Olive Tree quem tem?


Eu gostei tanto da Priscila hoje que nem tem como explicar. Eu adoro tudo que ela faz e é a minha favorita pra ganhar. Eu gosto da Dani, da Helen e do Diego também. Acho que todo mundo gosta deles. O Saullo, que falam tanto bem, acho uó. Pode parecer que eu adoro. Mas eu nem curto música romântica. Os jurados são muito estranhos. Hoje não entenderam nada. A Bonizzi, que já saiu, era uma super favorita pra mim também. Por conta de ser sofisticada. E cantar Noel e o Samba do Ernesto.A Taíssa eu adorava. Eu ia preferir que o público não votasse. Mas fazer o quê? Vota.

Eu tenho dó daquele sertanejo.

Pra mim era um programa de 6 mulheres e o Diego. Os homens foram muito mal escolhidos. Por esses jurados, diga-se de passagem, que agora ficam enchendo o saco.



Escrito por Mary W. às 00h46
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Eu fico impressionada com a magia mesmo. Alguns fins de semana simplesmente funcionam. A despeito de todo excesso. De baixarias e etc. Tudo flui. Foi assim esse. Tudo deu certo. E ninguém queria que acabasse. Um café-da-manhã que começa às 8 e vai até 2 da tarde. Um show que começa às 17 e quando você percebe já quase amanheceu. Um almoço que vira jantar e faz com que a gente quase perca ônibus e aviões. Pessoas que eu conheço a tanto tempo e nunca tinha encontrado pessoalmente. E o encontro é absolutamente natural. Como se a gente tivesse se visto ontem mesmo. Pessoas que eu vivo encontrando e que nunca me canso. Sempre incrível. Ainda bem que eu tenho blog. Etc.

Eu acabei optando por um filme convencional. Talvez depois eu faça um mais conceitual.



Escrito por Mary W. às 18h20
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Eu lembro que quando tava fazendo a fundamentação teórica da minha dissertação, citei um filósofo político (acho que John Rawls) dizendo que os movimentos sociais poderiam se tornar impraticáveis. Se todos quisessem participar diretamente da política, ele dizia, outras esferas da vida ficariam descobertas. Porque dá trabalho participar politicamente e a representação é importante por isso. Nos alinhamos, mas não participamos o tempo todo. Por absoluta falta de tempo, vamos dizer assim. O mais engraçado disso é que minha orientadora puxou uma flecha da citação e escreveu "pérola do pensamento liberal". Eu morri de rir porque ela sabia o que eu tava fazendo. Orientava o que eu tava fazeno. E mesmo assim se irritava. Passou-se o tempo e eu continuei discordando do filósofo. Eu acredito que é possível, sim, que a gente participe politicamente e continue fazendo as outras coisas. E deixamos a parte técnica para quem trabalha com política, mas podemos nos posicionar sem colocar em risco as atividades econômicas ou quaisquer que sejam. E a gente nota com a internet que as pessoas tem uma sede de posicionamento. Todos querem realmente participar politicamente. Principalmente em relação a temas "pós-modernos" e "pós-ideológicos". A gente percebe claramente aquilo que o Maffesoli chama de transfiguração do político. Das pessoas preocupadas, principalmente, com assuntos cotidianos. Como o assunto é cotidiano, geralmente a solução também é. Soluções extremamente bem intencionadas mas muito simplistas. Eu digo isso, não o Maffesoli. Que vê um novo momento nessa transfiguração. Eu digo isso porque participo de três listas feministas/lgbt. E sigo uma pá de grupos/pessoas engajadas nessas causas. E a enquete do Senado tava me deixando irritada e agora apenas perplexa. No site do Senado, a pretexto de interação, imagino, há uma enquete que pergunta. "Você é a favor da criminalização da homofobia?". E aí você vota SIM ou NÃO. E na minha timeline aparece o tempo todo alguém dando o placar. E pedindo pra eu e demais pessoas votarem. E as listas que eu participo (algumas super paradas), de repente, panz. Um monte de email pedindo pra gente votar começou a aparecer. Eu acho tão equivocado esse pedido. Porque simplesmente legitima a enquete. Dá a impressão que o movimento LGBT a considera como parâmetro para lutas e exigências. Eu, se fosse me posicionar diante disso, pediria que o Senado retirasse a enquete do ar. Não acho que seja uma boa idéia MESMO submeter à consulta popular a questão dos direitos LGBT. Ainda mais considerar uma enquete metodologicamente idiota para isso. Estamos falando de direitos mais profundos e acordados em outras bases. O direito das minorias, me parece, é garantido por conta de outras discussões. Nós vimos a Marcha para Cristo juntar 3 milhões de pessoas para nos mostrar exatamente isso. Somos maiores que a sua Parada Gay. Ou alguém vai me dizer que Cristo precisa de visibilidade? A intenção de quantificar interessa, ao meu ver, o outro lado. Os homofóbicos. Porque nós somos uma minoria. Ao mesmo tempo, a enquete do Senado foi fraudada. Eu acho que isso também é uma espécie de manifestação política. Tanto quanto votar. Há pessoas claramente dispostas a elevar o significado da enquete. Apareceu, também, uma reação gay à fraude. E consistia em ensinar a limpar os cookies do computador para a mesma pessoa poder votar mais vezes. As duas práticas são eticamente condenáveis mas revelam o grau de envolvimento dos participantes. Uma outra teórica (que eu também não lembro o nome) diz que os movimentos sociais não existem. Há uma série de práticas que são agrupadas por sociólogos e recebem o nome. Então várias frentes de luta contra a homofobia são embaladas e a gente escreve em cima MOVIMENTO GAY. Não necessariamente estão concatenadas ou sequer visando o mesmo objetivo. Claramente o pessoal do vote-na-enquete está engajado no combate ao preconceito. Mas, claramente também, eles estão prestando um desserviço a uma luta que é mais antiga que enquetes e que tem bases  que foram fundamentas depois de muito suar. O movimento buscou legitimação, por exemplo, na OMS. Que retirou homossexualidade do rol de doenças depois de uma longa batalha. A OMS é legítima?, você pergunta. Fez-se legítima por conta do rumo que o movimento gay tomou. Foi uma frente, vamos dizer assim. Eu não sou especialista em movimento gay e não sei todas as frentes em que ele procura atuar. Ao mesmo tempo lembro isso aí. Que talvez nem exista movimento gay como os sociólogos queiram. Mas não é a primeira vez que eu vejo a tentativa de se posicionar politicamente ser totalmente apatetada aqui na internet. Pra mim é tão óbvio que devemos deixar a enquete onde ela está e JAMAIS deixá-la subir. E o que eu vi foi um movimento de levantamento da enquete. Como eu já expliquei. Pessoas bem intencionadas fodem toda uma estratégia por se utilizarem de táticas equivocadas. Me dá um pouco de febre isso.

Outra coisa, esse caso da UNIBAN. Tem um filme chamado Ruth em Questão que é meio fundamental, eu acho. Porque a tentativa de politização desorganizada tende a essas coisas. De personificar as causas e simplificá-las etc. No filme, essa tal de Ruth resolve fazer um aborto. E grupos feministas a transformam em ícone da causa. E aí grupos cristão a convencem a não fazer. E a transformam em ícone pro-life. E a Ruth caga e anda e cada hora fecha com um grupo, mediante os benefícios que cada um deles oferece. As pessoas sofrem com as decisões políticas. Mas não necessariamente elas politizam suas próprias decisões. Esse Geicy em Questão no caso UNIBAN é sintomático. Rapidamente estavam falando da moça e sobre ela e esperando coisas dela. Não vai rolar. É preciso perceber que há ganhos individuais com a manutenção das desigualdades e dos preconceitos. O tal do patriarcado é muito bem azeitado e recompensa as mulheres que vivem sob ele. Daí claro que a Playboy faz parte dessa engrenagem. Ela recompensa o indivíduo e zomba da luta. Com tudo é assim. Gay que se comporta é recompensado. Negro que se comporta é recompensado. Maravilhoso livro do Tom Wolfe sobre isso. Um Homem por Inteiro. Mostrando o quanto ganha um negro comportado em Atlanta. Permitem até que ele frequente o mundo dos brancos. E assim por diante.

É sim muito repetitivo tudo isso. Mas o twitter tem esse outro problemas. Ele é bem totalitário quanto a assuntos. Homogeiniza mesmo.

Um exemplo bom dessa transfiguração do político. Enquete do Senado e moça da UNIBAN bombando. E ninguém quer saber da condenação da Erundina. A "velha" política não interessa mesmo.



Escrito por Mary W. às 14h14
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Eu gosto muito de foto de ingresso. Mas muito mesmo. Se tenho chance, fotografo. Cinema. Teatro. Festival. Procuro digitalizar minhas emoções, você bem sabe. Mas essa foto aí, hein? Tá mal batida demais da conta*. Mesmo assim, ilustra. Um clássico do mês de novembro. Yeah. Festival de rock metido a besta n*a* capital. Vou lá ver, né?

*Não fui eu que bati não. Não vou dizer quem foi. Por que, né?

Você nem pode imaginar. Há rock'n roll. Mas há mais. Meu cupom foi sorteado. Veja você. Eu ganhei a promoção "Café da Manhã com @fatorell". Assim. Com direito a acompanhante. Não sei se permitem que a gente registrem o evento. Por via das dúvidas, passei a tarde no cabeleireiro. Não tô pensando em foto não. Vou tentar driblar a segurança e fazer um filminho.

Eu curto tudo que patrocina festival indie. Curto cigarro (free), bebida alcóolica (campari), internet (terra). Só celular (tim) que eu não curto.

As manifestações a respeito da nudez da Fernanda Young na Playboy. Tudo machista. #ficaadica. Perca a piada. Não há nada demais nisso. De hora em hora você faz uma piada, se quiser. Pule alguns assuntos. Simplesmente deixe passar. Etc.

 



Escrito por Mary W. às 21h15
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