Clube de companheiras de genero


A uol legendou o trailler.

Ufa.

Melhor momento:

- Não*.

Arrepiei inteira. Dumbledore, sua bicha véia, assim você acaba me matando.

 

*Em inglês: - No.



Escrito por Mary W. às 19h04
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


M-O-R-R-I.

Chega logo, novembro.



Escrito por Mary W. às 18h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Não é fácil ser eu. Embora também não seja assim. Difícil. Sei que eu ando num ritmo popstar de vida. Como se eu fosse tipo. Alanis Morissete. Filmando minhas aulas e tal. No começo, eu que tava fazendo. Tipo um piloto. Agora é profissional a parada. Tá tudo meio pronto. É assim. A aula. E os textos vão passando ao lado. O jornalista que tá fazendo queria que o texto aparecesse atrás, então filmou com fundo azul*. Minha chefe prefere duas telas. Uma com o vídeo e outra com o texto. A gente já tinha feito. Mas não nessa escala, em série. TODAS as aulas estão sendo preparadas assim. Daí coloca num cd auto run. E abre uma espécie de página htlm de cada aula. E um menu de opção. Dois textos preparados. Um que vai com o vídeo (mais esquemático mesmo). E o texto que vai com aula (eu tinha feito da revolução industrial só, que é UMA aula. Veja bem, o quanto tenho trabalhado). Sei que eu não tenho tempo de mais nada. Nem de ler e-mail. Nem de ler blog. Quando tudo isso acabar, quero fazer 30 horas direto de internet na veia. E tem data pra acabar. Sexta à tarde, filmamos as três últimas aulas. E The End e tal. Queria por no youtube, mas nem vai rolar. Acho que os vídeos ficarão meio pesados.

É mentira que não tenho lido NENHUM blog. Tenho lido esse. Na verdade, tô até meio viciada.

*Então tenho que decidir o que vou colocar atrás. No fundo. Claro que só me ocorre tonteira. Tipo SOS Malibu.

Claro, tenho acompanhado política. Principalmente a Manuela em Porto Alegre. Acho que é meu xodó eleitoral. E eu acho também que essa obsessão do Lula com biodiesel é a coisa mais comunista do governo dele. Dois mandatos somados. Acho mesmo.



Escrito por Mary W. às 16h49
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Da série: Gwynonna

A renata me mandou esse link. Da série: Madonna & Gwyneth, eu acredito e confio. E as duas fotos são geniais, né? Mas a Madonna empurrando a Apple é algo. Fiquei ohhh etc. Porque fica um lance assim. Quase como se elas tivessem se casado já.

 

Eu acho também que a Apple é muito grande pra ficar andando em carrinho de bebê. Mas quem sou eu pra criticar a educação do filho dos outros. Então nem vou entrar no mérito dela ainda chupar o dedo.



Escrito por Mary W. às 12h39
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Eu não queria mais falar de política tão cedo. Porque estou tão desolée etc. Mas as pesquisas de intenção de voto nas capitais acabam me deixando no chão. Principalmente a pesquisa do Rio de Janeiro. Eu costumava conversar com a Angélica sobre isso. Sobre como a esquerda não conseguiu mesmo se apresentar como uma alternativa na cidade*. E a gente falava sobre aqueles rachas célebres do PT carioca. Na época de Vladimir Palmeira. Idos. Mas que ajudavam a explicar. O que me causa impressão, entretanto, esse ano, é o pífio desempenho do Gabeira. Que virou arauto nacional da moralidade. Uma pessoa que a gente sabe que é 100% caráter e tal. Daí eu andei relendo o Visconde Partido ao Meio. Porque ando eu. Partida ao meio. Li por causa de auto-ajuda mesmo. E eu só via na metade boa, o Gabeira. E um pouco da Soninha também. Esse livro do Calvino é sobre isso aí. Um visconde que se parte ao meio. E metade é toda maldade. E metade é toda bondade. E a metade maldade assusta. E a metade bondade dá no saco de qualquer cristão. É um dos melhores livros do mundo blábláblá. Coisa que sempre acontece quando signore Ítalo pega uma caneta. Daí que a gente, quando lê o livro num momento desses, fica vendo. O PT partido ao meio. E o problema é que a metade boa do PT (Gabeiras, Soninhas e Heloísas) é totalmente desconectada da complexidade dos problemas sociais. Esse papo de ciclovia**, por exemplo. É um pouco ridículo. Tem que ter ido em São Paulo pra saber que não resolve assim la questã. Eu lembro do meu professor de história do cursinho do Intergraus. Dizendo que São Paulo foi construída numa região de várzea**. Então que as enchentes não tinham solução. E qualquer um que dissesse que tinha, tava mentindo. Foi interessante pra mim, na época. Porque eu tava morando na tal da capital e havia uma campanha made in Erundina. Dizendo que a culpa das enchentes era da gente. Que jogava lixo e entupia bueiro. E isso pra mim é ciclovia, sabe? Porque é óbvio que a população tem que parar de entupir bueiro. Mas reduzir a questão a isso, hein? É desconhecer a estrutura das cidades. Que precisa ué. De engenheiros e coisas menos simpáticas etc. Mas não é isso que eu queria dizer. O que eu queria dizer é que o carioca, acho, não confia no Gabeira. Embora saiba a boa pessoa que ele é. O protestante do livro do Calvino, fica gritando, sem parar. Peste e carestia. Pra lembrar as pessoas quão graves são os problemas e fazê-las trabalhar além do limite e sorrirem pouco, porque o mundo não é brinquedo. Daí no Rio, parece isso. O Gabeira fazendo o Bom e Crivella gritando. Peste e carestia.

*Beijo, Brizola, saudade.

**E pode ser uma caricatura minha, isso. Sei que toda vez que eu vejo a fuça do Gabeira e da Soninha já penso logo em bicicleta.

***Eu sempre cito esse exemplo aqui, eu sei. Mas é que realmente foi marcante pra mim. Porque eu tava na época de FUVEST. E então tava juntando todo o conhecimento que eu tinha na vida. E eu morava perto da marginal Pinheiros. E eu sabia que o Egito é um dom do Nilo. E eu nunca tinha feito a associação. Mesmo passando diariamente na marginal. Eu não tinha conseguido pensar sozinha isso. E eu digo que as coisas que esse professor falou me fez perceber o tal lance. Que informação não é conhecimento.

Oh, sim. Da parte que me toca eu gostaria de ver o remendo do PT. As duas partes sendo atadas etc. E vai encher o meu saco. O processo de hillaryzação que deve vir pra cima da Marta. Principalmente da parte da Soninha. Tipo a Marta como a parte má. Enche o saco. Partidos ao meio e orgulhosos disso. Enche mesmo.



Escrito por Mary W. às 09h03
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Eu tenho trabalhado tanto, mas tanto, que comecei a sentir uma espécie de prazer. Com o excesso e a fadiga. Como tenho trabalhado, sobretudo, em um texto didático sobre os primórdios da revolução industrial, estou tendo toda a sorte de explicações teóricas a esse respeito. Inclusive uma visão bastante interessante. De que os ricos nunca saberão ao certo o que é trabalho árduo daí que jamais terão o prazer de descansar. E por isso eles nos invejam. Conhecemos um prazer que eles não têm acesso. Eu gostaria demais de ser mais proletária. No texto do Lockwood sobre classes sociais, ele diz que tirando uma coisinha ou outra, a classe média está muito próxima do trabalhador que ele chama de privatizado. Me apeguei a essa visão tipo forever. A chefe do RH mandou todo mundo pra casa (eu estou na faculdade, voltei a trabalhar hoje). Nós, trabalhadores, temos direito a 30 dias de férias. Se viermos trabalhar nesses dias, complica a faculdade. Que terá que se explicar, caso questionada. O que vocês estão fazendo aqui?, ela gritou, quando nos viu. Minha chefe que mandou. Todo mundo voltar antes. Minha chefe gosta de fazer isso. Mostrar serviço e deixar claro que trabalha mesmo sem ganhar etc. Tomou um pito. Porque você sabe. Houve uma luta e alguns direitos foram adquiridos e blábláblá. Eu tinha outro resmungo pra fazer about minha chefe. Esqueci. Ai. Sobre alienação e trabalho repetitivo. Diderot tem um texto INCRÍVEL dizendo que repetição é arte. E que através dela chegamos à excelência e transcendemos com a perfeição. Que o operário é um ator, que de tanto repetir suas falas, chega à alma do personagem. O operário chega, por supuesto, à alma da mercadoria. LOTEI meu texto de Diderot. Porque não vejo como ignorar essa teoria. E agora, Karl Marx? Você vai falar o quê? Richard Sennett, nesse livro que deveria ser obrigatório, diz que as pessoas lêem o início da Riqueza das Nações. E só conhecem o Adam Smith entusiasmado com o livre mercado. Mas que há outro. Inclusive um que briga diretamente com Diderot etc. Tô super interessada nesse debate, que deve ser mais velho que andar de quatro. Mas fiquei sabendo só ontem assim. Mentira. Reparei nele só ontem. Dercy Gonçalves morreu. Acho que a maioria já esperava. Eu esperava pelo menos. Não sei das contribuições dela pra arte em geral. Mas eu gostava que ela existia. A função do escracho é sempre bem vinda no planeta Mary W. No caso da Dercy, por conta da idade e tal. Acho bem subversivo e, sim, feminista.

Rogério Ceni fes gou. \o/

E acho que é só. Um dia eu vou ter que terminar esse texto da revolução industrial. Que eu comecei a escrever em junho. Esqueci que existia. E voltei ontem, como se não houvesse amanhã. Meu coração, embora esteja completamente alheio a paixonites, continua muito suscetível a romances. Romantizo tudo. No sentido senso comum. De criar uma narrativa de amor eterno e blá. Bom parar com isso. Eu não vejo como pode contribuir para maior compreensão do processo de industrialização que se acentua no mundo todo a partir do século XVIII. Não vejo como.

E é só. Enjooei demais dessa história do Dantas. E assumi, para fins individuais e intransferíveis, que é todo mundo bandido mesmo. Que ninguém presta etc.

O disco novo do Coldplay. Queria fazer até uma resenha. Comentando todas as faixas. A primeira, juro. Faz a gente chorar de tão bonita. Obrigada, Chris Martin, sua banda é a melhor do mundo.



Escrito por Mary W. às 11h04
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Porque ninguém faz tag de msn que nem meus amiguinhos do War.

E agora é definitivo. Amanhã é a ÚLTIMA aula pra concurso. Da minha vida, espero.



Escrito por Mary W. às 02h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Eu viajei ontem e cheguei agora a pouco. Fui levar a Marina e a Branca num parque aquático fenomenal que tem aqui perto. Eu não dou nenhuma pinta. Mas adoro um parque aquático. Tipo descer de tobogã e essas coisas. Eu sou capaz de subir uma escada imensa. Só pra descer num tobogã. Elas gostaram tanto do passeio que nem tem como descrever. A gente dormiu lá. É tipo a cidade do folclore. Daí fomos em museu de folclore e essa coisa. Eu tirei uma foto com mula sem-cabeça mas a Branca enquadrou mal. Daí que não ficou grande coisa. Eu gosto de mula sem-cabeça por causa daquela piada. De simpósio sobre a mula sem-cabeça enquanto eqüino dito mutilado. Eu ria tanto com isso. Nunca mais ouvi, eu tinha no meu pc. Mas já me formatei tantas vezes. Coisas e fases se vão. Com as formatações e blá.



Escrito por Mary W. às 16h00
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


É que muito se fala de como os livros começam. Mas eu nunca vejo um debate real a respeito de como os livros terminam. Eu me lembro de que o começo favorito de livro do meu pai era Trópico de Câncer. Que diz que Bóris estava com chato. Ele achava muito engraçado e corajoso isso. Provavelmente porque é de uma geração tão anterior a isso tudo. De púbis à mostra etc. Pai, quem é Abelardo Jurema?, eu quis perguntar hoje. Não há mais *o* respondedor das minhas perguntas. Googlo. Daí eu lendo o livro. Gostando muito. Eu tinha lido quase todo. São 3 histórias. As duas primeiras, as famosas. A terceira nem tanto. Então não tinha lido a terceira. E resolvi ler hoje. O livro é sobre como lidamos (mal) com a morte. As primeiras histórias são sobre orfandade. A última, sobre a perda do grande amor. E é uma história bem boa. O livro é bem legal de se ler. Mas não fiquei triste durante o livro. Apesar de ser um livro a respeito da tristeza. Tava acabando. Viro a última página. Já pensando assim. Ah, que livro bom, curti etc. E aí a última frase que tava lá. E que me pegou a alma.

Assim que tava escrito no livro:

Gostaria que todas as pessoas que amo fossem mais felizes do que são.

Comecei a chorar. De afeto e comoção. E com a constatação de que o inferno são os outros. E que nada pode ser feito. E pensei em como eu queria que várias pessoas ao meu redor fossem mais felizes. E aí chorava de dó delas todas. Da minha amiga que perdeu a mãe. Da minha irmã que perdeu o pai. Da Branca que é tão novinha pra ser tão preocupada. Dos meus tios que ganham pouco. Da minha prima que vai operar. E fiquei pensando o quanto a minha vida seria TÃO melhor se todas essas pessoas fossem mais felizes. E aí a minha ficha caiu. Demorou. Mas caiu. E eu comecei a pensar no contrário, né? Quanta gente por aí se consumindo de vontade de me ver mais feliz. E dizendo que ah, se a Mary fosse mais assim, se fizesse assado. Eu. Astravancando a felicidade das pessoas que me amam de tanta preocupação que elas têm. Que eu não me acerto etc. Não me emendo. Eu tava lendo no quintal, na rede. E aí minha mãe chegou. E ela quis saber o que tava rolando. E eu falei. Mãe, se você se preocupar comigo o tanto que eu me preocupo com você... você tá fodida, mãe. E ela começou a chorar e lembrou que quando meu pai tava morrendo, no hospital, segurando a mão dela, ele disse. A coisa vai esquentar e você tá aqui, sozinha. Ninguém falou que era fácil ser humano. Eu acho tão difícil. A ponto de querer desistir de vez em quando.



Escrito por Mary W. às 01h36
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


O Cláudio Luiz que me mandou e-mail com *a* notícia:

A biografia não-autorizada de Madonna, intitulada Life With My Sister Madonna, ainda não chegou às lojas mas alguns trechos do livro já publicados em jornais e sites americanos indicam que o trabalho de Christopher Ciccone, autor da obra e irmão da diva, está carregado de polêmica.

Uma delas é que a cantora americana teria tido um caso com a atriz Gwyneth Paltrow, esposa do cantor Chris Martin, vocalista da banda Coldplay. Se foi mesmo um caso, não se sabe ao certo, mas que houve um beijo entre as duas, Christopher confirma no livro.

"Na noite da virada do milênio, estavam todos festejando na casa de Donatella Versace, em Miami, e lá pelas quatro da manhã, enquanto eu (Christopher) e Gwyneth dançávamos na pista, Madonna dançava em cima de uma mesa. Neste momento, Gwyneth vai até a mesa e se junta à Madonna. No meio da dança, Madonna agarra Gwyneth e a beija na boca".

 

Eu queria agradecer todo mundo. Inclusive a Deus que, depois dessa, deve existir. Gwyneth gay era algo que eu JAMAIS cogitei. Queria mandar beijo aos deuses hindus, xavantes. E até pro Buda. Pra todo mundo mesmo. Porque agora faz sentido, o mundo. Antes você sabe. Tinha alguma muito fora do lugar.

 

Já li 8 vezes a notícia. Cada vez que eu leio, invento uma parte nova.



Escrito por Mary W. às 23h40
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Sobre o Lula afastar o delegado. É a coisa mais terceiro mundo possível. Prendo e arrebento na versão (ui) democracia.  O mais abaixo da crítica que ele já fez até agora.

Eu não vou linkar. Meu blog é diarinho. E deus me livre acabar sendo processada por coisa nenhuma. Mas é só googlar que aparece. O Nassif naquele esburacado dossiê Veja disse que uma ex-repórter da Folha (Janaína Leite) era comprada pelo Dantas. A moça ficou puta. Gente da blogosfera, estranhamente, partiu pra cima do Nassif e tals. Ela negou e negou no blog dela. Daí sai o relatório da PF e aparece conversa dela no telefone com o Dantas. E hoje. Só hoje. Ela diz que o Dantas ligou pra ela na época do dossiê e deu conselho e tal. Na boa. Não é mesmo história pra mim, essa. De Telecom Brasil, Itália, Miami. Sei lá. Mas o dossiê do Nassif tá dando certo. E contrariando todo mundo, depois de ler comentários sobre o relatório. Eu acho que a tal da Andréa tinha que ser investigada sim. Ligar pro Daniel Dantas e falar que tem encomenda? Aprende a usar as palavras, filha. Eu nem sei se esses jornalistas todos levam algum. Mas que pra conseguir matéria eles passam do limite. Nossa. Demais.

O maravilhoso Fernando Rodrigues largou Brasília e foi estudar nos EUA. No post de despedida ele falou. Que estava a tempo demais na capital. Chamava político pelo primeiro nome. E que isso não era bom. Talvez seja por aí.

E todos os jornalistas na internet ficam defendendo. E dizendo que é assim mesmo. Que repórter pra conseguir matéria diz que vai ser favorável. Eu imagino então que eles NEGOCIAM, né? Pra conseguir a matéria. Porque o Daniel Dantas não é um tonto. Se a tal Andréa diz que vai ser encomendada a matéria, significa que ela vai aliviar pra ele. E se é normal isso. Sinto muito. Quem conversa com bandido nas maiores intimidades acaba tendo que se explicar, né? Pelo amor de Deus se isso não é óbvio. Pelo amor de Deus se isso fere o (ui) Estado de Direito.

A tal Janaína manda beija pra Daniel Dantas. E liga pra ele pra avisar. Que acabou com a palhaçada do dossiê Veja. Não é bom esse telefonema. Não pega bem, hoje, no Brasil, ficar nesse nhémnhém com o homem de gelo.

E eu não vi ninguém comentando. Então, provavelmente, eu não entendi. Porque o relatório, vamos combinar, é meio mal escrito. Mas o Dantas encomendou um editorial pra Folha, é isso? Eu entendi isso. Mais do que a Veja, essa história tá meio que sujando a FSP. Todo mundo envolvido trabalha ou trabalhou lá. Até o Nassif.

Mas isso não é o fundamental de hoje. O melhor de hoje é a última frase de um livro que eu terminei. Rapaz. Me fez ter um ataque de choro. Assim. Do nada. A história vinha em banho maria. E a frase. Me arrebentou. Para o bem, que fique claro.



Escrito por Mary W. às 21h52
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

Numa entrevista na Folha ontem, a jornalista Judith Miller disse que à medida que vai detalhando suas propostas, o Obama aliena uma parte do seu eleitorado. Por conta desse negócio. Dessa guinada à direita que ele deu, depois que conseguiu a indicação. Eu tenho acompanhado bastante isso. Editorial no NYT e no Huffington.  E é sim. A pura verdade, a guinada. E ela pode ser justificada dizendo que ele precisa conseguir o eleitorado mais conservador e tals. O caso que me incomoda é ser sempre da parte alienada. Não na eleição americana, claro. Que eu nem voto. Mas meus candidatos todos fazem isso comigo. Certos do meu apoio, se esquecem das minhas prioridades. E fica assim. Como se eu não pudesse reclamar. Porque eu tenho obrigação de entender. Já que eu sei, né? Que os conservadores são fogo na roupa e tal. Me enche demais isso. E eu nem conheço muito os EUA. Mas assisti Fargo e vários filmes passados no Texas. Então eu sei. Que tem conservadores de cabo a rabo. De norte a sul. Ou pelo menos eu acredito nos filmes. Não tô no mundo pra duvidar dessa gente sensacional que é cineasta. Mas eu sei outra coisa também. Além dessas, dos filmes. Eu sei que a Obamania foi causada por um pessoal que, mesmo que não seja maioria, é quem faz o barulho. Você conhece o barulho deles, anos atrás eles promoveram a contracultura. E eram só minorias. O que eu acho é que alienar esse eleitorado pode ser muito perigoso. Porque aí eles param de fazer barulho. E não deve sobrar, então, muita coisa. Porque não importa o que o Obama diga. Fargo não vota nele nem.

Barack desafinando (a entrevista)

A Veja de hoje disse que a Marta passou dos 40%. Só peço. Não me aliena, Marta.

A capa da New Yorker. Não entendi MESMO. Oh, é uma sátira às pessoas que pensam isso. Tá. Sei.



Escrito por Mary W. às 09h47
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


O Gilmar Mendes eu já chamei até de feio. Acho abaixo da crítica o que ele fez. Mas essa história de foro privilegiado tá enchendo, hein? Até eu já entendi o que aconteceu.

 

 

 



Escrito por Mary W. às 19h44
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Outra coisa. Eu não dei conta de ver direito a fuça da Verônica Dantas. No Google, nem tem foto dela. Queria saber. Se é gata, se não é. Se tem charme, se não tem. Essas coisas.

 

Queria, também, que o pessoal começasse a dar os devidos palpites. O pessoal, você sabe quem são. Cármem Lúcia, Lewandovski, que aprendemos a amar. O Joaquim Barbosa também, embora ele seja mais sério. Enfim. Quero ver se vai rolar um Cala a boca, Gilmar interno.



Escrito por Mary W. às 19h45
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Lá no Bob, entrevista  com Walter Maierovitch:

Na decisão, Gilmar Mendes argumenta que "não há fatos novos de relevância suficiente a permitir a nova ordem de prisão expedida".

Os fatos novos existem, tanto que foram usados documentos aprendidos nas diligências da Polícia Federal. Os institutos são diferentes: a prisão temporária garante o sucesso das operações, a preventiva é para garantir a ordem pública. Outra coisa: o Supremo é um órgão colegiado. O Gilmar Mendes é um preparador do que os outros vão julgar. Ele está contrariando a jurisprudência, que diz que liminar em habeas corpus liberatório só pode ser concedida quando há abuso evidente. Quando não é evidente, tem que mandar para o plenário do Supremo. Ele está atuando com abuso de direito. Está extrapolando as funções dele. O Supremo virou ele.

 

Adooooro quando me explicam as coisas. Tipo isso. Pra que serve prisão preventiva e prisão temporária etc.



Escrito por Mary W. às 18h55
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Sei que ver ministro do Supremo fazendo papel de capanga. É a primeira vez. Já vi proteger interesse. Mas isso que o Gilmar Mendes tá fazendo. Peitando deus e o mundo. Acabei de acordar. A semana inteira isso. Eu acordo e o Dantas tá de um jeito. No outro dia tá de outro. E assim por diante.



Escrito por Mary W. às 17h54
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


O Paulo Henrique Amorim tá fazendo a melhor cobertura do caso Daniel Dantas, acho que todo mundo já sabe. As coisas que o Bob Fernandes têm escrito são uau mas eu não gosto do tom dele. Acho muito tendencioso e tira a credibilidade, na minha opinião. Acho que ele está até meio afetado. O PHA também é tendencioso, você pode me dizer. Mas ele faz um blog, né? Blog pode. O Bob Fernandes simula fazer reportagem. Daí o PHA desce a lenha no perfil que a Piauí fez do Dantas. Tenho que discordar. Eu adorei. Eu sempre gosto desses perfis que a Piauí faz. Tipo conheça mais a pessoa. Sem entrar em largas discussões. Recomendo. MUITO.

Tenho muita coisa pra fazer. Por conta das aulas pro concurso. Que se transformarão num pesadelo particular. Então tô acompanhado assim. Do jeito que dá. De madrugada e tals. Mas Paulo Henrique Amorim (especialmente esse post) e o perfil da Piauí eu acho que todo mundo deveria ler.

Trecho:

Dantas passa o dia trancado na sua sala. Só uns poucos executivos entram ali. Seu contato com os funcionários é quase inexistente. Ele chegou a sugerir a Verônica que pedisse aos funcionários que não lhe dirigissem a palavra, nem mesmo um bom-dia (a irmã disse não).

Ai. Tem que ler.



Escrito por Mary W. às 06h16
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


ai. eu preciso dizer. terminei de ler o livro do Paulo Renato.

\o/

 

Livro mais chato ever da história da humanidade. Ele basicamente conta o que fez quando era ministro. Porque fez. Como fez. Daí ele diz assim. O programa do livro didático. E conta TUDO a respeito. Quantos por cento recebiam livro didático antes do programa. Quantos por cento passaram a receber depois. Que regiões foram mais beneficiadas. Que impacto isso teve no sistema educacional. E tipo. Ele faz isso com TODOS os programas do ministério. Paguei uma série de pecados.

Senti muita saudade do meu pai hoje. Primeiro por conta desse embrulho todo. Porque eu tenho quase certeza que ele ficar a favor do habeas corpus. Quase. E depois porque o Paulo Renato disse, no livro, que o FUNDEF é um tipo de reforma fiscal. Sempre que aparecia isso, eu perguntava pro meu pai. Qual a diferença entre reforma fiscal e reforma tributária?. E ele me explicava. E eu dava aula preparada, caso a questão viesse à tona. E depois eu esquecia. Hoje eu precisava perguntar isso pra ele, outra vez. Mas vou ter que googlar.



Escrito por Mary W. às 04h11
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

O negócio de prende/solta o pessoal. Nem sei. O pai da Marina diz que o pior pro Supremo foi o despacho de ontem ter saído às 11 da noite. Tipo ministro do STF fazendo serão pra soltar Daniel Dantas. Eu andei falando bem do Supremo por aqui. Super retiro T-U-D-O. Eu estive encantada com a ministra Ellen Gracie, essa que é verdade. Funciona como um poder qualquer. A reboque da burgueria. Gilmar Mendes trabalhando até às 23 horas. Me fez pensar mesmo, uma banalidade dessa. Assim, hora-extra, a gente só faz quando patrão manda e tals. Posso estar equivocada até o rabo. Mas é difícil. Assim. Enquanto representação social. Modificar isso. Eu e a opinião pública temos certeza que ele leva algum do Dantas. Que disse que não tem medo do Supremo e tals. Tarde demais pra instituição toda. Daí reclamam. Do Estado Policial. Que vem substituir o Estado de Direito. Se a PF tem plenos poderes, acontece isso e blá. Mas não é esse o caso mesmo. O brasileiro é obrigado a alinhar-se em cada episódio. Não confia em nenhuma instituição e apóia aquela que atende aos seus anseios. É simples assim. Todas pisam na bola. Se havia chance do cara ser preso, de novo, no dia seguinte. O ministro comeu bronha. No noticiário dizem que fatos novos vieram à tona. Não vi. É o mesmo suborno de tresanteontem. Um ministro não sabia? Que podia ficar com cara de pamonha? Como ficou, quando a imprensa filmou. Ele dando risadinha. Não fui eu, foi o estagiário. Eu entendo todo o mérito do Gilmar. Meu pai vivia reclamando dessas coisas. De prender os outros. Meu pai era meio contra prender as pessoas. Bem por causa do que o ministro falou. Que ah, que autoritário. O que eu estou dizendo é que ele sabia que ia ter a decisão contrariada. Então não entendo. Como se expõe ao papelão. Se está errado isso que a PF vêm fazendo. De entrar na casa das pessoas às 6 da matina e recolher. Bem. Então isso deve ser discutido. Muita gente já recebeu a visita. Muita gente já foi em cana. E o STF entra em ação pra quê? Pra soltar o Al Capone e, em seguida, tomar um pito. Que bonito que ficou.

Não me conformo. Só tem gente bonita no STF. E escolhem esse feio aí pra presidente.

Daí fui pegar uma foto do Gilmar pra colocar aqui. Queria uma foto de hoje. Mas não tinha. Tinha só foto de ontem. Veja bem quem visitou o cara de dia. O Arthur Virgílio. A tropa de choque do PSDB. Esse presidente do Supremo tinha mais é que se mancar.

 



Escrito por Mary W. às 03h45
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


Eu aproveitei o feriado pra ir ao cinema. Queria DEMAIS ver Fim dos Tempos, que é de um dos meus diretores favoritos. Que eu nunca acerto escrever o nome. Eu aprendi a escrever Kieslowski. Mas esse eu não aprendo. Daí fui. Na cidade grande que tem aqui perto. É o filme em cartaz no mundo que eu MAIS quero ver e tals. Chegando lá, não tinha sessão. O site informou o horário errado. Meu irmão acha que eu confio demais no site. E é verdade. Eu confio mesmo. Daí ia rolar a pré-estréia de Viagem ao Centro da Terra. E, nossa. Júlio Verne e blá. Rapaz. O filme é tão bão. Que eu nem acreditei. Eu tava comendo um amendoim doce. Você não acredita. Que eu esqueci do amendoim. De tanto que deu nó na minha cabeça. Porque o Brendan Fraser é um professor universitário. Então ele vai explicando, cientificamente, o que tá rolando. Eu não sou muito boa em ciência, sabe? Então fico pensando mil vezes. Tipo aparecem pedras gravitando. Numa zona de gravitação. E eu fico doida. Por que as pessoas não gravitam? e não consigo uma resposta. Por conta dessa lacuna gigante de formação que eu tenho. Daí começa a chover no centro da Terra. Eu jogo amendoim pra cima. Como chove se não tem sol?, daí eu me respondo que a lava esquenta a água e forma nuvem mesmo assim. A claridade do centro da Terra é da lava também? eu queria saber. Anyway. O filme é demais. Dos melhores que eu vi esse ano. E dá até pra chorar. Porque rola um funeral no centro da Terra e coisas assim.

Eu queria demais ter levado a Branca pra ver. Demais. É o tipo do filme que ela ia adorar e ficar perguntando. Porque ela pergunta tudo o tempo todo etc. Fase, né?



Escrito por Mary W. às 04h43
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

Eu tenho especial apego a esse feriado, de ontem. Por isso, mesmo em reformas, tenho que postar sobre. Porque eu acho que é uma tentativa de agregar os paulistas em torno de uma identidade. Eu acho a Revolução Constitucionalista bem legal também. Mas tô falando do feriado. Eu considero que nós somos o povo mais maltratado da nação, em termos de respeito e simpatia. Os brasileiros vivem oh, os baianos, que maravilha; oh, os cariocas, que maravilha; oh, os mineiros, que maravilha. Como se todo mundo tivesse algo de muito simpático e peculiar menos a gente. Claro que isso se deve à posição de destaque econômico do estado e blábláblá. Mas é como se em todo lugar que a gente fosse, houvesse alguma coisa de maravilhosa a ser observada menos aqui. Que todo mundo só diz que o povo trabalha demais e é stressado e não sei quê. Eu entendo que todos os adjetivos pejorativos que são imputados aos paulistas também são oriundos do destaque econômico. Como uma compensação. São ricos mas são chatos. Então eu gosto demais do feriado. Da lembrança que ele traz. De que São Paulo NÃO aceitou a ditadura Vargas. Que tentou. Que pessoas morreram. E são lembradas. Daí fui procurar o link da Wikipédia para o MMDC. E tem um artigo tão legal. Falando sobre como a cidade lembra da Revolução nas suas ruas etc. E tinha um monte de coisa que eu não sabia. Tipo:

...as ruas Martins, Miragaia, Dráusio, Camargo, Alvarenga e MMDC se intercruzam no bairro do Butantã...

E eu achei isso TÃO legal.

Recentemente eu falei/falaram que não existe uma avenida Getúlio Vargas em São Paulo. Nem lembro o porquê desse assunto. Mas rolou. E agora esse negócio das ruas que se cruzam. Se acontecer um milagre, e eu for pra São Paulo nessas férias. Já até sei. Vou fazer passeiozinho constitucionalista.

Meus dois avôs lutaram nessa revolução. O capacete do meu avô paterno está com meu irmão mais velho. Há fotos do meu avô materno num museu. E assim por diante.



Escrito por Mary W. às 04h24
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


 

Hé. Paródias da Santa Ceia. Twitter servindo pra alguma coisa.



Escrito por Mary W. às 02h01
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


em reforma

Escrito por Mary W. às 01h13
[ ] [ envie esta mensagem ] [ ]


[ página principal ] [ ver mensagens anteriores ]
 

online

E-mail

segundosexo@uol.com.br

Sexies

03h45
A Lot of Coisas]
Alta Fidelidade
Aquariana Insatisfeita
Assumidamente
Biscoito e Chá
A desjanelada
A fleur da pele
Beths
Carla Rodrigues
Clarices
Cria-minha
Cynthia Semiramis
Descontrol
Des-edificante
Devaneios S/A
Drops da Fal
Emails de NY
Escarlates
Eu sou submersível
Fazendo Gênero
Feito a mão
Ginger
Girl Jolie
Gulinia
Hello Lolla
I Don't Mind a Rainy Day
Leveza do Ser
Mamíferas
Marta Bellini
Mosca na Sopa
Mothern
Nalu
New Wolrd News
Nunca disse
Os Livros da Minha Estante
Parte Tua
Pausa para o Cigarro
Quiteria
Recordar Repetir Reelaborar
Rosa e Radical
Samambaia Psicótica
Tata Pessoa
Tathy Vianna
Technicolor Kitchen
Terra da Garota
Umas e Outras
Verbo e devaneio
Woman of Affairs
Yalla

Gostosas

[sugarfight!]
Amigo Etheobaldo
Annix
Ashenlady
A Vida é Filme
Até aqui tudo bem
Berenguendem
Acontece Dentro
Bia Badaud
Blowg
Bocozices
Branca por cruza
Caderninho
Depois da Queda
Die Lena
Duas Fridas
Ébom pra quem gosta
Escape
Escreva, Lola, Escreva
Gatos e Fatos
Gerebinha
Inquietudine
Losille
Menina Didentro
Maryann is a Bitch
Nada Profissional
Non Winner
Perolada
Pergunte ao Pixel
Ornitorrinco
Parla, Marieta
Pérolas da Rainha
Quelque Chose
Quitanda
Remi Malcoeur
Recrist
Reverberações
Steffania
Tanto Clichê
Te Dou um Dado
Terapia Zero
Uh baby
Vivo Andando

Sexies

Contudo
Despereaux Tales
Dias Comuns
Mamocos
Nerd-o-rama
Rafa Mendonça
Saggio
Sobretudo de Lona
Velho do Farol
Voltas no Porto
W.Rabelo

Gostosos

A Ilha Ileris
Abunda Canalha
Farinhada
Lixomania
Malcher
Mexerica
O Biscoito Fino
Xtrobo

Histórico