Clube de companheiras de genero


E o emprego perfeito.



Escrito por Mary W. às 05h08
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Então. A revista Fórum vai colocar na capa de março a mulher que mais representa a luta das mulheres no Brasil. Já teve uma votação livre. E essas sete foram as mais votadas. Então vai lá. Votar na Erundina, fazendo um favor. Mas não inventa, né? Vota na Erundina.

 

Eu podia estar roubando. Eu podia estar matando. Eu podia até estar fazendo campanha e pedindo voto pró-Francine. Mas nem é isso, hein?



Escrito por Mary W. às 03h27
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Eu entendo mesmo. Porque não tem outro jeito. A frase "todo mundo precisa de dinheiro" resume o mundo e encerra debates. Procuro mesmo não ter juízo de valor sobre isso. Procuro mesmo. Exclusivamente porque eu acredito que o juízo de valor mais fode o mundo do que ajuda o mundo. Mas, sem que façamos juízos sobre os valores, esses continuam existindo. E eu fico bastante impressionada com a quantidade de livros minhavida.naselva.comasfarc. Todo mundo tira uma casquinha dessa tão trágica experiência. E aproveitam pra descer a lenha na Ingrid Betancourt. Hoje isso no NYT. E você lê a reportagem e pensa que o pior está ali. E então não encontra nada. Ela escondeu um rádio. Ohhhhhhhh. Eu imagino que ela seja bastante antipática. Porque muita gente gosta de tacar a boca nela gratuitamente. Mas você trazer questões de um cativeiro desse à tona. Considero abaixo da crítica. Mesma coisa de você acusar alguém de dedo duro porque confessou sob tortura. Perde completamente a credibilidade quem escreve um livro desse. De companheiros de cativeiro a gente espera uma espécie de pacto. Todas as merdas e crimes ficam lá. Senão fica difícil. Imagina aquele pessoal que ficou nos Andes. Que o avião caiu. E que comeram carne humana. Voltando e apontando na cara. Fulano comeu e gostou. Tem limite. Situações extremas exigem atitudes extremas. E das pessoas pessoas envolvidas a gente espera ética. Sei lá. Talvez seja moralismo meu.

 

Completamente atrasada, eu li. O sonho de uma vida, por 19 minutos. Não vi NADA no Brasil tão bom a respeito da morte dele. Na boa. Chorei com

"...o homem que conquistou o maior sonho de um jogador brasileiro em todos os tempos: marcar um gol de Copa do Mundo no Maracanã"

Uma li-ção de relativismo. 



Escrito por Mary W. às 11h57
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E . Luiz Antonio Magalhães. O *melhor* de todos os artigos sobre.

 

Aliás, a busca no Google já vem carregada de ironia, pois antes da primeira indicação de link, o buscador pergunta: "você quis dizer dieta branda?" Como bem sabem os iniciados, toda vez que alguém erra a digitação da palavra, o Google cuida de corrigir ou sugerir o nome correto. Ditabranda, portanto, é coisa lá da rua Barão de Limeira mesmo. Dieta branda teria sido realmente mais feliz.



Escrito por Mary W. às 05h12
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Aqui, ajudando a me responder qual é a da Folha?

Os Frias perceberam que, surfando nessa onda, poderiam não só limpar sua barra pelo colaboracionismo anterior, como tornar a Folha de S. Paulo um jornal atraente para a classe média cada vez mais insatisfeita com o regime militar. Um ovo de Colombo que lhe garantiria, a médio prazo, a liderança do mercado brasileiro.

...

Como pano de fundo há uma classe média insatisfeita com o Governo Lula, de quem esperava benefícios que não recebeu, ao contrário dos pobres e dos paupérrimos.

Míope, essa classe média não percebe que caiu em desgraça muito mais devido ao aviltamento de suas profissões sob o capitalismo putrefato da atualidade do que à ação governamental. E a Folha, em vez de esclarecê-la, prefere oferecer catarse para seu rancor destrambelhado.

...



Escrito por Mary W. às 05h09
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Com a ligeireza dos passistas de porões, a Folha se justifica com a mesma explicação dada ao personagem Anna de la Mesa, no magistral filme de Julie Gavras: A culpa é de Fidel. E não se fala mais nisso.

 

 

Esse blog aqui é ótimo também. Tô meio lendo tudo.



Escrito por Mary W. às 04h25
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Uma outra coisa sobre isso de ditadura. Quando eu estava na faculdade, um dos meus professores tinha acabado de defender a tese de doutorado dele. E era sobre a ditadura. E a tese dele dizia que basicamente que Castelo Branco não tinha sido brando. Na aula ele falava muito dos quartéis. Tipo o poder dos quartéis por todo Brasil, principalmente no interior do Brasil. Eu achei tão legal isso porque meu pai contava muitas histórias do período. Uma delas, que eu me lembro agora, é a respeito de um garoto que veio passar carnaval aqui. E rolou uma briga no salão. E o garoto estava metido nela. E foi preso. E meu pai que foi soltá-lo. E não conseguiu. Porque ele tinha brigado com o sobrinho de um tenente daqui. O delegado e o juiz da minha cidade eram engajados na luta contra a ditadura, mas tiveram que se curvar. E acabaram os três (meu pai, juiz e delegado) indo na casa do tenente e explicar e puxar o saco. E depois de uma enormidade de dias é que o garoto foi solto. Meu pai tinha uma série de histórias sobre. E eu tenho uma também. Eu tinha uma poupança no Bradesco quando era criança. Alucinada, todo o dinheiro que eu recebia, ia correndo depositar. Não sei se crianças podem fazer depósito ou se é coisa do interior isso. Sei que eu ia. E eram filas imensas porque nada era informatizado na época. E eu tava na fila. E quase chegando a minha vez. E aí entra no banco o Tenente M. Eu gostava dele porque ele era pai de um menino da minha escola. E de vez em quando aparecia lá pra hastear a bandeira. Foi uma festa na agência e blá. Daí chegou minha vez. E quando eu estava indo pro caixa, senti uma mão me segurando. Era um funcionário do banco. E o tenente M. passou na minha frente. E foi a primeira vez que eu vi isso. De alguém ser mais importante que eu e portanto ter o poder de tomar a minha vez.

Acho que eu já contei essa história aqui mil vezes. Com mais detalhes até, porque meu pai devia estar vivo e blá. A do banco contarei outras mil. Eu sou indignada com ela. É meu exemplo pessoal, né? De Quem você pensa que é? e Você sabe com quem está falando?



Escrito por Mary W. às 03h46
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Por que eu estava realmente surda com tanto silêncio. Com articulistas palpiteiros que comentam cada deslize verbal de políticos e coisas assim. Silenciando sobre isso. E o Fernando de Barros e Silva resolveu responder. E foi bem, no artigo. E aí, no final, faz referência ao que o Fabio Konder Comparato fala. De ajoelhar e pedir desculpa. Diz o Fernando que na China que rolava isso e blá. Todo mundo mostrando sua erudição. E eu perco mesmo a paciência. Por que o embate não é entre a Folha e o FKC, né? O caso é a invenção de um termo. Que o editorial usou para reescrever a história do país nos termos que o tal jornal acha conveniente. As cartas dos professores foram de repúdio ao tal neologismo. E agora o Fernando, de novo, faz esse nhém. De tentar desqualificar a crítica. Apelando para Mao. Para Fidel, óbvio, já tinham apelado. E perde-se o foco. E, claro, parece de propósito. Quantos neurônios serão necessários para entender isso?

Ditadura, por favor

CERTAMENTE não é a primeira vez que um colunista da casa diverge de uma posição expressa pelo jornal em editorial.
Mas é a primeira vez que este colunista se sente compelido a tornar pública sua discordância, inclusive em nome do que aprendeu durante 20 anos nesta Folha.
O mundo mudou um bocado, mas "ditabranda" é demais.
O argumento de que, comparada a outras instaladas na América Latina, a ditadura brasileira apresentou "níveis baixos de violência política e institucional" parece servir, hoje, para atenuar a percepção dos danos daquele regime de exceção, e não para compreendê-lo melhor.
O que pretende ser um avanço analítico parece, mais do que um erro, um sintoma de regressão.
Algumas matam mais, outras menos, mas toda ditadura é igualmente repugnante. Devemos agora contar cadáveres para medir níveis de afabilidade ou criar algum ranking entre regimes bárbaros?
Por essa lógica, chega-se à conclusão absurda de que o holocausto nazista não passou de um "genolight" perto do extermínio de 20 milhões promovido por Stálin.
Ora, se é verdade que o aparelho repressivo brasileiro produziu menos vítimas do que o chileno ou o argentino, isso se deu porque a esquerda armada daqui era menos organizada e foi mais facilmente dizimada, não porque nossos militares tenham sido "brandos".
Quando a tortura se transforma em política de Estado, como de fato ocorreu após o AI-5, o que se tem é a "ditadura escancarada", para falar como Elio Gaspari. Seria um equívoco de mau gosto associar qualquer tipo de "brandura" até mesmo ao que Gaspari chamou de "ditadura envergonhada", quando o regime, entre 64 e 68, ainda convivia com clarões de liberdade, circunscritos à cultura.
Brandos ou duros, o fato é que os regimes autoritários só mobilizam a indignação de grande parte da esquerda quando não vêm acompanhados da retórica igualitarista.
Muitos intelectuais se assanham agora com a tirania por etapas que Chávez vai impondo à Venezuela sob a gosma ideológica da revolução bolivariana. Isso para não lembrar o fascínio que o regime moribundo mas terrível de Fidel Castro ainda exerce sobre figurões e figurinhas da esquerda nativa.
É bem sintomático, aliás, que, ao protestar contra a "ditabranda" em carta à Folha, o professor Fábio Konder Comparato, guardião do "devido respeito à pessoa humana", tenha condenado os autores do neologismo a ficar "de joelhos em praça pública" para "pedir perdão ao povo brasileiro".
Que coisa. Era assim, obrigando suas vítimas a ajoelhar em praça pública, submetendo-as à autêntica "tortura chinesa", que a polícia política maoísta punia desvios ideológicos durante a Revolução Cultural. Quem sabe, como a "ditabranda", seja só um palpite infeliz
.

 

 

Eu nem falei sobre o comentário de uma linha e meia do ombundman. Em que ele nada fala sobre ditabranda. Diz só que a Folha não teve cortesia com leitores. Assim. Ele claramente estava com o cu na mão. Então. Fica difícil. Vai saber. O quanto essa "resposta" do Fernando também não foi encomendada e blá.



Escrito por Mary W. às 19h36
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É preciso deixar claro o lance da Angelina. Porque parece que esmeraldas são engraçadas. Ou que crianças trabalhando para achá-las seriam. Acho que falta perspectiva para todos. Desde o primeiro post a respeito. Embora a gente tente tratar o assunto celebs com leveza, a coisa é mais séria. Jennifer Aniston ganhou porque foi lá. Vestida como uma estrela de Hollywood. E apresentou um prêmio. E se retirou. Angelina Jolie, entretanto, optou por desafiar. Da pior forma possível. Ela trucou todo mundo, mostrando o tamanho do seu estrelato. Não fez nada de diferente do que o insuportável Ronaldo fez. Quando comprou a Ferrari en pansant pelo Rio de Janeiro. No meio do caos social, comprou uma Ferrari. Só pra dar umas voltas. Eu tenho 20 milhões pendurados. E cai tanta coisa por terra nesse gesto. Principalmente a ilusão que vivemos. Ou que pelo menos eu vivia. De achar que ela era um tipo de celeb diferente. Que estava preocupada com outras coisas. Minha irmã me conta de uma festa de Oscar. Que emprestaram um colar caríssimo pra Winona. E ela esqueceu o colar no hotel. Porque eu espero isso dela. Eu desejo que ela seja assim. Que exista gente em todas as áreas que CAGUEM pra colar de milhões. Que saibam que há mais além do seu umbigo. Eu acho possível que haja um mínimo de massa crítica. Pessoas que encarem a profissão como trabalho. Que não queiram deliberadamente viver um microcosmo que emula o Olimpo. Cristina Ricci me parece assim. A própria Kate Winslet nos parece assim. Wagner Moura deu uma bela entrevista no Roda Viva e me pareceu ser assim. Até escrevi meu artigo no jornal dessa semana sobre isso. Sobre essas esmeraldas, que tanto pesaram no meu imaginário. Porque eu pensei no potlatch mesmo, quando vi. As duas chefes tribais apresentando e queimando riquezas no grande ritual que é o Oscar. A Jennifer, entretando, se esquivou. E disse "carregue suas esmeraldas no tapete, ms. Futilidade". O Marcus disse isso. Que Angelina é gente que faz. E que a Aniston não passa de uma paty. Pois bem. Quem fez a paty foi a Jolie. Com penduricalhos que são a receita anual da cidade em que eu vivo. Perdeu pontos preciosos na escala mary w. Permitiu à Aniston equilibrar o jogo. Look that. Qual é a graça? Aquela velha de guerra. Celebridades servem pra ser celebridades. Nossa sociedade criou pessoas para ficar na vitrine. Quando elas tentam fazer algo, nos animamos. Mas dura pouco. Porque elas são fúteis e estúpidas e parece não haver conciliação. Tipo Angelina num dia na África e no outro com brincos de 20 milhões. Ou Bono Vox fazendo peregrinação. E toda vez que abre a boca só fala besteira grossa. Nenhum comentário do cara serve SEQUER pra ser escutado. Siga fazendo música, meu filho. Engraçado é ver a moça, que tanto parece ter lutado por um mundo mais justo, cair. Na vala comum. Por conta de ser *a tal* numa noite entre seus pares. Eu pensava que ela nem ligava pro microcosmo hollywoodiano. Não só ela liga, como deu trabalho pra joalherias. Então tá. Era tudo mentira. Como já sabíamos, mas ainda não tínhamos confirmado. São as esmeraldas mais tristes que eu já vi. Fiquei desolée quando a vi, sentada na primeira fila. Tudo na lama por um par de brincos.

 

Eu não acho a Aniston engajada. Só acho que ela foi menos histérica.

 

Se o tom do post parece comunista demais, eu só posso me desculpar. Não consigo mesmo ver com naturalidade um brinco de 20 milhões. Preciso de mais eletrochoque neoliberal.

Jolie.

Aniston.

E, claro. Comentário sobre o nada. Também chamado de tapete vermelho.



Escrito por Mary W. às 04h01
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Na Marina:

Oscar

- Ué, a Angelina Jolie estava usando aqueles brincos de esmeralda. As crianças africanas são exploradas; ficam cavando pra achar as pedras. Ela deveria usar brincos de papel reciclado.

HAHHAHAHAHHAHAHAHAHAHAHAHA



Escrito por Mary W. às 18h14
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Torci com meus poros. Torci com o pâncreas. E o fígado. E os rins. Thanks, academia. Você é tão gostosa. E tão sexy. Forgive me. Eu não sei te classificar. Mas você está aqui. Sentada ao lado direito de sei la quem. Foi o prêmio pelo qual eu mais torci. Então...

\o/



Escrito por Mary W. às 05h32
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Jen. Você ganhou. Angelina estava tão cafona com aquele monte de esmeralda. Você fez a blasé. Você é a Rachel. Angelina nunca fez um papel à altura. Jen. Ele sempre terá feito uma PÉSSIMA troca. Regozije-se. Vai saber como se escreve isso.

Beijo, tava linda. Humilhou a bocuda.

Jolie escolheu tão mal. Aquelas tais esmeraldas. Parecia um semáforo. Jen. Tripudie em cima. A noite foi sua. Embora pareça que você contratou esse homi pra fingir de seu namorado.

 



Escrito por Mary W. às 05h32
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Kate. Demorô. Você é a melhor de TODA uma geração.

 

Não sei se cheguei a mencionar. Eu me acho FISICAMENTE parecida com ela. Pois é. Me acho a *cara* da Kate Winslet. Talvez eu corte o cabelo.



Escrito por Mary W. às 05h28
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Você fez Transpointing. Você fez Cova Rasa. Você fez Por uma vida menos ordinária. Eu adoro tudo isso. Mas você fez A praia. E eu USO esse filme em aula. Pra explicar como seria renegar o sistema. E não tem um filme sociologicamente tão bom para isso. E falam que é seu filme menor. E eu nem vi o filme do milionário. Mas, Mr. Eu apóio seu Oscar. Divirta-se.

 

 



Escrito por Mary W. às 05h27
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Sean. Eu já pensei tanto sobre você. Aquilo de você bater na Madonna. Tendo a acreditar que você cresceu, mudou. Ela? Piorou. Proíbe guarda-chuva e cigarro nos shows. Você parece que superou e venceu. Tomara.

Vocês votaram contra o casamento gay. Que vergonha.

Thank you. Que vergonha mesmo. Deixa eu casar, ôu.

Acho ele tão bem casado.

Curti esse oscar inesperado.



Escrito por Mary W. às 05h24
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Lição de Piano (1000pc)

 

Eu tenho as duas últimas aulas na sexta-feira no curso de Computação. Presencial, a aula. É uma disciplina que nem era minha e acabou sobrando. É no ÚLTIMO ano de Computação. Eles estão se formando já. Não entendo porque colocaram sociologia agora. No fundo eu achei meio bom. Porque aí tenho que ler uns autores que estão na fila faz tempo e acabo não lendo. Tô dando bem aplicada mesmo. Pra me obrigar a estudar um pouco. Embora eu saiba que, no último ano, alunos da área de tecnologia tendam a cagar e andar pra sociologia. Pois bem. A faculdade está vazia. Mais da metade dos professores já foi embora. E eu estou aqui. Pra dar as duas últimas aulas pros alunos de Computação. Tem seis na classe. Juro por Deus.

Ontem uma aluna queria marcar uma hora pra falar comigo. E eu perguntei "você vai matar aula amanhã (hoje)?". E ela me respondeu "eu nunca mato aula, professora". Fiquei olhando com cara de q pra tamanho cu de ferro. E aí eu disse "então vem amanhã (hoje) às sete e meia". E ela fez uma cara de santa e disse "sexta eu não posso. sou adventista". q e meio. Ela achou grande coisa tudo isso. Não matar aula e ser crente. Então eu acho que é isso. Esses alunos que tão na faculdade hoje. É tudo crente. Mas não crente da sexta-feira. Aquele outro tipo de crente. Tem um monte. De tipo.

 

O carnaval aqui começa hoje. Tipo o carnaval oficial. Com os axés e não sei quê. O extra-oficial também. Meus primos chegaram. Já me ligaram intimando pra ir tomar cerveja na minha tia. Comprei um quebra-cabeça importado pra minha tia. De mil peças. Um Renoir. Pra montar no feriado. Já chegou também. Tudo pronto. Quero tanto montar quebra-cabeça tomando cerveja e vendo meus primos corintianos torcendo pra Gaviões. Mas tanto.



Escrito por Mary W. às 20h25
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beijomeliga

 

Eu não li o editorial na terça-feira sobre o Chávez. Porque eu já sabia qual era o blá e tal. E mesmo depois de lê-lo, não me parece, por si só, escabroso. Houve um erro do jornal ao chamar a ditadura brasileira de "ditabranda". Quis dizer, o editorial, que aqui se trocava de presidente. Uma coisa assim:

Mas, se as chamadas "ditabrandas" -caso do Brasil entre 1964 e 1985- partiam de uma ruptura institucional e depois preservavam ou instituíam formas controladas de disputa política e acesso à Justiça-, o novo autoritarismo latino-americano, inaugurado por Alberto Fujimori no Peru, faz o caminho inverso. O líder eleito mina as instituições e os controles democráticos por dentro, paulatinamente.

O termo está errado. E revela um descuido. Pode inclusive nos fazer acreditar que o jornal não considera que a ditadura foi tão ruim assim. Imperdoável. Mas eu ouviria desculpas. E esqueceria o assunto. Mas as desculpas não vieram. E no painel do leitor, o que eu atribuí a descuido, ganhouo status de  vilania.

Ontem:

Ditadura

"Golpe de Estado dado por militares derrubando um governo eleito democraticamente, cassação de representantes eleitos pelo povo, fechamento do Congresso, cancelamento de eleições, cassação e exílio de professores universitários, suspensão do instituto do habeas corpus, tortura e morte de dezenas, quiçá de centenas, de opositores que não se opunham ao regime pelas armas (Vladimir Herzog, Manuel Fiel Filho, por exemplo) e tantos outros muitos desmandos e violações do Estado de Direito.
Li no editorial da Folha de hoje que isso consta entre "as chamadas ditabrandas -caso do Brasil entre 1964 e 1985" (sic). Termo este que jamais havia visto ser usado.
A partir de que ponto uma "ditabranda", um neologismo detestável e inverídico, vira o que de fato é? Quantos mortos, quantos desaparecidos e quantos expatriados são necessários para uma "ditabranda" ser chamada de ditadura? O que acontece com este jornal?
É a "novilíngua"?
Lamentável, mas profundamente lamentável mesmo, especialmente para quem viveu e enterrou seus mortos naqueles anos de chumbo.
É um tapa na cara da história da nação e uma vergonha para este diário."
SERGIO PINHEIRO LOPES (São Paulo, SP)

Nota da Redação - Na comparação com outros regimes instalados na região no período, a ditadura brasileira apresentou níveis baixos de violência política e institucional.

 

Níveis baixos. Veja bem. Outro descuido. Demora pro pedido desculpa. Protelando o "erramos". E aí hoje:


Ditadura

"Lamentável o uso da palavra "ditabranda" no editorial "Limites a Chávez" (Opinião, 17/2) e vergonhosa a Nota da Redação à manifestação do leitor Sérgio Pinheiro Lopes ("Painel do Leitor", ontem). Quer dizer que a violência política e institucional da ditadura brasileira foi em nível "comparativamente baixo'? Que palhaçada é essa? Quanto de violência é admissível? No grande "Julgamento em Nuremberg" (1961), o personagem de Spencer Tracy diz ao juiz nazista que alegava que não sabia que o horror havia atingido o nível que atingira: "Isso aconteceu quando você condenou à morte o primeiro homem que você sabia que era inocente". A Folha deveria ter vergonha em relativizar a violência. Será que não é por isso que ela se manifesta de forma cada vez maior nos estádios, nas universidades e nas ruas?"
MAURICIO CIDADE BROGGIATO (Rio Grande, RS)

"Inacreditável. A Redação da Folha inventou um ditadômetro, que mede o grau de violência de um período de exceção. Funciona assim: se o redator foi ou teve vítimas envolvidas, será ditadura; se o contrário, será ditabranda. Nos dois casos, todos nós seremos burros."
LUIZ SERENINI PRADO (Goiânia, GO)

"Com certeza o leitor Sérgio Pinheiro Lopes não entendeu o neologismo "ditabranda", pois se referia ao regime militar que não colocou ninguém no "paredón" nem sacrificou com pena de morte intelectuais, artistas e políticos, como fazem as verdadeiras ditaduras. Quando muito, foram exilados e prosperaram no estrangeiro, socorridos por companheiros de esquerda ou por seus próprios méritos. Tivemos uma ditadura à brasileira, com troca de presidentes, que não vergaram uniforme e colocaram terno e gravata, alçando o país a ser a oitava economia do mundo, onde a violência não existia na rua, ameaçando a todos, indistintamente, como hoje. Só sofreu quem cometeu crimes contra o regime e contra a pessoa humana, por provocação, roubo, sequestro e justiçamentos. O senhor Pinheiro deveria agradecer aos militares e civis que salvaram a nação da outra ditadura, que não seria a "ditabranda"."
PAULO MARCOS G. LUSTOZA , capitão-de-mar-e-guerra reformado (Rio de Janeiro, RJ)

"Mas o que é isso? Que infâmia é essa de chamar os anos terríveis da repressão de "ditabranda'? Quando se trata de violação de direitos humanos, a medida é uma só: a dignidade de cada um e de todos, sem comparar "importâncias" e estatísticas. Pelo mesmo critério do editorial da Folha, poderíamos dizer que a escravidão no Brasil foi "doce" se comparada com a de outros países, porque aqui a casa-grande estabelecia laços íntimos com a senzala -que horror!"
MARIA VICTORIA DE MESQUITA BENEVIDES , professora da Faculdade de Educação da USP (São Paulo, SP)

"O leitor Sérgio Pinheiro Lopes tem carradas de razão. O autor do vergonhoso editorial de 17 de fevereiro, bem como o diretor que o aprovou, deveriam ser condenados a ficar de joelhos em praça pública e pedir perdão ao povo brasileiro, cuja dignidade foi descaradamente enxovalhada. Podemos brincar com tudo, menos com o respeito devido à pessoa humana."
FÁBIO KONDER COMPARATO , professor universitário aposentado e advogado (São Paulo, SP)

Nota da Redação - A Folha respeita a opinião de leitores que discordam da qualificação aplicada em editorial ao regime militar brasileiro e publica algumas dessas manifestações acima. Quanto aos professores Comparato e Benevides, figuras públicas que até hoje não expressaram repúdio a ditaduras de esquerda, como aquela ainda vigente em Cuba, sua "indignação" é obviamente cínica e mentirosa.

 

Fábio Konder Comparato. E Maria Victoria Benevides. Intelectuais respeitados. E o jornal resolve fazer esse alinhamento absurdo. Só aceito que o Médici foi ditador se vocês aceitarem que o Fidel também. Assim. Chocante. Trocando. Fazendo o câmbio para admitir atrocidade. Sem mais. Primeira vez na vida que eu penso seriamente em cancelar assinatura. LOUCA pra ver como o Gaspari vai se posicionar.

Repare nas cartas. Uma apóia o jornal. Veja de quem é a carta. Veja que tipo de apoio a Folha anda privilegiando. Eu penso que. Ou é birra. E o jornal não quer reconhecer o erro. Ou está dando uma guinada conservadora. Pra tentar conseguir outros leitores mesmo. Essa crise de jornal impresso e blá. Talvez os ultra conservadores sejam o novo público-alvo. Sei lá. Tô tentando entender. A despeito de todas as críticas que fazem ao jornal, eu tendo a considerá-lo equilibrado. E ele peca mais por omissão. Mas tem alguns colunistas que fazem a diferença. Enfim. Um episódio assim, nunca vi. Um alinhamento ideológico dessa magnitude. Tão conservador. Nas ciências sociais, um troço desse soa como defender criacionismo. Sério. Não existe debate nesse nível. Na faculdade, eu aprendi que nem "linha dura" é certo falar.

salva eu, elio gaspari.

Uma hora dessa meu pai estaria que nem louco. Mandando e-mail pra todo mundo. Procurando comentários em blogs. Fico com tanta saudade dele. Não sei combater a ditadura sozinha. Uma coisa que eu aprendi e fiz com ele sempre.



Escrito por Mary W. às 13h08
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Photoshop

O blog inteiro é legal.



Escrito por Mary W. às 18h03
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E o Marcelo Coelho, ontem:

 

O BOTOX de uma ex-prefeita, a plástica de uma ministra, todo mundo gosta de comentar. Mas passa em silêncio um fenômeno igualmente digno de nota. Fico espantado com a quantidade de parlamentares, do baixo e do alto clero, que tingem os cabelos.



Escrito por Mary W. às 16h43
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Daí teve Valentine's Day. Tipo não faz sentido no mundo essa data. Mas na aula de inglês faz. A gente assistiu um trecho de Chocolate, com a Juliete Binoche. Lemos artigos sobre chocolate. Respondemos perguntas sobre chocolate. Fizemos uma redação de ficção científica* envolvendo chocolate. Não comemos chocolate porque a professora esqueceu a caixa de bombom que ela tinha comprado pra distribuir. Mas o lance nem foi esse. Foi sobre curiosidades envolvendo chocolates. E a professora levou umas histórias. Uma delas me deixou uau. Tipo no Japão**. Lá rola o seguinte. Se você está gamado por alguém dá um bombom pra pessoa. E não fala nada. Entrega o bombom. E a pessoa tem um prazo. Parece que de uma semana. Pra decidir. Se ela quiser namorar com você, te entrega um chocolate branco dentro do prazo. E automaticamente vocês estão namorando. Se ela não te entregar nada, é um fora contundente. Se ela te entregar um outro chocolate, de qualquer outro tipo, quer ser sua amiga e nada mais. Eu fiquei tão encantada com isso. Queria demais que as coisas todas do mundo funcionassem assim. Na base da troca de símbolos CONCRETOS. Não é o que acontece. A gente passa a vida tentando interpretar símbolos ABSTRATOS. Passa horas querendo saber significado de um olhar ou de um emoticon. E no fim das contas não chega a lugar nenhum.


*Tinha que inventar uma propriedade mágica pro chocolate.


**Eu sou contra isso. De toda história bizarra acontecer no extremo-oriente. Como se lá é longe mesmo e eles são esquisitos. Eu sempre duvido. Sempre tenho pé atrás quando alguém me diz que num país qualquer do outro lado do mundo as pessoas fazem assim ou assado.



Escrito por Mary W. às 15h53
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Monumento a Auguste Comte, Praça da Sorbonne (Paris)

 

Eu estou dando duas disciplinas presenciais. E tava falando de positivismo ontem. Porque é aula de introdução a sociologia. E eu tento emular toda a certeza que Auguste Comte tinha, a respeito do método. E disse pros alunos que você tem que se manter afastado do objeto, se quiser comprendê-lo. Se você foi estuprada, não tem condição de estudar estupro. E que é preciso objetividade. Que o contra ou a favor não existe por aqui. Não é uma ciência de opinião, é uma ciência de análise. Daí começou-se uma conversa. Porque uma menina sofreu um trote violento numa cidade perto daqui. E deu no Jornal Nacional. E ontem quem deu o trote foi expulsa da faculdade. E um monte de gente conhece e blá. E eu disse pros alunos que temos que tomar cuidado com todo esse "clima de opinião". Que toma conta de qualquer debate. Eles ficam doentes, os alunos. E querem saber do que eu sou a favor então. E eu digo que não sou a favor de nada, que eu tento elencar os fatos observáveis e só. Que eu não acho que o Comte deixaria eu ser contra ou a favor das coisas. Fico batendo o pé nisso aí. Que opinião meu cu e tal. Daí rolou outra coisa interessante ontem. Um vereador fez um projeto de lei que foi aprovado por unanimidade. Quando chegou no prefeito, ele vetou. A lei é a seguinte. É proibido fumar em locais esportivos. Tipo quadras e campo de futebol. Quando perguntaram pro prefeito por que ele vetou, a resposta foi que não há uma maneira de fiscalizar. Que seria necessário criar um cargo de fiscal de campinho. A vereadora que propôs a lei ficou puta. E disse que o prefeito não liga para a saúde das nossas crianças. Eu não sei se amo ou odeio quando a aula pega esses rumos estapafúrdios. E com o pé totalmente na jaca, eu emendei. Dizendo veja que o prefeito caminha para a positividade enquanto a câmara chafurda na metafísica. Uma aluna pegou o gancho na hora. E nos lembrou da lei do bafômetro. Eu disse que era bem o caso. Você ignora totalmente os fatos para tentar fazer a imposição de um valor. E fiz uma pesquisa rápida entre os alunos. Perguntei quem era a favor de motoristas bêbados pelas ruas. E ninguém era. E então eu fechei dizendo. É isso aí. Que todo o equívoco vem do pulo que se dá. Do ser contra bêbados motorizados direto para a lei do bafômetro. E só Auguste Comte é capaz. De nos fazer ver que as coisas não tem ligação nenhuma. E pronto. Mas não. Uma aluna, já balzaca e bem bonita levanta a mão. E diz que discorda de mim. Eu apóio a discordância dela. Porque eu nem sabia mais o que eu tava falando. Daí ela diz que é a favor da lei do bafômetro. E que ela tem moral pra falar. Porque ela passou por uma coisa que ninguém ali passou. Meu pai morreu de acidente de carro e ele estava embrigado. E como se houvesse uma relação, completou: por isso eu sou a favor da lei da bafômetro. Pasmei. A aula INTEIRA falando sobre. Afastamento do objeto. INTEIRA. Dei meus pêsames pra ela. Eu lido com tudo. Menos com pai morto. E uma menina negra, magrinha, que se senta bem na frente, me salva. Com uma espécie de pergunta. Se o pai dela morreu, ela não pode, né? Dar opinião. Quase beijei na boca. E falei até pode, mas não é uma opinião que tem valor sociológico. A história da docência. A frustação e o gozo o tempo inteiro.

 



Escrito por Mary W. às 13h52
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Escrito por Mary W. às 06h31
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Japi Honoo

bela lugosi:

A LESBIAN IS NOT A WOMAN

One is not born a woman, frase de Monique Wittig, publicada num artigo com o mesmo nome, na revista Feminist Issues. Tem como leituras, a de que a categoria sexo não é natural, nem invariável, mas que tem sim um uso político específico de uma categoria da natureza que serve o propósito da sexualidade reprodutiva, o que também é sustentado por Gayle Rubin que veremos mais à frente. Para ela não faz sentido dividir a humanidade em masculino e feminino, senão for para servir os interesses da sexualidade heterossexual, com fins reprodutivos, entre outros interesses implícitos, como por exemplo o conceito tradicional de família. Assim, ao contrário de Beauvoir, Wittig considera não haver distinção entre sexo e género, a não ser que seja para servir os interesses políticos da heterossexualidade. O outro aspecto em que Wittig se destaca é no facto de o “ser” mulher, apenas ser concebível dentro de um equilíbrio de forças entre homens e mulheres, ou seja dentro da relação de poderes da heterossexualidade normativa. Assim, para ela: a lesbian is not a woman (ibidem:153), porque numa relação entre mulheres não há feminino.

 

O blog é tão legal de ler. Português. Tem uns links ótimos também. Eu costumava adorar blogs portugueses. Tentei voltar a ler recentemente. Mas eles foram um tanto indelicados com a gente. Por conta da reforma ortográfica. Daí desencanei. Agora voltei.



Escrito por Mary W. às 04h34
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Da Loja de Conveniência

"Os donos do capital vão estimular a classe trabalhadora a comprar bens caros, casas e tecnologia, fazendo-os dever cada vez mais, até que se torne insuportável. O crédito não pago levará os bancos à falência, que terão que ser nacionalizados pelo Estado"

Karl Marx, in Das Kapital, 1867



Escrito por Mary W. às 04h22
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Eu entendo tudo. Que vivemos uma época interessante. E que o relativismo cultural se tornou relativismo individual. E que a invenção da subjetividade faz de cada um de nós uma comunidade. No passado éramos uma ilha, hoje cada um é seu próprio país. Seu próprio planeta. E quem salva uma vida, acaba salvando o mundo inteiro. Eu acho que entendo. E certamente eu penso muito nisso. Sobre a força e o significado do indivíduo. Mas a história da brasileira atacada por um estilete na Suiça, eu não entendo. Como vira uma questão diplomática. Skinheads são uma subcultura. Ok. Significa que POR OPÇÃO eles resolveram ser diferentes. É do conceito isso. Mas a subcultura oferece mais. Ela oferece a oportunidade de ser diferente EM GRUPO. Então eles vivem à margem da sociedade suiça. Porque não concordam com os suiços. Quanto à política para estrangeiro, quanto a estilo de vida. Talvez nem comam chocolate. Eles atacam alguém. Me diga. Em que ponto isso se torna uma questão de Estado? Em qual parte o governo suiço deve satisfação? Ah, a polícia tem que investigar. Oi? Não está funcionando? O Estado suiço? Tá, né? Então prenda e arrebenta e etc. Mas aí talvez. Skinheads não tenham atacado a moça. Veja. Skinheads não atacaram essa moça mas eles CONTINUAM existindo. E CONTINUAM sendo xenófobos. Absolutamente toda pesquisa a respeito deles aponta racismo como pilar da identidade. Mas a moça se auto-mutilou. Ela nasceu aqui no Brasil, a moça. E eu não entendo. Em que ponto ela ser biruta e se auto-mutilar e pegar ultrassom no google image. Em que ponto isso se torna questão de Estado? Por que caralhos o Itamarati tem que interferir? Por que diabos é necessário posicionamento? E desculpa? Pra quem? Os jornalistas suiços estão ofendidos. O partido de extrema-direita suiço está ofendido. Oi? Alguém acusou? O partido? Os jornalistas? O tipo do embrulho feito pela imprensa. Que não tem qualquer ligação com senso de realidade. Li aqui que o Celso Amorim foi coagido a falar a respeito. E eu não vejo NADA. Nem quando ela tinha sido atacada e perdido os gêmeos eu vi. Um Brasil X Suiça aí.

 


Completamente diferente do caso Jean Charles. Que foi morto pela POLÍCIA inglesa. Polícia não é pessoa. É um aparelho de Estado.



Escrito por Mary W. às 03h54
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:: Quarta-feira, Fevereiro 19, 2003 ::

Ela me explicou, por ICQ: "Pessoas gostosas nos fazem querer pegá-las, pessoas sexies nos fazem querer ser pegas por elas". Eu perguntei se ela era sexy ou gostosa, ela disse que não sabia. Ela peguntou se eu era sexy ou gostosa e eu vaticinei: "definitivamente gostosa". Ou não. Tô meio em dúvida agora.

 

A questão não é que apagamos os blogs. É que o weblogger apagou-se. Então todo mundo desapareceu. Sem tempo para migrar ou guardar os posts. E a maioria das pessoas que se tornaram minhas grandes amigas, tinha blog lá. Então sumiu o Klein, a camila., a cris-rj, a perdida. Daí é legal ver e blá. Porque não foram blogs que apagamos. Foram blogs que o weblogger removeu.



Escrito por Mary W. às 22h18
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Eu gostei demais de assistir Benjamin Button. Porque eu gosto de filmes que tratam uma biografia qualquer como se fosse um épico. E embora o Brad Pitt esteja maravilhoso no papel, tem uns coadjuvantes uau no filme. O dono do barco, por exemplo. E a mãe do Benjamin. A história é interessante porque faz parte daquelas fantasias que todos nós temos. A respeito da realidade. Se mudássemos um pouquinho só a realidade, todas as coisas mudariam. Não é um lance fantástico. Como super heróis e tal. É só uma pequena inversão. Se náscessemos velho e fossemos rejuvenescendo. É quase nada em termos de imaginação isso. E faria uma diferença incrível. O filme nem vai fundo nessa questão. Que eu gostaria de ver desenvolvida. A nível de organização social mesmo. Porque só o Benjamin é assim. Rejuvenesce ao invés de envelhecer. O resto envelhece na boa. Então a questão crucial de quem cuidaria da gente na infância, não chega a ser colocada. Porque ele criou os laços lá e blá. Se acontecesse com todos, os filhos cuidariam dos pais provavelmente. Eu sei. Mas queria ver isso dramaturgicamente. Pra ter um panorama da coisa. Eu gosto de coisas assim. Situações limites. Ou habilidades aumentadas. Se tivéssemos visão de raio-X. Se conseguissemos voar. Se mudássemos de sexo durante a vida. Essa talvez esgotada em Orlando. Daí que eu adorei Benjamin Button. Embora a maioria das pessoas não tenha curtido. Eu consegui pensar sobre a situação da inversão com ele. Mas mais que isso. Eu realmente adorei o dono do barco. Mas assim. Muito mesmo.

 

Tem um artefato no filme. Um relógio que gira ao contrário. É legal. Porque fala sobre a nossa capacidade de mexer no tempo, o artefato. Tipo. Pra mexer nas coisas do mundo, precisamos inventar as ferramentas adequadas. Mexer no tempo é *o* problema que nós temos. A gente não consegue. Mas daí tem esse relógio, no filme.

 

Eu não li o texto do Scott Fitzgerald. Então falo só do filme mesmo.

 

A Cate Blanchett tá tão bonita no filme. Tão bonita mesmo. Mas não é uma grande atuação. Mesmo no hospital, já velha. Nem esforçada ela tá. Não deve ter curtido, acho. Já a Tilda. Quebra tudo, como sempre.

 

 

 

 

 



Escrito por Mary W. às 22h06
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Eu não tava entendendo nada. Porque eu realmente não me interesso por isso. Tipo pela venda de ingressos para jogos de futebol. Eu quase nunca vou. Daí eu vi manchetes. E vi as bravatas corinthianas. Assim. O Morumbi agora só libera 10% de ingressos para o outro time. Eu achei meio feio isso. Mas o Juca Kfhouri falou que o São Paulo estava certo. Que é assim mesmo que funciona. Eu continuei com a minha preguiça em relação ao assunto. Tentava ler reportagem e desencanava. Daí teve eleição pra presidente do Corinthians. E o eleito disse que o São Paulo é agora um inimigo. E que o Corinthians não pisa mais no Morumbi. Ui. Gorro de lã nunca mais. Daí eu fui ler, né? Do que se tratava afinal. A lei diz que tem que garantir 10%. No Brasil inteiro já fazem. Inter e Grêmio fazem. Até o Náutico faz. Façamos, então. Porque o estádio agora é loteado. Com espaço para os patrocinadores e sócio-torcedor. E os ingressos não mais existem para serem vendidos. Porque eles já têm dono. Juca Kfhouri, de novo, tenta explicar isso pros corinthianos. Mas eles estão possessos. E ameaçadores. Ideologicamente, eu contra o negócio dos ingressos. Porque sou contra o avanço do capitalismo. Gostaria mesmo de vê-lo sucumbir. Mas a Gaviões da Fiel trata tudo como se fosse um boicote. E o presidente do time, nessa cruzada ignorante, carimba. Não morri de preguiça ainda. Porque, claro. Aguardemos a Mancha Verde.

Alguém liga pra campeonato paulista? Não, né? Que bom.

O Brasil inteiro tem preguiça de corinthiano, eu sei. Mas você precisa ser paulista. Pra ter idéia. Do TAMANHO da canseira.



Escrito por Mary W. às 21h55
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Esse web archive que o Paulo me mostrou. Eu sabia que existia. Só que SEMPRE esqueço. Sei que através dele que pegaram aquela jornalista da globo. Um blog horrível, racista. Que ela tentou apagar. Fui atrás do meu blog mais velho, né? Não achei. Talvez porque eu não lembre direito do endereço. Mas achei meu blog de 2002. E fiquei xeretando pra ver. E oh. O meu primeiro post sobre a Gwyneth. Achei tão legal. É sobre isso.

 

 

quinta-feira, 1 de agosto de 2002

Meu pai diz que a Gwyneth Paltrow ajeita a vida se casar com o Waltinho. Eu retruco, dizendo que ela ganha uns 5 milhões por filme. Ele ri e diz que o Walter Salles ganha 5 milhões por dia. Mas eu faço parte daquela pessoas que acreditam não haver nenhuma diferença entre 50 milhões e 5 bilhões.

De qualquer forma, em relação a esse namoro, acho que é bem mais chique pra ele do que pra ela. Ela é muito, muito, muito bonita. Acho até meio parecida com a Deneuve. Acho mesmo.


enviado por Mary - Mary Woolstonecraft às 17:33:00comentários[4]

 

 

 

 

Não dá pra ler os comments nesse web archive :(

Obrigada, Paulo. Você não tem noção do quanto eu e um povinho 2002 estamos nos divertindo com isso :*

 

ntários[4]



Escrito por Mary W. às 01h58
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Amanhã acaba a semana do inferno. Tô apresentando as disciplinas virtuais para mais de 3 mil alunos. Passa na sala, faz demonstração e aí eles vem no laboratório. Fico exausta. Ano passado eu tinha UMA disciplina. Esse ano tenho DUAS. Tipo. Eu nem sei explicar. É diferente de EaD. Porque tem o atendimento presencial individualizado. Clica no botão alaranjado. É  frase que eu mais falei na semana. Mentira. É frase que eu mais falei na minha vida. Tenho tanta coisa a dizer. Queria falar sobre Tobey McGuire ser uma gracinha. E sobre os artigos que eu tô escrevendo pro jornal. E contar que o editor lá ENFIA paragráfos no meu texto. Já saiu texto meu no jornal com inacreditáveis SETE parágrafos. Na outra linha? Travessão. Tenho que contar da maravilhosa aula de inglês que eu tô tendo e que a gente tirou Dancing Queen de orelha. E eu nunca sabia que ela dizia You can jive. E eu nem sabia o que era jive. Tenho que falar de Facebook. Que me parece mais do mesmo. E quero falar que acho que enfim aconteceu. Eu enjoei de Big Brother Brasil. Muita coisa. Benjamin Button. Do web archive e do meu primeiro post sobre Gwyneth Paltrow. Muita, muita coisa. Mas tudo pode esperar. Tudo. Menos isso. Iréne Jacob. Filme novo. Dando esse sorriso em Berlim. Pelo amor de Deus. Abriram vagas para mais linda do mundo. E ela tá forte concorrendo.

Tenho aula 9 e meia. Tô quase atrasada já.



Escrito por Mary W. às 21h27
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Hey, you're Bikini Kill Kathleen Hanna
Everyone love you...except Courtney Love. You are unafraid of attacking stereotypes and as cheesy as it sounds...you just want to rock. But you want to tell the world what's wrong with it too.

Which Kathleen Hanna Are You

 

Eu fui procurar uns artigos do zine do Bikini Kill pra Giselle. Porque ela disse que vai falar sobre gênero. E queria alguma coisa. E pasmem. Mas pasmem mesmo. A Universidade de Columbia tirou o site do zine do ar. Tipo não existe mais. Eu sei que não estamos mais na década de 90. Mas, né? Oxigenou o feminismo. Fez história. Manteve o movimento no maravilhoso mundo do protesto. Então queria sugerir aos administradores do site da Universidade de Columbia que vão tomar nos cus. Porque não me ocorre mesmo outra sugestão.

Revolution

Girl

Style

Now



Escrito por Mary W. às 23h24
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Vi só hoje. A dança no metrô de Londres. Gostei tanto etc etc. Achei o máximo e blá blá blá. Enfim. Algo.

 

 



Escrito por Mary W. às 18h46
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Só, né? Nem precisa comentar.

Ju que me mandou
:*
:*
:*
:*



Escrito por Mary W. às 16h23
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Atualizando o mundo a respeito do planeta gato. A Tonton foi castrada hoje, às dezenove horas de Brasília. Todas as tentativas anteriores fracassaram. Ela teve gengivite e sentiu os efeitos colaterais do floral. Enfim. Foi uma novela. Ela está internada mas amanhã já pode receber visitas. Anteontem foi que aconteceu. Um gatinho, bebê, apareceu. Estava escondido no armário do quintal. Todos em volta. Ele não saía. Colocamos leite, ele não saía. Minha irmã tentou pegá-lo. Levou uma mordida. Abriu um buraco enorme. Rolou até um pronto-socorro. Com dezenas de injeções etc. Agora ele mora no quintal. Odeio a idéia por causa daquele gato que atacou a Bibi, que fica rondando. Quando chega alguém, ele esconde. Não estabelece contato. Mas tá ficando por aí. O nome que minha irmã queria dar a ele é Snape. Por conta da estampa de malvado. Ele é todo preto. Daí minha mãe pensou em Orfeu. Claro que Barack foi novamente cogitado mas, consensualmente, chamá-lo-emos de Zulu. Por que, né? Big Brother Tribute.

Não dá pra tirar foto dele. Super, super arredio. Assim que ele decidir socializar, posto.

A Bibi fica tão feliz quando a Tonton tá internada. Não sei se algum dia elas vão ficar amigas.

Meus dias estão simplesmente lotados. Sem tempo pra nada. Nem pra internet. Tanta coisa rolando no trabalho. Mas tanta coisa. Que resmungar é minha atividade favorita atualmente.

Recomeçou o inglês também. Turma nova. Mais avançada. Assistimo um vídeo virados de costas pra parede. E depois tínhamos que contar prum colega (que não assistiu) o que tinha acontecido. E então o colega contava pro professor. Foi UAU fazer isso.



Escrito por Mary W. às 02h04
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Não sei mais o que falar da Veja. Nem dá pra falar mais de linha editorial. O tamanho do equívoco coloca a revista no fosso da ignorância. Parece que os jornalistas não tem a mínima informação sobre o mundo atual. Não tem conhecimento a respeito das discussões. Não conseguem abordar um assunto sequer. Uma reportagem a respeito da falta de preparo dos jogadores de futebol para lidar com a fama e o dinheiro. Ok. Mas o que isso tem a ver com uma acusação de estupro? Estupro é crime. Não é capricho de menino mimado. Onde essa gente se formou? Como arrumaram emprego numa revista desse tamanho? Não é uma questão de ideologia isso. Por que eles nunca crescem? Olha a abordagem! Socorro.



Escrito por Mary W. às 01h05
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COM SPOILLER

Ai. E tem o Oscar da Angelina Jolie. Eu fiquei essas férias indo no cinema e indo no cinema. E fazendo outras coisas. Mas eu fui bastante no cinema. Então o Oscar da baronesa. Não vai rolar, é o que eu acho. Ela tá bem no filme. É um papel relativamente fácil, num filme relativamente fácil. Porque vamos combinar que Clint Eastwood faz cada filme, né? Super burocrático. Eu vi na Folha o Jorge Coli falando assim. Que o principal tema do Clint é a violência que as crianças sofrem. E talvez seja esse mesmo. Me lembro, é claro, de Meninos e Lobos. Que eu tinha gostado demais do livro. Então qualquer filme eu ia achar legal. Só por ver. Um livro que eu gostei filmado. E lembro da Menina de Ouro. Que sofre desse problema de A Troca. De pegar um tema muito pesado e filma daquela maneira. Sem muita criatividade, acho eu. As pessoas dizem que não é isso. Que ele é um cineasta pessimista e então não alivia por nenhum momento. São filmes sem leveza e sem piada. Ele faz drama. E ponto. Não tem subcategoria. Mas mesmo assim. Eu acho que ele levanta questões já discutidas. Como a Angelina internada no manicômio sem motivo. Isso já foi mostrado. Em tanto filme. Como hospícios são buracos negros. De onde ninguém sai. Toda vez que você reclama, é sedado. E assim por diante. Mas o filme nem é sobre hospício. Mas esse diretor é tão sociológico. Ele enfia umas críticas às instituições. As mais diversas. E mostra corrupção na polícia. Também não é grande coisa. E Angelina chorosa o filme todo. E tem a cena da execução. Que o cara é condenado à morte. Ficou famosa. Porque o assassino em questão canta Noite Feliz. Fala sério. Que bobagem. Ele sequestrava crianças, trancava no galinheiro e matava a machadada. Quem ligou dele evocar canções natalinas? Se quiser que eu me importe, conte pra mim a história dele então. Não mostra aquele galinheiro e aqueles ossos todos enterrados. E os moleques assassinados. Pra relativizar com Noite Feliz. Eu quase ri no cinema. Subestimando-me. O mais frio assassino também é um ser humano. Oi? Me diga alguma coisa que eu não sei. Sei que tem o boato. Que ela quer ganhar o Oscar de melhor atriz e aposentar. Pra ter mais filho e ser mãe full time. Vai ter que trabalhar mais um pouco então.



Escrito por Mary W. às 02h20
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