Vem ni mim, Pedro Bial


Eu apanho DEMAIS do editor de template do blogspot. Mas é DEMAIS mesmo. Anyway. Vejo vocês em abril. Devo ficar só por lá.

 

BBB, O NONO

 

 



Escrito por Mary W. às 21h39
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Eu tenho uma tia paulistana super véia. Que é viciada em cacheta. Fiquei até essa hora, hoje. Jogando cacheta com ela e com minhas primas. Daqui a pouco sai a lista com os participantes do BBB9. Quando eu acordar, tudo estará bombando. Eu não vejo a hora. Quando sai a lista, eu entro de férias. Nada mais importa. My private Pasárgada. Oremos. Pra que dentre todos os nomes esteja *ela*. Uma Leka. Uma Manu. Um Brigadeirão de Copacabana. Eu já um vi monte de mulheres nesse mundo. Nenhuma mais bonita do que essas que participam do BBB.



Escrito por Mary W. às 05h12
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É absolutamente asqueroso o artigo do João Pereira Coutinho na Folha de hoje. Muito mal eu posso falar da Folha, porque eu acompanho o jornal faz tempo. Mas me parecia mesmo que esse colunista era um equívoco. Uma tentativa do jornal de dar voz aos super conservadores e blá. Ele faz a extrema-direita burra, na linha da Veja assim. Toda a Folha de São Paulo é mais sofisticada que ele. E num tema como esse, QUALQUER IDIOTA sabe que o buraco é mais embaixo. Ele faz uma simplificação tão grotesca. Chama Israel de Brasil e faixa de Gaza de Uruguai para supostamente resolver nossa ignorância. Eu entendo como polemistas são importantes pra vender jornais. Eu, até hoje, fico lendo Paulo Francis quando caio em algum site que tem compilação de artigos dele. Mas há um limite de responsabilidade. Pois eu pensei que era um equívoco jornal. Uma coisa café com leite pra animar a discussão. Mas hoje um resumo da idéia estapafúrdia do cara está na primeira página. Achei ofensivo. Baixaria mesmo.

Nem vou linkar. Por que, né? É uma coisa tão mamãe eu quero aparecer mesmo que seja falando merda.



Escrito por Mary W. às 13h31
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Pateticamente, Jayme Monjardim explicou hoje na Folha. Que não tem traumas ou coisas mal resolvidas em relação à mãe. Que o que passou, passou. E que ele nunca fez análise e que é um homem pleno. Então o que é, hein pessoal? Essa imensa TERAPIA em praça pública. Vou te contar que deixar nas mãos de machos. Um deles francamente interessado. Deixar nas mãos de machos, a história de um MITO desse tamanho. Da maior cantora que já pisou nessas terras. Me poupem. Vão ficar batendo na tecla péssima-mãe? No mais. Chorei na parte do Ouça. Porque, uau. Alguém não chora?

 

Por conta da Maysa, vi o finzinho da novela das oito que, infelizmente, não persegui. Então a Flora. Dublando Beijinho Doce. E minha avó me explica. Ela tá louca, coitada. E eu pergunto ah, é?. E minha avó emenda. Pode reparar, ela não tá bem da cabeça.



Escrito por Mary W. às 23h28
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Meat Market. Megan VanGroll

 

Eu sonhei que havia uma sala imensa, cheia de camas. E minha prima organizou ali uma espécie de hospital para refugiados. Essa minha prima já foi, no passado, chefe de UTI. E aí várias pessoas feridas chegavam lá. Algumas eu conhecia, outras não. Eu não estava ferida. Eu estava lá pra ajudar, acho. Daí uma menininha muito fofa ia ter alta. E eu fiquei preocupada. Dela ir embora a pé. E fiquei esperando para levá-la de carro. Eu e minha irmã. Quando eu cheguei no estacionamento, o pai da menina tava lá. E ela foi com ele. E eu não achava meu carro. E eu ouvia o barulho do alarme e não o encontrava. Daí saquei. Ele estava enterrado. Tipo em escombros. Eu sabia que ele estava ali, mas não conseguia desenterrá-lo. Daí que eu me liguei. Que não era um estacionamento. Era uma página de internet. E que eu estava no meio de uma questão de vestibular. Era uma questão de física. E eu vi o enunciado. Dizendo a respeito de altura e distância e forças agindo sobre o carro. Não lembro o que tinha que calcular. Quando eu olhei pra frente, vi uma outra página de internet. Elas se apresentavam como se fossem monitores gigantes. E toda a vizinhança era composta de sites. Na minha frente tava um site que tinha a Mari do Vôlei vestida de burka. E o site dizia que ela era uma puta. Eu não conseguia comentar no site. Então cheguei bem na beirada do meu e fiquei gritando e xingando. Daí entraram pessoas no meu site. E perguntaram se era o site da Mary W. Eu disse que era. E as pessoas falaram assim "Credo, BBB9 já vai começar e você nem mudou o layout". Pura verdade. Tava dando dó do layout. Aquele carro enterrado no meio da terra. Quando resolvi que ia mudar de template, acordei.



Escrito por Mary W. às 19h30
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Saramago, sempre, se posicionando. Obrigada.

Israel

Dezembro 31, 2008 by José Saramago

Não é do melhor augúrio que o futuro presidente dos Estados Unidos venha repetindo uma e outra vez, sem lhe tremer a voz, que manterá com Israel a "relação especial" que liga os dois países, em particular o apoio incondicional que a Casa Branca tem dispensado à política repressiva (repressiva é dizer pouco) com que os governantes (e porque não também os governados?) israelitas não têm feito outra coisa senão martirizar por todos os modos e meios o povo palestino. Se a Barack Obama não lhe repugna tomar o seu chá com verdugos e criminosos de guerra, bom proveito lhe faça, mas não conte com a aprovação da gente honesta. Outros presidentes colegas seus o fizeram antes sem precisarem de outra justificação que a tal "relação especial" com a qual se deu cobertura a quantas ignomínias foram tramadas pelos dois países contra os direitos nacionais dos palestinos.

Ao longo da campanha eleitoral Barack Obama, fosse por vivência pessoal ou por estratégia política, soube dar de si mesmo a imagem de um pai estremoso. Isso me leva a sugerir-lhe que conte esta noite uma história às suas filhas antes de adormecerem, a história de um barco que transportava quatro toneladas de medicamentos para acudir à terrível situação sanitária da população de Gaza e que esse barco, Dignidade era o seu nome, foi destruído por um ataque de forças navais israelitas sob o pretexto de que não tinha autorização para atracar nas suas costas (julgava eu, afinal ignorante, que as costas de Gaza eram palestinas...) E não se surpreenda se uma das suas filhas, ou as duas em coro, lhe disserem: "Não te canses, papá, já sabemos o que é uma relação especial, chama-se cumplicidade no crime".

 

 

Grandes bostas mas a minha cidade pela primeira vez tem um jornal diário. Faz parte de uma grande empresa de comunicação e tem um espaço de opinião. Dois dias por semana, uma pessoa da cidade escreve. Nos demais são artigos comprados no atacado. Tipo Dráuzio Varela e Luís Fernando Veríssimo e esqueci o resto. E então eu fui convidada pra escrever um dos artigos semanais. Claro, escrevi sobre a Palestina. Por um questão de conhecimento e respeito, escrevi sobre os estereótipos vigentes a respeito dos árabes e como isso impede nossa empatia com eles. Respeito porque quem me convidou foi o diretor do jornal, que foi meu aluno na matéria de antropologia. E aí eu falei sobre a simplificação a respeito da condição das mulheres muçulmanas e do estereótipo dos muçulmanos como um povo brutal e violento e intolerante e etc. Daí pensei que eu não sou cúmplice. Porque, ué. Me posicionei. Mas aí a gente fica com aquele negócio. De como é fácil se posicionar a nível de cientista social. Escreve artiguinho e dorme de consciência tranquila. Sem trema. Enquanto rola *o* massacre. Não sei o que fazer. Sério. Não queria mesmo ser cúmplice disso. E sou. Oh, yes. No meu tempo. Durante a minha estadia no planeta. Como durante a estadia de outros, queimaram bruxas e etc. Eu pensava assim, enquanto estudava. Se eu tivesse na Terra, isso não teria acontecido. Eu teria lutado. Talvez tivesse impedido. Balela. Como tantas outras etc.



Escrito por Mary W. às 05h12
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Globalização é pqp. Eu não consigo comprar uma droga de um quebra-cabeça pela Amazon.



Escrito por Mary W. às 21h10
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