????????

 

Difícil demais. Nossa. Demais. E não foi uma estréia mediana não. Foi boa, eu achei. E teve gou. Que foi anulado porque o juiz inventou uma falta. O juiz ficou com medo de favorecer. Enfim. Os jogadores do Itumbiara ficaram com medo de marcar. Enfim. Vai ser difícil demais. Como já dito etc.

 

Nada é mais irritante em repórter do que justificar a falta de noção com "estou fazendo o meu trabalho". Oi? O Ronaldo também tá tentando fazer o dele.



Escrito por Mary W. às 14h03
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Baloo Blog

 

A ju falou no twitter sobre um concurso que tá rolando por aí e que entre as categorias de melhores não sei que do ano de 2008 a categoria melhor blog está lá subdividida em meninos/meninas. Não ia mas vou por ponto. Meninos/Meninas. Como se fosse banheiro. Aí tudo piora e assim são descritos

ELES: categoria Blogueiro do Ano "Blogueiro brasileiro que tenha assumido um papel relevante na sua área de atuação".

ELAS: categoria webmusa "A menina mais gata/gostosa/simpática da Internet brasileira."

Eu peguei do twitter da ju isso porque sinceramente nem tava pensando em ir até lá ver os "indicados". Acabei indo porque houve recomendação para que reclamássemos e aí retwittaram e panz e panz. Cliquei. Na boa. Melhores de que isso? De 2004? Preconceitos e merdas nunca vem sozinhos. É só olhar pra lista e ver que é clubinho de nerds. Construtores de um espaço que eu olho pouco. Mas que toda vez que olho, me salta a ausência do feminino. Como categoria yin yang mesmo. Aquilo de caretice vale sempre. Quando tem concurso de blog e eu vejo Inagaki, Cris Dias, Rosana Herman. Nossa. Já até sei que não é lugar de se amarrar o burro.

Nem vou falar sobre o ABSURDO disso. De se fazer esse tipo de concurso. Aquilo que eu falei no último post. Sobre blogs serem caminhos, estradas de links. A impressão que a gente tem é que esse pessoal pega SEMPRE o mesmo caminho. Nunca linka ou indica nada de novo. Eles não leem blogs. Quem lê blog, descobre blog novo toda hora. Nunca vejo nada de novo sair dessas listas. É aquilo também da profissionalização, acho. Como essas pessoas vivem de blog, precisam desses prêmios e blá. E um dá pro outro etc.

Isso de faltar o feminino, não significa que faltem mulheres. Eu fiz mais amigas do que amigos através de blogs. Todos os meus amigos tem o feminino nos blogs deles. Por que, né? Já que a categorização é arbitrária, você se livra dela à medida que se liberta. Blogs mais livres, eu quero dizer. Tô sem muito saco pra teorizar isso.

Não linkei ninguém porque não quero mesmo me posicionar na polêmica e tenho praticamente certeza que nenhum medalhão da virilidade lê meu blog etc. Mas o link tá rolando no twitter. Quem, por sua vez, não tem twitter. Faça-me o favor. Sign in. Join us. Ou qualquer merda dessa.

Eu não acho que tem NADA demais os mesmos concorrerem sempre. Só acho que. Se você não lê blog. Se você só lê seus amigos. Não finja que lê blog. Só isso.



Escrito por Mary W. às 12h21
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Segunda-feira é o pior dia da minha vida. Primeiro porque é véspera de paredão. E eu falei que tinha enjoado d*o* programa mas era mentira. Aí eu tenho esse bendito artigo que eu escrevo pro jornal. E tenho que entregar segunda. E na terça às 8 horas tenho aula no curso de computação. Que é uma matéria que eu nunca dei. Então tenho que ler textos e textos mesmo. E preparar mesmo. O que vai ser dito e blá. Não tenho nem esqueleto do que vou dizer. Leio bastante no fim de semana e aí preparo na segunda. Eu quase morro na segunda, essa que é a verdade absoluta e incontestável.

 

Eu estou com IMENSOS problemas financeiros. IMENSOS. Acho que vou ter que vender meu chiquérrimo Honda Civic.

Há. Ronaldo no Corinthians. Só mesmo os estúpidos comemoram isso.

 

Eu tava falando sobre Armand Mattelart na aula de hoje. Eu gostei bastante da teoria dele. Embora discorde um monte. Por simplesmente não acreditar que o mundo é tão pós-industrial já. Nem sei se será. Não vejo essa substituição. Da mercadoria pela informação. E enfim. Tava falando na aula sobre isso. É uma turma pequena. O que é bom. Porque eu não tenho pleno domínio da matéria e dá pra fazer alguma leitura com os alunos, em sala mesmo e tal. E aí estamos lá discutindo a questão das relações entre usuário, criador da tecnologia e o produtor de conteúdo. Que seriam as três figuras centrais na internet. E o Mattelart falando que não existe essa separação. Que na internet o usuário faz tudo. E que então as tecnologias se desenvolvem num minuto. Tudo que é inventado é aplicado e transformado rapidamente. E aí eu disse. Veja o twitter, por exemplo. Quanto plugin já tem e blá. E meus alunos q. Tipo eles fazem computação. E não sabem o que é twitter. Os meus colegas, professores, não tem a mínima idéia do que é blog. Tipo eles pensam que é uma ferramenta que você pode usar pra colocar texto pra aluno e tal. Não percebem que a chuva de links é *o* canal. Que você acaba tendo a real dimensão do que é interativo. E do que é a sociedade em rede. Quando tem polêmica no mundo. A blogosfera vira link. Que forma caminho. E cada um deles vai prum lado. Todo mundo já pegou um caminho "novo". Que nunca tinha pegado. E enfim. No interior de São Paulo parece que as pessoas não sabem. O que há no mundo. Desde pequena eu percebo isso. Você pode dizer. Mary W., não há nada mais jeca que o interior de São Paulo. Eu sei que as pessoas falam isso da gente. Pelas costas. Mas o caso é que tem isso aqui mesmo. Uma coisa de parece que não estão vivendo a vida. Desde pequena eu sei. Que o povo daqui é mei caipira. Eu nunca fui. Mas sabia que eles eram. Foi preciso ir pra faculdade de antropologia pra entender. Que eles vivem, sim, a vida. Mas de outra forma e blá. Só que às vezes eu tenho preguiça desse povo. Tenho mesmo. Que Deus me perdoe etc.



Escrito por Mary W. às 17h50
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*

 

O Gabriel me deu um presente de natal encantador. Ele não tem blog e a gente acabou conversando e se conhecendo mais por e-mail mesmo. Daí no Natal ele me mandou esse presente. Que me deixou bastante feliz porque era na medida. Tipo contextualizado mesmo. Ele me deu o The Catcher in the Rye. Assim. Em inglês. Não é o melhor livro que eu já li, O Apanhador. Mas, certamente, é o que eu mais gostei. E eu fiquei satisfeita porque aprender inglês é o que mais tem me interessado. Daí que nem li o livro em dezembro. Nem em janeiro. Eu comecei a ler agora. Tipo antes de dormir mesmo. Assim. É o livro que eu tô lendo e tals. E então tá rolando uma coisa que eu não sei o que fazer. Se eu não sei o que uma palavra significa, o que eu faço? Sigo lendo ou olho no dicionário?

*Eu tava procurando uma foto do Salinger e dei com isso. Essa aberração. Será que ele sabe? Será que ele autorizou?

 


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Francamente. É tão fácil ganhar deles. Veja que eles têm aparelhos e modelos teóricos e matemáticos e blá. E ganhamos deles com um questionário simples. Ah. Não é mais biólogo que fala. É cientista cognitivo. Ui. Mas que chique.

Beijo, Suécia. Beijo, Noruega.



Escrito por Mary W. às 11h21
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